Ser parceiro de um depressivo

Letícia F. June 13, 2012 60
Ser parceiro de um depressivo

Tenho acompanhado mais ou menos de perto as agruras de uma amiga com um parceiro depressivo. Não tão de perto quanto eu gostaria, porque a vida é ridícula e ele entrou em crise na mesma época que eu. Saber como ela se sente me dói – porque eu sei que também causei essa dor a algumas pessoas (inclusive a ela). Pedi que ela contasse como é conviver com um depressivo. Ela gentilmente o fez.

O relato é um pouco extenso, mas é de grande valia para quem tem alguém próximo passando por um colapso depressivo. Recebi inúmeros e-mails de amigos/familiares/parceiros de pessoas em crise, questionando como podiam ajudar. Eu não sabia responder, porque não estava do outro lado. Agora vocês podem ter uma ideia.

***

QUANDO O AMOR DESCE AOS INFERNOS

Por Domenica Arentino*

Despertei de um sono profundo, coração aos pulos, naquela madrugada. Nem olhei o celular, que tocava na cabeceira na cama, mas já sabia: àquela hora, só podia ser ele. Atendi correndo. A voz quase muda, do outro lado da linha, apenas confirmava o que já sabia:

- Oi, minha linda.

Não sabia muito bem como reagir, tampouco o que dizer. Em parte, pelo recém-despertar (que me impedia de raciocinar direito); em parte pela confusão que sentia por receber uma ligação dele, após um mês praticamente desaparecido; em parte por sempre ficar desconcertada quando ouvia sua voz, sempre. Meu automatismo fez-me óbvia e clichê:

- Oi… como você está?

- Eu tô doente.

O que emergiu em mim naquela hora foi como um soco no estômago embebido em certo alívio. O soco no estômago era por ter a ciência de que começava oficialmente, ali, um período muito difícil. O alívio, porque, finalmente, W. conseguira entender que o que ele tinha era sim uma doença, e não períodos de “tempestade”, ou qualquer expressão atenuante que fizesse da depressão um mero estado de espírito.

Ninguém escolhe amar um depressivo. Assim como uma mãe não escolhe parir um filho com esquizofrenia ou um filho não escolhe ter um pai cardíaco. É preciso, em primeiro lugar, frisar isso de forma muito clara: ninguém escolhe amar um depressivo. Não é síndrome de poeta romântico, nem tendência ao drama, tampouco uma ESCOLHA: não, ninguém é capaz de saber que ama um depressivo, até ele assim se revelar. E, acreditem: é muito, mas muito difícil encarar esta doença, por conta de uma dezena de razões (para ser suave, pois acho que as razões, numericamente falando, extrapolam a casa da única dezena).

Há alguns meses, eu e W. retomamos contato, após quase dois anos de rompimento. As razões para nossa separação foram muitas e nem cabe explicá-las aqui. Mas hoje, olhando-as à luz da depressão e suas consequências e respingos nos relacionamentos afetivos, tornam-se muito mais claras e compreensíveis para mim.

No final do ano passado reatamos, com propósitos firmes de transformar nossa relação, finalmente, em uma vida em comum. Foram tempos muito bons, de intensidade e reafirmação da minha certeza de que sempre fora ele o homem que amei durante todo este tempo.

Ele me contou que, meses antes de voltarmos, passou por um período obscuro e teve que retomar a terapia. Então, com o passar do tempo, foi retomando o controle da própria vida e foi aí que se permitiu, mais uma vez, tentar se acertar comigo.

Eu, sabendo disso, tinha consciência de que, obviamente, ele havia passado por um episódio depressivo (por mais que ele assim não o nomeasse). Mas a verdade é que a gente diminui a importância daquilo que é óbvio e que pode se tornar um balde de água fria em cima dos nossos sonhos. A gente pensa romanticamente numa situação como esta: “nós nos amamos tanto que não vai acontecer de novo”. Mas vai. E essa, talvez, seja a lição mais dolorosa que a depressão impõe a quem convive de perto com quem a abriga: o amor não pode vencê-la. O amor têm a capacidade de tornar a lida menos difícil e dolorida. Pode se transformar naquele tecido acolchoado de dentro da caixa que abriga um cacto estranho e espinhoso. Mas não é capaz de, magicamente, transformar o cacto em orquídea. A gente aprende, lidando com a depressão, que aquilo que contaram nas novelas a que a gente sempre assistiu não é verdade: o amor não supera tudo.

Foi um longo caminho até que W., finalmente, compreendesse estar doente. Porque assim como a gente não escolhe amar um depressivo, ninguém escolhe SER depressivo. Sabe-se, hoje, que a depressão é uma doença das que mais matam mundialmente. Porém os registros oficiais não conseguem ser precisos, já que ela pode levar um indivíduo a óbito por razões diversas. As estatísticas são obscuras e a parte considerável da sociedade ainda insiste em olhá-la por uma lente estranha, cobrindo os pontos mais importantes daquilo que ela é. As pessoas, em sua maioria, ainda não sabem lidar com a depressão. Ou porque não querem; ou porque não têm informação suficiente para compreendê-la; ou porque acham mais fácil equipará-la com uma “frescura” comportamental ou uma misantropia passageira. Poucos de fato entendem que a depressão é um transtorno mental, capaz de dizimar vidas, esmigalhar relações, adoecer corpos e fazer definhar, aos poucos, egos. O deprimido, sem cuidado, vai se desfazendo e se esfacelando aos poucos, muitas vezes sem que isso seja visto a tempo por quem está perto dele. E, em muitos casos, quando a luz vermelha se acende diante do outro, pode ser tarde demais.

depressao 2 Ser parceiro de um depressivo

Ser a parceira de alguém nestas condições é doloroso, partindo de um pressuposto básico acerca desta doença: a depressão eclipsa quase que por completo a capacidade do sujeito de amar e de receber afeto. Visto racionalmente por este ângulo, então, a figura do parceiro fica perdida entre tantas incapacidades acumuladas neste estado. Para encarar a depressão, antes de mais nada, você tem que abrir mão da sua relação amorosa com o outro. Trocas de afetos não são possíveis. Planos futuros não têm lugar enquanto o colapso e a crise subsequente não forem embora. Toques simples de carinho no corpo do outro podem não ser bem recebidos. Beijos, idem. Declarações de amor vindas do outro praticamente se tornam utopia. A depressão é uma prova muito difícil pra quem convive com um parceiro acometido por ela: é tempo de doação e entrega unilateral. E a falta de troca pode culminar em períodos de muito cansaço e desânimo da parte de quem está se doando.

Não há lugar para cobrança. Você, cuidando de um deprimido, não tem o menor direito de exigir dele o que lhe caberia numa relação em que ambos estivessem saudáveis mentalmente. Você é obrigado a conviver com a dor com uma proximidade que nem todos são capazes de lidar. Não é nada fácil acompanhar tão de perto uma descida aos infernos de quem a gente ama. Sofremos sobremaneira, tendo que segurar a barra diante do outro. Costumo dizer que conviver com a depressão de um parceiro é estar constantemente com um pano na boca, que você morde em momentos insustentáveis. E que também serve pra abafar o som dos seus gritos pro mundo exterior.

Na madrugada em que reapareceu e confessou (muito mais para si mesmo do que para mim, na verdade) estar doente, W. tinha um propósito muito claro: não apenas justificar os mais de trinta dias ausente da minha vida sem maiores explicações, mas também me pedir que fugisse dele. Ele chorava desesperadamente, com uma verdade que eu desejei não ter detectado por vários momentos. “Fuja de mim, porque eu não sou bom pra você. Eu não posso te dar o que você quer. Isso é muito triste, porque o amor que tenho por você é muito grande e as coisas não deveriam ser assim. Então fuja, vá ser livre, você não merece isso, eu não posso te arrastar nessa comigo.” E chorava até praticamente perder o fôlego.

Como obedecer a um pedido tão absurdo? Racionalmente, é muito fácil concluir: “ele está doente, não pode ter comigo a relação que eu gostaria agora, então, como sou jovem, vou aproveitar a vida e conhecer outra pessoa”. Mas, quando a gente ama, não consegue cogitar isso. E viver com a depressão, então, te obriga a ser forte todos os dias. Não apenas para não ser tragada para o buraco junto com quem você ama, mas, principalmente, para que ele possa de alguma forma se segurar em você do jeito que for possível para não ir ainda mais para o fundo.

Passei por madrugadas muito difíceis. A grande maioria dos deprimidos têm distúrbios do sono. W., mais especificamente, fica insone. E suas crises se agravam sempre no mesmo horário: por volta das três da manhã. Nesses momentos, tenho que respirar muito fundo para suportar o que ouço do outro lado da linha sempre que o telefone toca. Já o ouvi dizer que não via mais saída e que morrer seria a solução para todo mundo. Que ele se tornara um fardo pra mim. Que só me causava dor. Ouvi (milhares de vezes) que eu deveria me afastar dele. Lidei com perguntas como “Você vai sentir vergonha de mim se for procurar um grupo de apoio?”; “Você sente vergonha de amar alguém que tem uma doença mental?”; até outros questionamentos muito dolorosos, como o que eu gostaria que ele me deixasse (das coisas dele) “quando fosse embora”.

Nesse momento, nossa relação obviamente encontra-se em suspenso. Após uma madrugada de crise como as que relatei, a angústia dele foi tão profunda que não consegui aplacá-la por telefone (moramos a 500km de distância um do outro). Então, ele teve a atitude irracional de pegar uma lapiseira e ferir vários pontos do próprio braço como forma de “aliviar a dor” (tática comum usada por vários portadores de transtorno mental para aplacar crises de ansiedade muito severas). Fiquei sabendo dias depois, porque, após este episódio, ele resolveu que não podia mais ficar me ligando durante as crises.

Este, aliás, é um outro comportamento do depressivo com o qual é muito difícil lidar: eles podem passar longos períodos feito verdadeiras ostras fechadas em suas conchas. Por mais que ele te ame, por mais que falar com você e conviver com você faça-lhe bem, ele pode passar algum tempo afastado do seu contato. Essa, talvez, seja a parte mais difícil. Há dias em que não consigo manter o equilíbrio e encarar tal negativa ao meu carinho como parte do ingrato pacote da convivência com a depressão. Por mais que seja hoje muito mais esclarecida e equilibrada, sou humana. E tenho que tomar cuidado para não interpretar o silêncio dele como algo “pessoal”, ou “contra mim”. É doloroso. Muito, aliás. Além disso, a falta de notícias certas horas chega a angustiar mais até do que as ligações durante a madrugada. Não foram poucos os dias em que acordei, pela manhã, com medo de que ele tivesse feito algo contra si.

Apesar de tudo, é animador constatar que, apesar de ainda estar muito instável, W. está muito empenhado em se tratar. Essa é uma conquista que eu posso dizer, sem modéstia, que também é minha: foi graças à minha insistência que W. enxergou e conseguiu nomear esse mal que o acomete. E, apesar da inapetência afetiva que ainda o assombra, ele diz com muita certeza que eu fui uma das razões para que ele conseguisse sair do limbo e procurar ajuda. E uma das razões para que ele siga se cuidando, por mais que ainda atravesse dias muito delicados e em que pense em desistir de tudo.

depressao 3 Ser parceiro de um depressivo

Se tem algo que eu possa “ensinar” a quem atravessa uma situação semelhante à minha é: insista e se informe a respeito. Insista para que o deprimido procure ajuda. É claro que ele não vai te ouvir de cara. Mas insista. Você não pode ser mais um a desistir dele. E se informe sobre o problema. Livros, filmes, artigos: se informe. Se a pessoa que você ama estivesse com câncer ou com AIDS, você não iria procurar informações sobre a doença? Por que não fazer o mesmo no caso de um transtorno mental como a depressão? Informe-se pois, assim, é muito mais fácil de lidar com tamanha complexidade emocional que inevitavelmente vai respingar sobre você, cedo ou tarde. E também, dessa forma, você terá muito mais armas para ajuda-lo e compreendê-lo.

Não dá pra dizer que a gente consegue ter “vida normal” nessas condições. A gente tem vida normal “apesar de”. Eu não consigo deixar de pensar em W. nem de acompanhar (dentro daquilo que atualmente ele me permite, é claro) o decorrer de seu tratamento. Levo a minha rotina, trabalho, vejo meus amigos, me divirto. Mas esta se tornou uma porção dolorida da minha existência, que não divido com ninguém na totalidade. Nem meus amigos mais próximos sabem de verdade o que tem ocorrido comigo, porque eu, simplesmente, evito comentar.

Primeiro, porque ninguém merece lidar com questões tão pesadas, que cabem apenas a mim. Segundo, que pouquíssimas pessoas são capazes de entender de verdade quão nefasta pode ser uma depressão, e quão difícil é conviver tão de perto com ela. E, se tem algo que eu realmente não estou disposta a ouvir, neste momento, são julgamentos ou pseudo-conselhos. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato. Só eu sei das minhas razões (e dos meus sentimentos) dentro da minha própria história.

Tenho aprendido muito todos os dias: sobre mim, sobre W., sobre os outros. Sobre quem realmente me quer bem e quem está na minha vida apenas pelo prazer de me ditar regras. Tenho andado muito mais seletiva nos meus contatos e isso, apesar de me soar estranho num primeiro momento, tem sido ótimo, pois, consequentemente, tenho aprendido a ficar bem na minha própria companhia.

Não sei quanto tempo levará até que W. saia desta última crise, nem se vamos retomar nossa relação e se vamos ficar juntos. Não sei quanto tempo mais vou suportar isso tudo. Hoje, tenho ciência de que sou capaz, apesar das minhas próprias intempéries, aguardar essa “tempestade” (usando o termo que ele tanto gosta) passar. Aliás, se existe algo que tem-me feito suportar isto tudo firme, forte e sem surtar, e que me faz continuar perseverando, sei que só pode ser o amor que sinto. E isto, meu amigo, não acontece todo dia. Apesar de.

* Nome fictício para preservar a autora.

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60 Comentários »

  1. Carol June 13, 2012 at 03:28 - Reply

    Adorei o texto. Também amo uma pessoa com depressão e, além de tudo, também preciso lidar com a minha própria (embora tenhamos “tipos” diferentes de depressão). De certa forma, além desse texto refletir a minha relação com alguém com depressão, tbm me vi refletida nele… me vi ali descrita e vi que também preciso me aceitar, assim como a pessoa que se relaciona com um depressivo precisa aceitá-lo. Isso pode tornar as coisas, ao menos um pouco, mais suaves.

    • Letícia F. June 13, 2012 at 04:17 - Reply

      Carol, é muito difícil e bem provável que a gente se relacione com pessoas depressivas. Afinal, segundo dados da OMS, 20% da população mundial vai passar por pelo menos uma crise. Foda, né? Uma em cada cinco pessoas que a gente conhece!!! É muita gente. Por isso mesmo precisamos aprender a conviver com a doença. Com a nossa e com a dos outros. Mas é tudo muito, muito triste e desgastante.

      • rafa June 13, 2012 at 14:10 - Reply

        acho que a parte pior dessa estimativa que 1/5 da população ainda vai ter uma crise é que NÃO É, com certeza, 1/5 da população que entende e aceita que isso é uma doença. ou seja, o sofrimento e gravidade da situação só ficam pior com o próprio preconceito da pessoa tendo a crise. tenho um ex namorado que é forte candidato a ter uma crise no futuro, mas que ao mesmo tempo não é esclarecido o suficiente para entender a questão sem preconceitos. muito menos o círculo social que ele frequenta.

        • Letícia F. June 13, 2012 at 15:35 -

          Você tem toda razão, Rafa. Olhando pro passado, eu vejo que tive outras situações de crise, mas bem mais amenas. Daí eu achei que era só uma tristeza passageira, porque a minha vida não estava fácil e etc. Não procurei tratamento. Veja só onde parei…

  2. Jéssica June 13, 2012 at 08:29 - Reply

    Me identifiquei com tantos trechos…

  3. Kitty June 13, 2012 at 09:32 - Reply

    Eu já namorei uma pessoa com depressão durante 4 anos. Lendo o texto agora, vejo como a minha situação ainda foi relativamente fácil, pois as crises dele eram misturadas com o seu temperamento difícil costumeiro. Apesar disso, acredito que consegui fazer uma diferença na vida dele, torná-la mais agradável. É tão difícil, mas se você ama a pessoa, acredito que seja difícil você deixá-la no momento que mais precisa do seu apoio.
    Lindo texto.

  4. Fernanda June 13, 2012 at 09:58 - Reply

    Muito interessante conhecer o outro lado. Houve uma época em que pensei estar com sintomas de depressão, mas não era, fico imaginando o quão deve ser difícil para quem se acomete dessa doença e para quem convive. Informação é muito importante para saber lidar com as situações. Triste.

  5. Thaís Pinheiro June 13, 2012 at 10:20 - Reply

    Minha mãe tem depressão há uns 15 anos. E tem certos dias (ultimamente, quase todos) que eu quero sumir de casa. Além de ter depressão, descobrimos que ela tem Hepatite C (os sintomas das duas doenças são quase os mesmo, e se intensificam juntos) e está tratando esta última desde janeiro. Acontece que o tratamento de Hepatite provoca depressão em pessoas que nunca tiveram sinais depressivos. Dá pra imaginar como isso piora o quadro de uma pessoa que já tem depressão?!

    O tratamento da hepatite dura até dezembro. Não é fácil. Tem dias que perco a paciência. Tem dias que não quero ver. Tem dias que tento ajudar. Tem dias que canso de ser forte.

    É mais ou menos por aí….

  6. Nelia June 13, 2012 at 10:49 - Reply

    Realmente um ótimo texto. Nada como ter a visão de quem convive e ama uma pessoa com transtorno mental, qualquer que seja. Só discordo dela qdo diz que o amor não pode vencê-la, a doença. O amor que ela sente é que a faz resisitir e insistir, não é? Não fosse esse amor ela já estaria bem longe e o rapaz deixado a própria sorte. É claro que não é um amor romântico, é algo real e verdadeiro, pq incondicional. Eu a parabenizo por conseguir doar esse amor de modo que poucas pessoas conseguem. A maioria de nós qdo diz que ama está, na verdade, querendo, exigindo até, ser amado. Mas, como disse Mário de Andrade, “Amar, verbo intransitivo”. Porém, Domenica*, vc tem que encontrar formas de se fortalecer, meios de desabafar. Se não consegue e não quer fazê-lo totalmente com os amigos, será que não existe algum grupo de apoio para quem é próximo de pessoas depressivas, assim como tem para familiares de alcoólicos , autistas, etc. Essa é uma pergunta que faço a Letícia tb, conhece algum grupo desse tipo? Seria interessante divulgar aqui, caso conheçam, não é? No mais, força e paz a todas(os) . Beijos

  7. Juliana June 13, 2012 at 11:00 - Reply

    Achei esse texto incrível. Já me relacionei com um depressivo, mas não sabia dessa condição dele. No início foi como um relacionamento normal, mas depois vieram esses sumiços inexplicáveis. Quando terminamos tinhamos quase 2 anos de namoro e mais de 1 mês sem nos vermos, período no qual me convenci de que ele não me amava, por mais que ele dissesse o contrário. Nesses 2 anos eu saia muito, e sem ele, já que ora ele desaparecia, ora lhe faltava disposição. Inevitavelmente conheci outras pessoas que começaram a me dar a atenção e o carinho que ele não conseguia me dar. Assim, mesmo sem ficar com esses caras, já não me importava tanto com o sumiço alheio. Era hora de terminarmos.

  8. AninhaÓ June 13, 2012 at 11:03 - Reply

    Onze da manhã e eu aqui chorando na frente do computador. Só vc faz isso comigo dona Letícia!
    Difícil comentar esse texto. Fico imaginando se é isso que meu marido sente. Mas acho que sou um bocado diferente do W. Mas com algumas semelhanças inevitáveis.
    Em comum a todos nós, a dor.
    Acho que o que tenho pra dizer mesmo é que espero do fundo do meu coração que W. consiga sair da crise e manejar a sua vida para que as crises posteriores sejam mais brandas e fáceis de lidar.
    E agradeço à autora. Por ela ter se informado, por ter ajudado, por dar suporte emocional a uma pessoa que tanto precisa agora. Por ter sido humana. Atributo raro hoje em dia.
    Um abraço apertado na autora.
    Beijos pra vc Lê.

  9. Moema June 13, 2012 at 11:07 - Reply

    Eu tenho 29 anos e o primeiro diagnóstico que recebi de depressão foi com 13 anos. Só comecei a fazer tratamento no começo de 2010 e nem foi por causa da depressão foi quando eu parei de dormir de verdade. No final de uma semana dormia no máxima 10, 12h.
    Hoje posso dizer que o melhor dia da minha vida foi quando eu encontrei uma médica séria e comprometida que me disse que aquela não era a minha personalidade: eu não era ruim, má, cuzona, preguiçosa, lenta; eu estava doente.
    Foi MUITO BOM ler isso aqui hoje, Letícia e eu gostaria de agradecer a você e a sua amiga por esse serviço. Depois de quase 15 anos quase todo mundo desiste de você. E o pior: eu já havia desistido de mim a muito tempo. Mas a minha irmã e a minha mãe nunca desistiram de mim e graças a elas e a maravilhosa idéia de ter um cachorro hoje eu estou em tratamento e consigo ver o mundo de outra forma. Digo sempre que a pior parte da depressão é a desinformação. Tenho muita vergonha e medo de contar sobre a doença que me acomete pois eu vejo a cara de dó, descrença, você muitas vezes é taxada como “a tarja preta”, etc. Mas é um alívio enorme encontrar alguém que entenda.
    Agora eu vejo com clareza que todos os meus relacionamentos eu terminei como o W. encerrou o seu. A dor de amar e pedir para o seu amor ir embora é avassaladora.
    Ufa, chega que isso aqui não é terapia. =)
    Mais uma vez: obrigada.

  10. Alessandra Hernandes June 13, 2012 at 12:24 - Reply

    Texto ótimo , obrigada meninas vcs são , realmente , demais .

  11. Nana June 13, 2012 at 12:42 - Reply

    Muito sensível a autora do texto. Torço pra que fiquem bem, os dois!
    Eu fiquei bem, ainda tenho que me tratar de tempos em tempos, mas nunca pensei que fosse me sentir tão forte e tão cheia de possibilidades depois de passar madrugadas como o amor da moça do texto, tentando me convencer de que morrer não era a melhor solução.

  12. Luiz Flávio June 13, 2012 at 13:51 - Reply

    O texto é simplesmente maravilhoso. Não sei se alguma pessoa com quem eu tive uma relação amorosa chegou a ter que lidar com isso (nenhum dos meus relacionamentos durou o suficiente para eu chegar a ter qualquer coisa que lembre uma crise, e eu também não cheguei a abrir essa parte minha para o outro) – no entanto, a agonia da convivência com a depressão me leva a construir muros e muros contra os outros justamente para impedir que isso aconteça.

    Como se não bastasse, eu identifiquei MUITOS dos processos que eu já sofri nesse texto e me dói o coração pensar que eu poderia causar esse tipo de desgaste e angústia a alguém que eu amo. É mais aterrorizante ainda saber que, não importa quantos muros eu erguer, alguém pode parti-los ao meio e enfrentar o olho da tempestade sem que eu possa fazer nada para ajudar. É uma prova de fogo e uma roleta russa ao mesmo tempo.

    http://www.youtube.com/watch?v=1RpRfCv-jPw => Esta música ficou tocando na minha cabeça enquanto eu lia o texto, por sinal. Emblemática do tema e graciosa também.

  13. Greice June 13, 2012 at 13:53 - Reply

    Letícia, essas estatísticas se concentraram bem pertinho de mim. As vezes me pergunto se sou capaz de lidar com isso, ter o trato e a disposição necessária. Meu pai foi vítima dessa doença, minha mãe compartilhou da mesma dor e momentos da autora. Tenho inúmeros amigos com baixa auto-estima e não sei a que níveis de depressão se encontram devido ter tido poucas oportunidades de troca, porque sou disposta a contribuir de fato, mas só o faço se me permitirem. Acho incoveniente adentrar na vida de alguém mesmo que essa pessoa não tenha forças para abrir a “porta”. Sinto bloqueio em colocar minhas ferramentas à disposição e não ser entendida. Sou muito discreta com meus sentimentos, fechada, calada, mas com os outros consigo compreender e estender ao menos a mão para contribuir e fazer do fardo dessa pessoa algo mais leve. Tenho um sentimento derrotista a respeito por experiência própria, nesse sentido acredito na recuperação, na amenização mas quanto à cura e libertação tenho minhas dúvidas. Espero que cada pessoa acometida não se desanime diante deste comentário muito pessoal, porém embasado por argumentos e momentos de muita dor. Espero que cada pessoa acometida encontre uma fonte de energia renovável de esperança e força e que reconheça o valor que tem diante da vida para si e para os que a amam.

  14. Vanessa June 13, 2012 at 13:59 - Reply

    Me doeu demais ler a parte em que ele se feriu com uma lapiseira (é isso?), pois lembrei da minha mãe e da dor em que ela sentiu tentando se matar :(
    Infelizmente, muitas pessoas levam a depressão como se fosse brincadeira, e não aceitam o porque da pessoa depressiva tentar se matar, acham que é simplesmente ‘falta de amar’ os familiares.

    Mas ´é MUITO bonito ver uma pessoa que ama se dedicar assim, mesmo que de longe.
    E é mais bonito ainda saber que tenho uma pessoa que se dedica pela mulher que ama e é depressiva há anos, no caso, meu pai. =)

    Lê, obrigada por tentar mostrar aos outros esse universo.

  15. rafa June 13, 2012 at 14:04 - Reply

    maravilhoso o texto. e essa situação de ser parceiro de um depressivo vai muito além do par romântico: inclui familiares próximos, amigos próximos(me refiro aqueles que realmente são próximos, que estão ali todos os dias, que vêem a situação de perto). é muito difícil para uma mãe ou pai lidarem com um filho depressivo. a mãe, que segurou o filho no colo a vida inteira(“concreta e abstratamente”) tem que aceitar que as vezes a pessoa não quer o toque, não quer o cuidado, mas ao mesmo tempo quer e não sabe como fugir dessa luta interna. digo isso porque já tive crises depressivas, mas ainda conseguia ver a maneira como minha mãe se atrapalhava, mesmo ela própria sendo psicanalista.

  16. Fabiane June 13, 2012 at 16:01 - Reply

    E como a gente faz se ainda está se recuperando do tombo dentro do poço e vê seu parceiro caindo dentro do mesmo poço?

    • Letícia F. June 13, 2012 at 16:11 - Reply

      Fica perto. Não há mais nada a fazer além de apoiar.

  17. Gabriela June 13, 2012 at 16:04 - Reply

    Olha, como pessoa que já namorou depressivo e não-depressivos, digo uma coisa: namorar certa pessoa É SIM uma ESCOLHA. Comparar namorar alguém a ter um filho com uma doença é uma falácia. Se apaixonar pode não ser uma escolha, mas até que ponto você se envolve é sim uma escolha.
    Namorei por 3 meses um depressivo, os 2 primeiros foram maravilhosos e o último mês foi um inferno. Uma pessoa que te liga todo dia e de repente some, sem justificativa nenhuma é enlouquecedor. Brigamos, eu insisti que ele me dissesse o que estava havendo até que um dia ele admitiu estar em crise. Eu o apoiei, incomodei pra que ele procurasse ajuda profissional, falasse com a mãe dele. E fiquei esperando passar, mas deixando claro que eu estava sempre ali quando ele precisasse.
    E a crise passou, ele voltou a ver os amigos – que nem sabiam de nada e acredito que nem faziam questão de saber – e, simplesmente, continuou distante até que um dia brigamos feio e acabamos.
    Eu passei um inferno, chorei 2 semanas seguidas, mas com ajuda da terapia, consegui retomar a vida e hoje estou solteira e feliz. E uma das coisas que me fez superar foi uma pergunta que a minha terapeuta fez “tu acha mesmo que precisa passar por todo esse sofrimento? essa pessoa é realmente necessária assim na tua vida? tu consegue conviver com isso?”. E então descobri que a resposta para todas essas perguntas era NÃO.
    Não, eu não precisava passar por aquele sofrimento pq isso é inútil. Ter esperanças de ter um relacionamento desse tipo não é saudável. O que tu vai tirar disso é apenas dor, sofrimento, tristeza e frustração, enquanto tu podia estar fazendo algo por si mesma pra ser feliz.
    Passado hoje certo tempo, penso que se ele precisar um dia de mim, eu não hesitarei em ajudá-lo, mas jamais me envolverei emocionalmente de novo, pois é preciso impor limites pra se autopreservar.
    Não estou fazendo julgamentos da autora do texto, mas relatando minha experiência. Espero que logo ela se dê conta que isso nunca vai dar em lugar algum e que se liberte disso antes que esse “relacionamento” destrua a ambos.
    Ótimo tema, parabéns ao blog.

    • Letícia F. June 13, 2012 at 16:12 - Reply

      Olha, Gabriela, viver é se envolver. Estou chocada com seu comentário.

      • Nana June 14, 2012 at 10:34 - Reply

        Cara, o problema desse cara não parece ter sido a depressão e sim a sacanagem de quando ficou bem nem ter se dignado a conversar contigo…

    • rafa June 13, 2012 at 16:43 - Reply

      simplesmente assim… algumas pessoas tem força pra aguentar o tranco, outras não. o quanto se gosta do outro é o que conta. tu claramente não teve isso. devia estar com o cara por outros motivos menos fortes que simplesmente amar. carência afetiva, por exemplo.

      “Comparar namorar alguém a ter um filho com uma doença é uma falácia.”
      não é. ambos sofrem, embora de diferentes maneiras. deixei bem claro no meu comentário que eu me referia a pessoas MUITO envolvidas com o depressivo: ou seja, que realmente o amam e odeiam vê-lo sofrer.
      teu comentário tá parecendo recalque.

      • Letícia F. June 13, 2012 at 16:53 - Reply

        Ela ficou chateada porque ele a preteriu. Então, nunca foi nem sincera a ajuda.

        • rafa June 13, 2012 at 17:04 -

          pfff, depois sobra pro doente né!

        • Bruno June 14, 2012 at 09:46 -

          Desculpa, eu leio seus textos há vários meses e nunca comentei, mas agora vou ter que comentar. Acho horrível a suposição que você acabou de fazer sobre as razões da moça acima, baseada em dois parágrafos escritos por ela.

          Minha esposa teve dois episódios depressivos nos últimos 5 anos. Ela não tem depressão crônica, seu caso é mais ligado a ansiedade generalizada que às vezes atinge um auge e descamba para uma depressão que dura um ou dois meses.

          Sinceramente, já pensei em me separar. Entendo que é uma doença, entendo que não é de propósito, achei a descrição da Domenica muito sensível e clara sobre o que sentimos e vivemos, e acho SIM que uma pessoa pode decidir que não quer mais viver assim. Pode decidir que apesar de amar uma pessoa, não pode e não quer suportar viver com essa ameaça constante de repetição nas próximas décadas.

          Eu, por enquanto, continuo muito feliz com minha esposa; ela tem problemas, eu também tenho e fazemos o melhor que podemos para nos ajudarmos um ao outro ao longo da vida. Mas isso talvez um dia mude.

          O comentarista acima falou da força de aguentar. De fato. Mas e a força de deixar pra trás um amor se decidimos que não podemos ou *queremos* viver assim?

          Aqui nesse blog fala-se muito do egoísmo das pessoas insensíveis que não conseguem entender. Mas a depressão é a doença mais egoísta que eu já tive o desprazer de conhecer. Numa crise, o doente perde completamente a empatia e a capacidade de dar o que quer que seja para o mundo. Ele *precisa* de tudo pra ele, até por questão de sobrevivência.

          Repito, depressão é uma doença, e não podemos culpar friamente pessoas que estão passando por isso. Mas quando você está ao lado, tem momentos em que dá pra ajudar. Tem momentos em que a gente faz força pra não deixar transparecer o cansaço. E tem momentos em que é absolutamente insuportável.

          Se é seu pai, sua mãe, tudo bem. Mas um namorado de três meses? Ajudar, sim, mas pedir pra pessoa virar Madre Teresa aí eu já acho demais!

        • Letícia F. June 14, 2012 at 13:19 -

          Bruno, eu não disse que a pessoa precisa continuar casada/namorando. Todo mundo acha, por exemplo, que eu queria voltar com o ex namorado durante a crise, e não era isso. A parte sexual fica altamente comprometida. O que eu não acho, e nao acho MESMO, é que se deve dizer não a um pedido de ajuda.

        • Bruno June 14, 2012 at 16:46 -

          Sim, concordo que às vezes uma pessoa está precisando muito de ajuda e é pura questão de ética e humanidade dar a ajuda que pudermos dar. Mas onde é que a Gabriela disse que se recusou a ajudar? Ela disse que pediu pra que seu namorado dissesse o que havia, que o apoiou, estimulou a procurar ajuda e sofreu com a situação toda. E que *depois* que ele melhorou, continuou sentindo-o distante e decidiu que não queria mais aquela relação. Ela inclusive diz que mesmo hoje estaria disponível para ajudá-lo, mas que não quer mais se envolver emocionalmente. E disso tudo que ela disse, o que você entendeu é que “nunca foi nem sincera a ajuda”? Nossa!

          Da minha parte, se acreditarmos no que ela descreve, o comportamento dela me pareceu completamente íntegro! Na verdade, parece-me que ela fez exatamente o que você gostaria que o seu ex tivesse feito! Então como assim você, Rafa e Domenica jogam pedras na Gabriela? É porque ela fez uma escolha diferente com relação ao que está disposta a doar da própria vida?

          Espero que a franqueza e a insistência não sejam percebidas como agressão. Se aqui fosse um site escroto de gente machista, reacionária e intolerante, eu não estaria nem escrevendo esse comentário. Mas justamente porque eu acho que é um espaço superlegal, informativo e cabeça aberta que eu senti a necessidade de intervir. Acho que, nesse caso em particular, você(s) deveria(m) pisar um pouquinho no freio e reler o que a Gabriela escreveu, pois realmente acho que suas experiências pessoais interferiram na compreensão do que ela disse.

          Abraços

  18. Red Nails June 13, 2012 at 16:52 - Reply

    É muito difícil conseguir superar uma crise depressiva sozinho. Assim como é igualmente dificil ser o maior pilar de apoio da pessoa que esta passando pela crise.
    Nos dois casos, sendo o doente ou o amigo dele, o melhor conselho é procurar ajuda profissional!
    Também procure informações sobre os diversos tipos de transtornos mentais e seus sintomas e tratamentos. Uma vez que se sai da crise, saiba como se prevenir de uma recaída ou ao menos reconhece-la num primeiro estágio e agir rapidamente. Existe tratamento!
    E nunca desista do seu Amor, pois a covardia é pior que qualquer doença.

  19. Red Nails June 13, 2012 at 17:05 - Reply

    Domenica: se ferir fisicamente como forma de “aliviar a dor” psíquica também é um sintoma de transtorno de personalidade borderline (que também inclui depressão, mas é algo diferente).

    Letícia: Gostaria de sugerir um post abordando a vida sexual de quem convive com depressão ou com parceiro depressivo. Há muitos problemas causados pela doença ou pelos efeitos colaterais dos remédios (impotencia, anorgasmia ou diminuição da libido).

    • Letícia F. June 13, 2012 at 17:13 - Reply

      A gente conversou sobre a possibilidade de ele ser borderline, mas não é o caso.

  20. Ange June 13, 2012 at 17:15 - Reply

    Um ponto que gostaria de saber, se alguém puder me responder e quiser: a depressão pode ter seu surgimento no momento da construção da auto estima, durante a infância? há alguma relação ou eu estou viajando?
    O depressivo ele, então teria uma auto estima baixa, pois os pais ou educadores não ajudaram ele a desenvolver na infância e adolescência, que são períodos críticos para as pessoas, e de que quase ninguém passa incólume?
    Se alguém puder me responder, grato

    • Letícia F. June 13, 2012 at 17:18 - Reply

      Não necessariamente, Ange. A depressão pode ser desencadeada, por exemplo, por uma perda significativa (morte, separação) ou por questões hormonais, como a menopausa.

  21. Cinthia June 13, 2012 at 17:32 - Reply

    Realmente estar ao lado e apoiar um depressivo ou portador de outras doenças é uma escolha pessoal e vai muito alem de namoro/amizade/sangue.
    Eu perdi pelo menos 2 anos da minha vida no meu quarto chorando e desejando morrer de todas as formas e tudo o que eu recebi foi distancia e xingamentos. Ninguém me apoiou e eu também não soube pedir ajuda. Em algum momento eu tomei uma iniciativa e virei o jogo, não fui a médicos mas melhorei minha forma de viver, 10 anos já se passaram, mas mesmo assim acho que desde de a 1º crise aos 16 eu nunca mais fui igual, muitas coisas me afetam profundamente e eu acho que ate demais e é muito difícil lutar contra os pensamentos e os sentimentos que me dominam nesses momentos, mas isso me fez ver que todos somos broken, como a Leticia diz e eu me importo com outras coisas nos meus relacionamentos.
    Minha situação não é com um depressivo mas é um exemplo de escolhas, meu namorado é epilético e antes de mim ninguém nunca tinha presenciado alguma das convulsões dele pois são sempre dormindo, ele acordava mal e atribuía a alguma coisa. A 1º que eu vi foi com dois meses de namoro e isso ajudou a definir o que tínhamos, uns dias depois da crise ele me pediu para deixa-lo porque eu não merecia e blablabla, eu nem quis ouvir o que ele dizia e eu só pensava “que tipo de pessoa eu seria por deixa-lo por isso? é uma doença, tem controle e não define o que ele é.” Estamos juntos a 5 anos, por causa das crises dele, ele também tem episódios de ansiedade eu já virei noites em hospital com ele e fui trabalhar sem dormir ou fiquei ate 4hs da manha pesquisando, vendo videos e ajuda nos cuidados com as crises e tal. Passamos por diversas coisas e isso me ajudou a ser melhor e o ajudou a ver que existem pessoas e pessoas no mundo. Mas no fim o tipo de pessoa que você é por mais cliché que possa parecer é uma escolha interior e alguns escolhem ser pequenos e egoístas. Eu escolhi estar ao lado de alguém que me apoia nas minhas crises e que eu ajudo em tudo o que for humanamente possível. Funciona pra mim.

  22. Mariana June 13, 2012 at 18:03 - Reply

    Eu não sei o que eu tenho. Já fiz terapia com 2 psicólogos diferentes (ainda frequento o segundo) e nenhum dos dois acha que eu sou depressiva. O segundo, porém, vai mais além: eu sou uma pessoa que tem uma tendência, provavelmente genética, a se sentir deprimida, o que não significa, necessariamente, que eu tenha depressão. Mas não sei. Na última sessão, eu toquei no assunto e a possibilidade de eu ir a um psiquiatra.
    Eu não sei determinar quando esse desânimo surgiu, precisamente, mas digo que esse ano tá muito pior. Eu me desliguei de uma pessoa querida e acho que isso agrava. Mas se vc precisa de uma muleta, é pq vc não anda sozinha, correto?
    Quando eu sinto muita angústia, eu tendo a me arranhar com as minhas próprias unhas. Eu sei que não é saudável, gente, sei que pode descambar pros cortes e essas coisas, mas de alguma forma eu sinto um alívio. Sinto vontade de chorar com as menores coisas, e, às vezes, quero chorar do nada. Não tenho vontade de sair, perdi a paciência pra quase todo mundo, deixei de pintar as unhas (algo que eu gostava muito de fazer) e de cuidar do meu cabelo, só lavo no dia em que minha mãe praticamente me obriga a isso. Apesar disso, eu tenho uns surtos de empolgação, que geralmente estão associados aos estudos. Mas é coisa que logo passa e eu volto ao normal, que é um estudo satisfatório, mas feito à pulso. Eu não sei. Eu acho que tenho algum controle da situação, por enquanto, mas morro de medo de perdê-lo. E de, consequentemente, machucar os meus pais e irmãos, o que me leva ao tema do texto. Meus pais já se mostram angustiados o suficiente pq tá muito claro pra eles que essa aqui não é a filha deles de sempre. Imagine só no dia em que minha mãe tiver que marcar um psiquiatra pra mim, ela vai pirar e perceber que não é só angústia de 3o ano, é angústia de vida. Ainda que depressão não seja meu diagnóstico, imagina o quanto ela vai ficar preocupada. Meu maior medo não é o de ser diagnosticada com alguma doença do tipo, porque eu sinceramente não tô nem aí pra isso, mas sim da reação dos meus pais, como eles não vão ficar preocupados e angustiados.
    Eu imagino a barra que deve ser conviver com uma pessoa com o problema. Eu tenho uma vaga noção pq tinha um amigo cuja mãe tinha o problema e, do pouco que ele falava, dava pra entender que não era nada fácil.

    • Letícia F. June 13, 2012 at 18:10 - Reply

      Mari, procure ajuda psiquiátrica. Mas de um que te ouça, que analise seus sintomas, etc. Tem muita consulta que não dura nem 15 minutos e o médico já vai logo receitando antidepressivo. É preciso ter calma, ir a um clínico para fazer checagem hormonal, tudo isso. Se cuide.

      • Mariana June 13, 2012 at 20:11 - Reply

        Procurarei, Leti.
        Eu tenho um medo fodido de tomar remédio e me viciar. Eu sei que não é o antidepressivo que causa dependência, mas sim o ansiolítico, mas mesmo assim tenho medo. Toda vez que penso em tomar remédio, imagino que vou acabar viciada. É inevitável
        Eu fiz dois exames de sangue pros hormônios da tireóide nos últimos 2 meses (um foi pra nutricionista, junto com colesterol e tals, e outro para ginecologista, que pediu uns ultrassons também). Eu vou levar os da gineco amanhã, e vou aproveitar pra ela dar uma olhada nos da nutricionista, mas eu já dei uma lida e parece que tá tudo normal. Achei que a minha tireóide tava desregulada, pq sinto muito sono, e durmo as 8 horas diárias, sem interrupções. Os ultrassons eu peguei hoje e dei uma lida, parece que tá tudo normal tb.
        Eu tive uma gastrite leve no começo do ano, mas agora parece que tá mais controlada, não tenho os sintomas de antes.
        Se cuide também, viu? Beijão

        • Letícia F. June 13, 2012 at 20:13 -

          Mariana, os antidepressivos não viciam, tampouco te deixam chapada. Tome sem medo, com orientação de um médico em quem você confie. Um profissional cuidadoso vai tentar fazer com quem você não precise dos ansiolíticos.

  23. Carol S. June 13, 2012 at 21:49 - Reply

    Texto maravilhoso! Parabéns ao blog, por estar cada vez melhor e a autora, por ter compartilhado um relato tão sensível e importante. Força!

    Meu namorado é depressivo diagnosticado, com um longo histórico familiar. Namoramos há pouco mais de um ano, mas nos conhecemos há mais de dez anos, desde que éramos adolescentes, e acompanhei pelo menos duas crises dele, uma quando o pai morreu e uma um tempo depois, que foi muito pesada, levando a drogas e etc. Como amiga, não sei se fiz um bom papel. Especialmente na segunda estávamos distanciados por diversas razões e só fui saber da real dimensão da coisa há pouco tempo.
    Mas, o que eu queria dizer é que mesmo ele tendo se declarado pra mim há muito tempo atrás, eu recusei um relacionamento com ele, por mais que já gostasse dele na época. E recusei por medo de que se uma crise acontecesse enquanto estivessemos juntos eu não aguentasse e caísse fora. Ou seja, de uma certa forma escolhi me envolver com uma pessoa deprimida (o que não invalida o argumento da autora, lógico, o meu caso é bem específico).
    Hoje em dia acredito estar muito mais madura emocionalmente do que naquela época, com muito mais recursos para me manter e dar o suporte necessário a ele caso ocorra novamente. Não achava justo estar com ele sem ter certeza que estaria com ele pra valer, independente da situação. Mas, mesmo ele tendo passado por uma crise leve nesse meio tempo e tudo ficado bem, tenho medo de espanar em algum momento, não aguentar, surtar junto. Muito obrigada novamente a autora por compartilhar!!

  24. Brigitte June 13, 2012 at 22:02 - Reply

    Eu sou “o depressivo” da relação. É difícil viver com o medo de machucar o outro, o medo de fazer tudo dar errado… E também a resistência a buscar tratamento, afinal, “isso tudo passa um dia”, ou “é uma falha de caráter minha”.

    Muitas vezes penso em viver sozinha, justamente por amar meu parceiro, e saber que minha doença é tóxica.

  25. Domenica June 13, 2012 at 22:21 - Reply

    Boa noite a todos.

    Em primeiro lugar, gostaria de agradecer profundamente a todos que aqui comentaram (e os que comentarão posteriormente). Fiquei muito tocada com praticamente tudo o que li. Desde aqueles das pessoas que se identificaram de alguma forma com a minha história, passando pelos depoimentos dos acometidos pela depressão, até pelo carinho expresso nos votos de alguns de que tudo fique bem com W. e, posteriormente, com nós dois. No momento, ele não sabe que este texto existe. Ainda tá profundamente em crise e temo mostra-lhe uma confissão desta dimensão, pois mais que ele saiba exatamente o quanto estou sofrendo. Mas, quando ele ficar melhor quero que ele leia, pelo menos os comentários de vocês. Para que sinta que tem muita, mas muita gente como ele. E se sinta amparado.

    Sobre o teu comentário, Gabriela, quero fazer algumas observações:
    Em primeiro lugar, percebe-se logo de cara que você SEQUER entendeu o que disse ao longo do texto. Houve um desvio sério de interpretação da sua parte aí: eu não disse em momento algum que NAMORAR um depressivo não é uma escolha, e sim que AMAR um depressivo não é uma escolha. Tal conjunto de frases, por si só, já contêm em si uma diferença gritante.
    Eu lamento muito que tua experiência tenha sido tão nefasta.
    Como te disse, minha cara, a gente não escolhe AMAR alguém que sofre de depressão. Deve ter sido aí, justamente, onde você não entendeu bem minha mensagem. Porque, certamente, de acordo com o que relatou aqui, não amava INCONDICIONALMENTE este rapaz. Talvez, Gabriela, vc estivesse apenas tomada de paixão por ele. Por isso a tua falta de tato, paciência e profundo egoísmo diante do problema de saúde dele.
    Porque não, não é bacana a gente mandar passear uma pessoa no momento em que ela mais precisa receber amor. E é mais inconcebível ainda se essa pessoa é nosso namorado.
    Sim, é realmente “um inferno” o que a gente vive com o depressivo. Mas olha, te garanto que o inferno interior dele não é nada bacana também. E é fácil simplesmente dizer: “Eu não preciso passar por isso”. E “tentar fazer alguma coisa pra ser feliz”. Viver assim, minha cara, é MAIS FÁCIL. Mas, em absoluto, é melhor. Você foi mais uma a engrossar a massa de pessoas que, provavelmente, virou as costas pra esse rapaz no momento em que a vida dele estava se despedaçando. Sabe por quê? Porque, provavelmente, vc foi só mais uma na vida dele. E ele, foi só mais um na sua vida. E isso faz TODA a diferença entre minha história e a sua.
    “Não, eu não precisava passar por aquele sofrimento pq isso é inútil.” – Aproveite pra abraçar teu Ursinho Carinhoso e mergulhe de vez no seu ideal, então. Mas aproveite enquanto é tempo, porque, sinto informar: SOFRIMENTO NUNCA É INÚTIL.

    Você não amou esse rapaz. Desculpe a franqueza. Mas não amou. O que vc vivenciou, nessa história, foi meramente um exercício do teu ego que, não satisfeito, tampouco atendido, rebelou-se, já que, como aqui frisei, amar um deprimido é viver momentos de unilateralidade afetiva.

    E, pro último: cuidado para não cagar regras sobre a vida, moça.

    Pode ser que eu e W. não fiquemos juntos após isso td passar sim. Como pode ser que passemos 10 anos casados. Como pode ser que morramos um ao lado do outro. Portanto, você, tão egoísta (diferentemente de mim, desculpe novamente a franqueza), não tem o MENOR direito de dizer que tudo o que vou retirar dessa história é dor e sofrimento e que ela não irá me fazer feliz. Porque, tudo isso só tem me feito uma pessoa melhor, apesar da dose diária de dor.

    Espero, sinceramente, que um dia você entenda como é engrandecedor perceber que a gente tá se tornando uma pessoa melhor e aprendendo sobre a vida. Isso acontece quando? Quando a gente AMA.

    Abraço carinhoso,

    D.

  26. Domenica June 13, 2012 at 22:34 - Reply

    Só mais uma coisa, gente: sei que a Letícia já falou por aqui, mas recomendo FORTEMENTE a leitura de “O Demônio do Meio-DIa”, do Andrew Solomon. Eu e W. lemos o livro. Eu, para compreendê-lo. Ele, para entender que o que ele tinha era realmente UMA DOENÇA. O livro é incrível e ajuda MUITO, tanto aos deprimidos quanto aos convivas próximos.

    Beijos.

  27. J. June 14, 2012 at 00:27 - Reply

    Rompi recentemente um relacionamento de 4 anos com uma pessoa depressiva.

    E este texto nos descreve perfeitamente.
    É realmente assim, mas eu o amei e ainda o amo muito, suportei muitas coisas, estive ao seu lado no momento de suas crises, eram crises profundas, cortes, tentativas de suicídio, transtornos de personalidade, sociopatia até mesmo psicopatia.

    Com muita fé e força, conseguimos vencer a barra da “tempestade” até certo ponto, mas com o tempo eu já estava desgastado com a relação, afetos já não eram mais trocados, planos nada, otimismos nada, sexualmente também nada, perda de interesse total. Eu realmente o amava e no inicio estava disposto a suportar isso também, mas eu queria Amor sabe, Carinho, Cuidado, ou que seja lá o for, fosse de alguma forma também Recíproco.
    - o que seria impossível.

    E quando vc tem um relacionamento com uma pessoa diagnosticada com depressão, é um pouco mais difícil.
    - é um outro tipo de relacionamento sabe.
    É profundo sim, lindo sim e verdadeiro, MUITO verdadeiro.

    tanto até que sinceridade as vezes doí.
    E basicamente por isso rompemos, eu ainda o amo muito (me preocupo muitas vezes) Mas resolvemos não nos falar mais. ( pq da outra vez nao deu muito certo) de alguma forma ou outra agente continua dependente da pessoa.

    As vezes cheguei a pensar, que era EU o motivo de tudo? as vezes dava a entender que realmente era!

    Nos afastamos, seguimos.
    Amadureci muito com este relacionamento, não falo abertamente sobre isso também. E estou aprendendo a selecionar melhor algumas pessoas.

    Mas o amor, sempre vai continuar lá.
    aqui.

    -

    ah, sou super a favor dessa sugestão, e caso precisar, até posso ajuda-la.

    Gostaria de sugerir um post abordando a vida sexual de quem convive com depressão ou com parceiro depressivo. Há muitos problemas causados pela doença ou pelos efeitos colaterais dos remédios (impotencia, anorgasmia ou diminuição da libido).

  28. Dri Caldeira June 14, 2012 at 02:37 - Reply

    Muito doloroso ler, imagina então viver esse sofrimento! Dá vontade de pegar Domênica no colo, acalmá-la e dizer que tudo vai acabar bem. Amar alguém com depressão é tão arrasador quanto ter um parente com Alzheimer, por mais que vc saiba sobre a doença, em alguns momentos a tua fraqueza humana aparece e vc se pergunta porque comigo?

  29. Alessandra Paiva June 14, 2012 at 02:53 - Reply

    Letícia, muito esclarecedor o texto. Há algum tempo já estive na condição de depressiva, problema que começou com uma insônia grave e culminou com algumas passagens pelo hospital, muitos remedios controlados, situações extremamente desastrosas. Por fim, um caso de polícia e uma ferida imensa em quem eu amava tanto. E adivinha quem estava do meu lado nessa fase? NINGUÉM… As pessoas da minha família simplesmente ignoravam o meu problema e eu contavacom o apoio de contados 3 ou 4 amigos que procuravam estar sempre por perto. Nunca pensei em me matar, mas ia acabar morrendo se a minha mãe não resolvesse, por insistência da minha avó, entrar no meu quarto. Faziam dias que nao tomava banho, nem comia, nem mesmo fazia as necessidades fisiológicas. Estava inerte na minha cama, com 41 graus de febre, quase inconsciente e sem conseguir mexer um musculo. Fiquei 8 dias internada. Pra mim tudo foi um grande pesadelo, terrível, de sofrimento sem fim. Eu queria que os remedios tirassem a minha dor, mas era inutil e aí. me afundava cada vez mais. Foram dois anos e meio de muito sofrimento, perdas irreparáveis e tudo o mais que você deve conhecer muito bem, incluindo-se aí lapsos severos de memória, momentos desse período que vivi que ate hoje não lembro, é como se nao tivesse vivido.
    Hoje estou do outro lado, tentando lidar com alguém em quem eu identifico muitas caracteristicas de algum transtorno, mas que não admite, tampouco aceita. Ha seis meses tenho tentado faze-lo aceitar e pocurar ajuda e tenho sofrido demais com isso, principalmente porque ele se recusa. Tenho tido paciência, tenho aguentado firme, afinal eu o amo e nao pretendo desistir dele, pois eu sei que precisa de mim e que me ama. Até quando vou aguentar eu não sei, mas estou aqui, para o que der e vier! Força a todos que estão nessa mesna situação!

  30. Elaine June 14, 2012 at 09:00 - Reply

    Apesar de tudo acredito que W. é um cara de muita sorte! Ter no seu caminho uma Domenica não é para qualquer um. Obrigada por compartilhar! Força, sempre!

  31. Sheila June 14, 2012 at 14:24 - Reply

    Eu tenho amigas muito próximas e valiosas que sofrem com a depressão, duas delas são como irmãs pra mim.
    É muito doloroso, é muito difícil.
    Tive muitas dúvidas, já fiquei muito magoada por achar que o silêncio e a ausência eram coisas pessoais, mas não são…
    Um delas diz pra mim que é como carregar a dor do mundo… então como eu posso pensar que a pessoa que carrega no peito a dor do mundo, que não tem força nem pra escovar os dentes, está sendo egoísta por não estar no barzinho comigo rindo a toa?!
    Quando uma dessas minhas ‘irmãs’ está bem, eu pergunto a ela o que eu posso fazer nas crises, como ela acha que eu posso ajudar. Então ela me disse pra mostrar que está ali, que ela tem meu amor e apoio, que ela pode contar comigo, e pra ajudar a evitar fatalidades que podem acontecer com as pessoas em crise.
    De resto, respeitar o espaço e nunca querer cobrar ou dar bronca. A pessoa não é deprimida porque ela quer, é uma condição muito triste de saúde e merece todo o cuidado e respeito.

  32. Red Nails June 14, 2012 at 18:00 - Reply

    Quando o meu Amor desceu aos infernos, eu aprendi na prática o significado da palavra COMPAIXÃO, que eu confundia com sentir dó ou pena, mas na verdade significa muito mais do que somente isso.
    Se vc vai querer namorar ou não um depressivo pode ser escolha sua, mas ter compaixão faz a diferença num relacionamento de amor ou de amizade. Minha ajuda nunca foi perfeita, mas eu sempre estive presente, ele sabe que pode sempre contar comigo.
    Quem sente compaixão não se esconde nem foge quando recebe um pedido de ajuda.

  33. Carla June 15, 2012 at 00:33 - Reply

    Lindo seu texto, de uma sensibilidade incrível! Me vi em algumas partes, namoro um depressivo há um ano e pouquinho, e passo por muitas das coisas que vc descreveu, não faço planos com ele pq nunca senti firmeza para fazê-lo, não sei se o amo para querer construir uma vida juntos ou se conseguiria devido aos seus “humores”, que são equivalentes às “tempestades” do W., mas com certeza o amo como companheiro, amigo e pessoa, por isso, quero muito ajudá-lo. Seu texto me ajudou mto, vou salvá-lo pra qdo eu me sentir deixada de lado, pois é o que mais dói, ter q se dar integralmente e mtas vezes não receber o mesmo, vc é uma pessoa iluminada, que Deus ajude vcs dois! Beijão!

  34. William June 15, 2012 at 17:27 - Reply

    Putaria acho que ninguém merece uma pessoa que esta infeliz consigo mesma e não querer se livrar dessa palhaçãda chamada depressão. Isso é uma doença de gente que não tem o que fazer. Há tantas pessoas por ai que teriam todos os motivos pra terem depressão por não ter nem o que comer, enquanto um bando de pessoas que não se aceitam ou sei la por qualquer coisinha ficam com frescuras achar que é depressão! Me poupem né!? olhem ao redor e vão fazer um trabalho voluntario em um hopsital com crianças com cancer,ou HIV positivo, ou ate mesmo em favelas, vejam quanto sofrimento há mas as pessoas parecem que cada dia mais querem só pra elas tudo e viver egoistamente em um mundo que relativamente não é perfeito pra elas!

    • Letícia F. June 15, 2012 at 19:32 - Reply

      William, você faz algum tipo de trabalho voluntário como os que você indica?

  35. Luciana June 17, 2012 at 21:07 - Reply

    As vezes o parceiro só agrava o problema.

  36. Mary July 2, 2012 at 05:11 - Reply

    que tal um texto sobre vícios?
    eu sou uma viciada em cigarro desde os 14 anos e, segundo meu novo psiquiatra, uma alcólatra tb! já q ele me indicou um remédio dizendo q era pra minha ansiedade fora de controle (Révia) e, qdo fui ler a bula, é pra tratamento de alcolismo! é q eu disse q a única coisa q me faz parar de roer unha e andar de um lado pro outro a madrugada inteira são as minhas bebedeiras umas 4 vezes por semana…
    faz sentido! virei alcólatra e nem tinha me tocado!
    post sobre isso?

    • Letícia F. July 2, 2012 at 05:41 - Reply

      Mary, eu não entendo a respeito do tema, infelizmente.

  37. Ana July 2, 2012 at 11:48 - Reply

    Leticia F., vc poderia me passar seu e-mail?!
    Gostaria muito de trocar informação com vc, pois estou passando um periodo muito doloroso na minha vida qto a isso que vc escreveu.

  38. simone July 21, 2012 at 20:29 - Reply

    Boa noite!
    Eu estou chorando,pois estou passando pelo mesmo momento com meu marido,que estar depressiva,,todos os carinhos,abraços,noites calorosas de amor desapareceu,chego até a pensar que ele não me ama mais,me rata como distância.
    Por favor ,preciso de ajuda.

    • Letícia F. July 22, 2012 at 15:45 - Reply

      Simone, não é num blog que você vai achar ajuda. Se seu marido tem depressão, ele precisa de ajuda médica.

  39. Line August 3, 2012 at 20:45 - Reply

    Chorei com o artigo. Estou passando por isso. Achava que somente eu tinha um ” namoro estranho” como minha mãe diz.

    O pior de tudo é a parte do afastamento. Bate a saudade e nestas horas é complicado não levar para o lado pessoal. Fica aquela ânsia : ligar ou não ligar. Pedir para nos vermos ou não ….

    E quando nos vemos ( e ele se sente mal ) não posso tocá-lo, beijá-lo … parece que somos amigos.

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