Misoginia no jornal

Cem +1 July 12, 2012 48
Misoginia no jornal

Exemplo de misoginia e profundo desrespeito com as mulheres. O texto abaixo foi publicado no jornal Gazeta do Povo, do Paraná. Assinado por Carlos Ramalhete, traz xingamentos à mulher, faz pouco caso da luta feminista e compara militantes a carcaças de gambá. Publico o texto abaixo para conhecimento de vocês e para solicitar que questionem o jornal pelo artigo publicado. O e-mail deles é leitor@gazetadopovo.com.br e o Twitter é @gazetadopovo. A dica foi da Amanda Bachal no grupo do Cem +1 no Facebook.

GAMBÁS E ALCATRAS

Gambá é um bicho que é muito atropelado. Não é difícil entender o porquê, quando se os vê atravessando a estrada, rebolando e jogando aquele rabão feio e pelado de um lado para o outro. Carcaça de gambá atropelado é uma dessas coisas que só urubu pode achar apetitoso, mas que são frequentes o suficiente para que quem viaja muito sempre as veja.

Em ambientes controlados, refrigerados e limpos, vemos outro tipo de carcaça animal: belas peças de alcatra e picanha, penduradas nas vitrines dos açougues. Tão bonitas que acho que o urubu iria demorar para entender que é para comer.

O problema começa quando o tratamento dado às alcatras começa a ser estendido a seres humanos, como fazem os muitos homens que tratam as mulheres como coisa, como peças de carne expostas em açougues. É um problema sério, que só pode ser combatido fazendo com que eles percebam que elas são muito mais que peças de carne. Reafirmando a sempre existente dignidade feminina que eles negam.

Infelizmente, há quem ache que a solução é passar de alcatra a carcaça de gambá atropelado. Como triste exemplo, sábado teremos uma passeata de carcaças de gambá em Curitiba, quando a edição local da “Marcha das Vadias” vai tentar desfazer o que resta de respeito à dignidade feminina, com direito a senhoras seminuas, com frases de efeito rabiscadas pelo corpo, berrando como almas penadas e assustando as crianças, os cachorros e mesmo algum gambá ou urubu perdido na cidade.

O equivalente masculino talvez fosse uma passeata de barrigudos de cuecas, com o controle remoto numa mão e a latinha de cerveja na outra, arrotando e coçando as partes, como forma de protesto contra a falta de reconhecimento da dignidade masculina. E, mesmo assim, seria um mal menor que a “Marcha das Vadias”, porque a dignidade feminina é infinitamente maior que a masculina. Sua negação – em grau menor pelos donjuans de porta de botequim e em dose máxima pelas vadias urrantes – é um atentado maior que a da masculina, por ser mais digno o alvo do atentado.

Costumo dizer que o feminismo tirou a mulher do pedestal e a arrastou para o açougue; as “vadias”, querendo ser carcaças de gambás atropelados, são apenas a versão já farsesca do mesmo erro fundamental de querer fazer a mulher descer ao nível do homem, achando que isto seria uma forma de melhorar sua situação social. A imbecilidade machista deve ser combatida pela afirmação da dignidade e da capacidade feminina, não pela imitação do pior do sexo masculino.

Nem alcatra, nem gambá: mulher.

marcha das vadias curitiba Misoginia no jornal

PinExt Misoginia no jornal

Compartilhe!
  • more Misoginia no jornal

48 Comentários »

  1. Risa July 12, 2012 at 17:30 - Reply

    Ah, que ótimo. Ele basicamente diz que as mulheres não podem ter direitos iguais aos dos homens porque são “superiores”, é isso produção?

    De todos os argumentos contra o feminismo e a Marcha, esse foi o mais descabido que já vi hahaha

    • Mariana Watanabe July 12, 2012 at 17:49 - Reply

      Absurdo! Ele coloca mulheres numa categoria de superioridade meio que santa, sabe? Mulher não precisa disso porque é superior, não precisa se render à carne.

      Que nojo saber que alguém pensa assim e ainda tem coragem de publicar!

  2. Verônica Rocha July 12, 2012 at 17:34 - Reply

    Que nojo, que absurdo, vou mandar um email bem revoltado, que duvido que eles publiquem, mas que preciso mandar!

    Com uma mídia dessas manipulando o povo com essas idéias assustadoras, não dá pra ter fé no mundo… Isso é debochar da nossa luta, um absurdo…

  3. Laís July 12, 2012 at 17:43 - Reply

    “O problema começa quando o tratamento dado às alcatras começa a ser estendido a seres humanos, como fazem os muitos homens que tratam as mulheres como coisa, como peças de carne expostas em açougues. É um problema sério, que só pode ser combatido fazendo com que eles percebam que elas são muito mais que peças de carne. Reafirmando a sempre existente dignidade feminina que eles negam.”

    Até aqui o texto foi feliz e fiquei procurando a misoginia. Já depois…

    Acredito nas boas intenções do jornalista (li no site seu texto sobre a Marcha do Parto em Casa), mas ele parece ser mais uma das inúmeras “vítimas” que não enxergam o machismo do próprio discurso. Ele exalta a dignidade feminina, desde que a expressemos da maneira como a sociedade patriarcal determinou ser a correta.

    Não vejo más intenções, mas sim muita falta de informação e de reflexão. O machismo, no caso dele, parece apenas inércia.

    • Letícia F. July 12, 2012 at 17:58 - Reply

      Ele compara mulheres ~que não se comportam bem~ a carcaças de gambás (que, por si só, já é um bicho que as pessoas não gostam). E você não vê misoginia?

      • Laís July 12, 2012 at 19:52 - Reply

        Não disse que não vejo misoginia. Disse que ele começou bem o raciocínio; muito provavelmente não tenha se dado conta de como foi infeliz a continuação, principalmente a escolha das metáforas.

  4. Carol L July 12, 2012 at 17:47 - Reply

    CHOCADA =O! Tem nada coisa absurda que dá até preguiça de argumentar.E-mail enviado!

  5. Carol L July 12, 2012 at 17:53 - Reply

    tanta coisa absurda*

  6. Ingrid Faria July 12, 2012 at 17:55 - Reply

    Texto de extremo mal gosto. Não entendo como um jornal autoriza uma publicação destas.

  7. Bruno S July 12, 2012 at 17:57 - Reply

    To querendo entender o que esse cara tentou dizer.

    Acho que camisa de força faria bem.

  8. Natalia July 12, 2012 at 18:34 - Reply

    Estou engasgada de tanta indignação! Pessoas que pensam assim fazem o mundo justo e igualitário que vivemos!

  9. Liana July 12, 2012 at 19:06 - Reply

    O que ele disse é o que todo mundo pensa… só que ele por ser ” formador de opinião”, ajuda a fortalecer a crença de que “mulher se dá o respeito” é aquela que se comporta como santa.

    Um coitado alienado, desses que por ter diploma, pensa que é inteligente e articulado. Ignoremos a imbecilidade alheia.

  10. Natacha July 12, 2012 at 19:11 - Reply

    Mandei e-mail. Pro jornal e pro cara, cópia aberta. Que ridículo.

  11. Cinthya July 12, 2012 at 19:28 - Reply

    Gzuis!!!!

    Texto típico de mascu.
    Pare o mundo que eu quero descer :-/.

  12. joanavk July 12, 2012 at 19:56 - Reply

    Oi pessoal, mandei uma resposta e queria compartilhar com vocês. Eu tenho muita vergonha de escrever e comentar (inclusive em blogs) coisas assim, mas esse me deixou inquieta!

    Segue:

    Escrevo em função do texto publicado por Carlos Ramalhete, “Gambás e Alcatras”.

    Pra inicio de conversa, vamos ver: A alcatra consiste em um pedaço de carne de bovinos, nascidos, criados, alimentados e mortos por indústrias afim de lucrar. Nunca foi um animal livre. Pelo contrário, é um animal manipulado geneticamente para servir melhor ao nosso consumo. Já a carcaça de gambá consiste em um pedaço de carne de um animal que foi livre, feroz e muito forte e resistente. Para seu conhecimento, alguns gambás são imunes ao veneno de serpentes, podendo inclusive se alimentar delas – um estudo afirma que a quantidade de veneno necessária para abater um gambá é 4.000 vezes superior à suportada por bovinos de quatrocentos quilogramas (está na wikipédia).
    Lendo seu texto me revoltei ao ser comparada à uma carcaça de gambá, mas ao fim desse raciocínio acredito que a analogia não foi de todo ruim. Somos mesmo alcatras, afinal somos nascidas, criadas e educadas afim de servir direito a sociedade – como uma boa moça, uma boa mãe, uma boa esposa. Nossa aparência diz tudo, como no caso da alcatra. Se não é gostosa, não vale de nada afinal. Valemos pela aparência. Uma alcatra feia, mal manipulada e armazenada é uma alcatra barata e ruim – Uma mulher feia, mal arrumada ou arrumada em exagero também não tem valor, é baranga ou piriguete, vadia ou vagabunda. Então ao contrário do que você pensa, me orgulho em deixar de ser alcatra para ser carcaça de gambá. Pelo menos o gambá faz referência à liberdade, à força, à luta, à garra. Sou uma mulher gambá, que seja. Melhor que uma mulher bovina, que seria o quê? Uma vaca, não é?
    Mas o que o senhor, Carlos Ramalhete, precisa entender, é que somos MU-LHE-RES. Não somos superiores aos homens, bem como não somos inferiores. Somos MULHERES, que lutamos por direitos IGUAIS aos homens. O senhor não sabe o que é isso, muito provavelmente porque ao nascer homem já obteve o respeito de todos, homens não precisam “conquistar” essa condição. Já as mulheres, desde que nascem, devem correr atrás do respeito. Se for feia, é difícil, compensa um pouquinho se for inteligente. Mas se for muito bonita tem que tomar cuidado, porque ou vira a “bonita mas é burra”, ou vira a “piriguete” ou acaba “surpreendendo” por ser inteligente. É difícil não cair nesses estereótipos, porque os homens e muitas mulheres, às vezes até sem intenção, acabam por reproduzir pensamentos, crenças e comportamentos que nos aprisionam nesses conceitos. Mas o senhor não sabe o que é isso. Não entende nossa luta, porque ao sair durante a noite pela cidade, o seu único medo deve ser perder a carteira, enquanto o meu medo é perder minha humanidade, minha dignidade, meu valor – estou falando do estupro!
    O seu texto é um desrespeito do começo ao fim com o intuito de nossa marcha, afinal, primeiro nos coloca num pedestal, depois nos humilha com uma analogia – primeiro a um animal manipulado pela sociedade e depois a um animal do qual todos tem nojo e asco. Não somos santas ou deusas, nem somos animais. Somos MULHERES. Não somos objeto de admiração para nenhum homem, somos MULHERES. A intenção da Marcha é lutar em protesto à violência contra a mulher – o Paraná é o terceiro estado do Brasil com o maior índice de violência contra nossas mães, irmãs, filhas e amigas. O senhor não sabe o que é isso, mas espero que pelo menos procure entender.

    • Shey July 12, 2012 at 21:14 - Reply

      APLAUDI EM PÉ!

      Sem mais…

      Antes uma gambá livre do que uma dócil bovina.

    • Giulianna July 13, 2012 at 17:22 - Reply

      Lindíssimo Joana! Falou tudo o que estava engasgado!

      • R. July 14, 2012 at 23:35 - Reply

        PARABÉNS!

    • Elisa July 15, 2012 at 20:42 - Reply

      Sensacional.

  13. Amanda July 12, 2012 at 21:36 - Reply

    Letícia, muito obrigada por este post! Marcharemos neste sábado porque pessoas, como o Ramalhete (que é colunista CONVIDADO) da Gazeta, com esse pensamento, é que fazem, a cada dia, a violência, intolerância e outras coisas se proliferarem por aí.

    Beijo!

  14. Kawai Maria July 12, 2012 at 23:22 - Reply

    Só digo uma coisa: Para esse senhor, mulher ainda não virou gente.

  15. Verônica Rocha July 13, 2012 at 00:55 - Reply

    Escrevi uma resposta-texto também, mas fiquei tensa porque pra mandar pra eles tem que colocar telefone… Como tem gente aqui falando que mandou, acho que vou tomar coragem mesmo assim, apesar de eu ser muito chata com essas coisas de dados pessoais fornecidos na internet.

    Não consegui mandar email pro email dele, voltou… Daí eu mandei no site mesmo, no espaço em que era pra mandar o link da reportagem por email pra alguém, não sei se fiz certo, se vocês fizeram assim… : /

  16. darkgabi July 13, 2012 at 05:35 - Reply

    o pior é qd um cara ultra machista e conservador tem convicao de q ele está tratando a mulher com respeito. sério mesmo?

    qd as pessoas vao entender q a gente quer apenas o direito de escolher, nós mesmas, se vamos ser gambás, alcatras ou “mulheres”? esse é o fino ponto da questao: eu nao quero ser akilo que acham que é melhor pra mim. eu quero ser aquilo que EU acho ser melhor pra mim e nao quero ninguém dando pitaco.

    acredito sim q é uma luta de cada ser humano na nossa sociedade controladora, mas é uma luta ainda mais forte pra mulher pelo histórico de dominacao masculina.

    nem queria ler o texto por preguica. acabei lendo. nem ia comentar por uma sensacao de “orly?”. mas comentei. e agora fiquei revoltada, acho q vou escrever pra lá! =]

  17. darkgabi July 13, 2012 at 05:51 - Reply

    aqui está o email que mandei – mas que infelizmente voltou porque a caixa de entrada estava lotada hahahaha! vou tentar reenviar mais tarde.
    bom trabalho, pessoas!
    =]

    Olá

    Nao sou nascida no estado do Paraná ou moradora de qualquer cidade paranaense, e nem tampouco leitora do seu jornal. Mas a coluna “gambás e Alcatras” foi reproduzida pelo blog Cem+1 e foi assim que entrei em contato com o texto. E ele me magoou profundamente e nao pude deixar de expressar minha descontente opiniao.

    O que eu só gostaria que o senhor que escreveu o texto entendesse, é que nao está em foco o que as mulheres devem ser: se gambás, alcatras ou “mulheres” – entre aspas porque estou usando a classificacao dada pelo texto o que seria uma mulher, que é bem diferente da minha. A luta da marcha das vadias nao é uma luta pela vulgaridade. Ou talvez seja, mas e daí? A luta da Marcha das Vadias é pelo direito de podermos escolher o que queremos ser, gambás, alcatras ou “mulheres”, sem que ninguém tenha o direito de se intrometer nessa decisao.

    É esse o ponto super sutil da marcha: o direito de ser livre pra escolher. Se eu quiser ser uma alcatra e me portar diante da sociedade como apenas um pedaco de carne para deleite da visao masculina, que me deixem ser assim sem me chamarem de vadia. Se eu quiser ser um gambá, pelancudo e roblando meu rabo feio e pelado pela estrada, que me deixem ser assim. Se eu quiser ser uma “mulher” e continunar no meu pedestal como exemplo de boa moca, boa esposa e boa mae.. que me deixem e me julgem tampouco!

    Esse discurso de “dignidade feminina”, ao meu ver, é apenas mais um discurso de controle e de dominacao. E nao estou nem julgando que eu particularmente acho este senhor que escreveu o texto extremamente conservador. Isso nao vem ao caso. Estou me referindo à imposicao de uma opiniao ao resto das pessoas – e aqui, especificamente, uma imposicao às mulheres como elas devem ser “mulheres”.

    A luta pela individualidade é uma luta de vários seres humanos na nossa sociedade contemporânea para romper com os lacos dos padroes? Sim, nao nego. Nao é, absolutamente, uma exclusividade feminina. Mas há de se entender que pelo histórico de dominacao masculina, uma mulher lutando por esse direito tem que fazer um pouco mais de forca. Que o corpo do homem pertence ao homem, mesmo que a propaganda queira impor um padrao. Mas, além da propaganda nos impondo padroes, o corpo da mulher ainda pertence à sociedade e é por isso que estamos lutando: para que os nossos corpos pentecam apenas a nós mesmas.

    Espero que com a reacao dos leitores, o autor do texto possa ao menos entender – e respeitar – a opiniao de quem vaiparticipar da marcha das vadias, sem degradá-las, como mulheres, como seres humanos.

    Gabriela Sobral

  18. Fernanda July 13, 2012 at 09:43 - Reply

    Lamentável.

  19. Rodolfo July 13, 2012 at 14:29 - Reply

    joanavk, sou homem, nasci e cresci grande e forte. E só por isso já cresci dentro do estereótipo ao qual se refere. E isso é alimentado durante nossa vida inteira como homens: Capazes, plenos e donos do mundo… Cada homem é um rei (ou pelo menos se acha um…), e isso desde as famílias mais pobres às mais ricas quando o menino passa a ouvir e a ter a ideia do que é ser “o homem da casa” – isso não existe. Nossas mães, irmãs, tias, nossos pais… Só alimentam nosso ego quanto a isso. Toda a sociedade de uma maneira geral faz isso. De alguma forma não nos oferecem a possibilidade à conquista do tal respeito a que se refere em seu texto. E por isso este homem (Carlos Ramalhete) é um pobre coitado, um algoz, mas um pobre coitado. Que assim como tantos outros morrerão sem ter o mínimo indício do tamanho do significado de sua luta em suas mentes. E por isso considero-os, talvez, uma geração perdida. A deles e a de seus filhos que certamente serão criados da mesma maneira. São poucos e poucas que tem a possibilidade de enxergar fora da bolha. E isso é terrível, pois homens como ele se alastram principalmente pela política, imprensa, são poucos os que limitam sua ignorância e “superioridade” apenas ao ser “mulher”. Homens assim não têm senso de dignidade, respeito ao próximo, não sabem o que é honra, seu bom caráter não existe. Vivemos num mundo doente! Infelizmente…

    E esta é a visão de um homem que já nasceu como você disse, com o respeito de todos. Logo esta é uma visão de fora da marcha. Que assim como um rei já se achou no direito de julgar. Criticar sem saber o real significado de algo… De condenar… Ou seja, de subjulgar alguém. E ao fazer isso me vi desumano, sem valor. Senti-me um monstro! (Não estou falando de estupro… rs..). Mas graças a isso tive a oportunidade de rever meus conceitos, minha posição perante não só à mulher, mas todo aquele Ser diferente de mim…

    Mas nem todos ou todas têm essa oportunidade de mudança. E não devemos esperar chegar a esse limite! Como, por exemplo, à violência contra a mulher que é a sua bandeira e dessas Vadias que carregam tanto orgulho em si.

    E por isso sua luta é tão importante!

  20. rafa July 13, 2012 at 18:16 - Reply

    “vadias urrantes” só consegui chegar até essa parte. que nojooooooooooo

  21. Célia July 15, 2012 at 11:37 - Reply

    Lamentavel ,so postam a favor!!

    • Letícia F. July 15, 2012 at 18:40 - Reply

      Pois eu acho ótimo. E não vou linkar texto de misógino aqui, Célia. Nem tente.

  22. Jeannette July 16, 2012 at 18:16 - Reply

    Só sinto pena das mulheres que infelizmente tem que interagir com um ignorante desse nível, no caso colegas de
    profissão, vizinhas ,etc,. Pois mãe e outras já devem ter
    ” saído” fora… Gente, qual e o jornaleco mesmo? ? ? Podemos dizer : pelos jornalistas se conhece o Jornal.

  23. Anderson M. de O. Carvalho July 16, 2012 at 20:38 - Reply

    Eu concordo plenamente com o Carlos Ramalhete. Entendo que essa marcha é contra os esteriótipos que rotulam uma mulher “vadia” e outra “santa” pelas roupas usadas. A dignidade da mulher, bem como de qualquer ser humano, não está na roupa que veste (ou desveste). O que o Carlos atentou é que é uma incoerência, além de um erro estratégico, dado o contexto de estarmos num mundo machista que trata as mulheres como objeto, escolher o nome de marcha das “vadias” e desfilar com os seios à mostra.

    • Letícia F. July 16, 2012 at 20:41 - Reply

      Quando você vai à praia, você esconde seus mamilos?

      • Anderson M. de O. Carvalho July 17, 2012 at 10:37 - Reply

        Não entendi a sua pergunta, poderia ser mais clara? O que praia tem a ver com isso? Acaso é a favor do nudismo na praia? Ou ao topless também para mulheres já que os homens andam sem camisa?

        • Letícia F. July 17, 2012 at 16:21 -

          Minha pergunta é: por que alguns comportamentos são permitidos (e até elogiados) para os homens e não o são para as mulheres?

      • Anderson M. de O. Carvalho July 17, 2012 at 10:49 - Reply

        http://cemmaisum.com.br/index.php/explicando-a-marcha-de-novo/ li o artigo e agora entendo melhor esse movimento. Concordo e apoio muito do que vocês buscam. De fato existe uma cultura que incentiva o desrespeito para com as mulheres em geral, mais ainda se essa se enquadrar no esteriótipo “vadia”. Minha filha não pode ser desrespeitada pela roupa que vestir. E isso (respeito) é algo justo por que lutar. Pelo que entendi o título (e os seios) é realmente para chamar a atenção. Polemizar. Sou contrário ao à posição que o feminismo em geral tem acerca do aborto, mas nem por isso posso deixar de concordar com você que existe muita injustiça e crimes contra as mulheres que somente uma mudança de mentalidade em conjunto com uma real aplicação das leis já existentes (Brasil país da impunidade) podem sanar.

  24. Ela July 16, 2012 at 23:01 - Reply

    Ele não sabe do que está falando. Quanta asneira.

  25. Ela July 16, 2012 at 23:08 - Reply

    Letícia, vc conhece o blog “indiagestão”? Indico a todas as mulheres conscientes e fortes que vejo pela frente. Nossa luta já é grande no nosso país, eu sei, mas será que nós, ocdentais, nunca vamos conseguir ajudar as tão sofridas orientais…? É tanta covardia… :(

    • Letícia F. July 16, 2012 at 23:28 - Reply

      Não conheço…

  26. Amanda July 17, 2012 at 18:19 - Reply

    como a Laís, eu entedi as boas intençoes do moço, maaaaas ao querer colocar a mulher em um pedestal, ja é um tratamento diferente do homem, e é onde nos qeremos igualdade, por mais que eu ou fulana queira ser uma lady e estar em um pedestal, nao é assim qe a maioria dos homens veem a historia e tratam as ‘ladys’, e mesmo qe eu tbem queira ser uma ‘carcaça’ nos varios sentidos da palavra, eu quero respeito e igualdade…. ele foi beem infeliz.

    • Anderson M. de O. Carvalho July 19, 2012 at 12:58 - Reply

      Homens tem suas características próprias, mulheres também possuem algo somente delas. Não são iguais no físico, no bios e no psicológico. No entanto são ambos humanos e devem ser respeitados por isso. A sociedade atual, apesar dos avanços, ainda é desigual no tratamento para com as mulheres. Não desejo que o feminismo se torne uma guerra dos sexos. Mas algo que contribua na educação do gênero humano como um todo a ser melhor, a se ver no outro, no respeito às diferenças, numa luta no campo das idéias e dos argumentos.

      • Letícia F. July 19, 2012 at 15:00 - Reply

        Mas o feminismo prega a igualdade.

  27. Nina July 21, 2012 at 16:42 - Reply

    Ou seja, enfrente o machismo sendo um ótimo exemplo da dignidade da Amélia :) Gosto desse conceito. Parece revolucionário.

  28. Erica July 22, 2012 at 08:19 - Reply

    Eu nem me senti tão incomodada assim com esse texto pq esse cara escreve muito, muito mal. Enfim, qualquer pessoa que tenha lido 3 linhas do que é a marcha das vadias vai achar esse texto idiota. Eu me sinto tão mal informada às vezes, tento nem entrar em discussões sobre assuntos que eu não entendo pra não falar merda. Dá vergonha alheia ver pessoas que publicam textos que são fruto de senso comum e preconceitos. De resto, eu sou mulher, sim! E não é pra que meu corpo seja visto como pedaço de carne (como se isso fosse culpa nossa ¬¬) que vou na marcha das vadias e sim pra que as pessoas entendam que esse corpo é meu e com ele eu faço só o que eu quiser, que eu não sou objeto desejo, sou sujeito desejante!

  29. Erica July 22, 2012 at 08:27 - Reply

    É tanta revista pornográfica, tanto uso do corpo da mulher na mídia pra vender produtos, tanto peito e bunda no carnaval, mas aí se a mulher se apodera desse corpo e diz “é meu e eu uso da maneira como eu quero” aí é feio e fere a moral, é vulgar, é coisa de “puta”… pq boas moças não têm consciência dos seus corpos e só fazem sexo pra agradar seus homens.

    • Yume July 28, 2012 at 13:12 - Reply

      E será que andando nuas na rua,com cartazes tipo “danço funk sem calcinha mas a buceta ainda pé minha” vai mudar esta realidade?Ao meu ver,só a reforça com um brinde para o machismo: nosso consentimento.

      • Letícia F. July 29, 2012 at 15:29 - Reply

        Mas a mulher pode CONSENTIR em ir ao funk sem calcinha e etc.

  30. Yume July 28, 2012 at 13:11 - Reply

    Eu só fico imaginando porque as tantas outras marchas de mulheres,como a Marcha das Margaridas,ou a marcha que teve aqui contra a Rio +20,não recebe críticas…será que o problema está mesmo só em quem critica a mracha ou é aabordagenm e o jeito como é feita que tem que ser reavaliado?Vi críticas de feministas dos movimentso de esquerda também e a questão é sempre em relação a nossa intensa objetificação,como comentada aqui inclusive.Não vejo como os homens acharem que não somos objetos sexuais se fazemos uma marcha nos reduzindo a um…

    • Letícia F. July 29, 2012 at 15:30 - Reply

      Não houve críticas à manifestação da Rio +20?

Comente »