Marcha das Vadias for Dummies

Letícia F. May 27, 2012 246
Marcha das Vadias for Dummies

Ontem aconteceu a Marcha das Vadias em diversas cidades brasileiras (o evento acontecerá em junho em outras cidades, como Macapá e João Pessoa. Em Belém a Marcha rola hoje). Infelizmente não pude ir à de São Paulo porque estava viajando. Mas não fiquei alheia ao que estava acontecendo.

Li em sites de notícias e no Twitter as reações ao protesto. Alguns feministas –  estes lindos e lindas – compartilharam vídeos, textos e fotos das marchas pelo país. Lindo! Podem dizer que são poucas pessoas, mas trata-se ainda de evento pouco conhecido e com reduzido espaço na mídia.

Como não poderia deixar de ser, porém, muita gente falou absurdos sobre a Marcha. É engraçado (de um jeito meio desesperador) ver que muitos dos que reclamam são exatamente os mesmos que passam o resto do ano fazendo piadinhas machistas e misóginas. Nenhuma novidade aí, infelizmente.

Só que ontem consegui explicar o que é a Marcha para duas ou três pessoas extremamente conservadoras, até meio reaças. Quem sabe eu consigo convencer mais algumas com esse post? Então, vamos à Marcha das Vadias for Dummies.

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Muita gente não entende a escolha da palavra “vadia” para designar as mulheres que participam da marcha. Lição número 1: o protesto é internacional, e em inglês chama-se Slut Walk. Slut = puta, vagabunda, vadia e afins. Pra quê usar uma terminologia tão ~pesada~ para nos referirmos a nós mesmas? Porque é preciso esvaziar o conceito de que vadia (e seus correlatos) tem hoje. Chamar uma mulher de puta, vadia e outros termos do tipo serve apenas  para denegri-la. E por qual razão não há o correspondente para o sexo masculino?

Além disso, tais conceitos têm estreita relação com a vida sexual da mulher. Sim, mulher transa e sente prazer, mas alguns ainda nos veem como seres assexuados, cujo órgão sexual serve apenas para procriação e para dar prazer para o outro. Tal ideia se estende ao resto dos nossos corpos. Peitão? É para os moços “mamarem”. Olho azul? Serve para ser admirado. Bunda gostosa? Vem aqui dançar com a bundinha empinada. Ser vadia é ser livre.

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Homem pode sair sem camisa, colocar os braços de fora. E pode ser bonito-gostoso-delícia sem ser importunado na rua. Mulher, não. E ficamos com a estranha sensação de que os comentários toscos que ouvimos são culpa nossa. “Não devia ter saído com esse decote” ou “será que minha saia está curta demais?”, pensamos. As vadias tirarem a roupa durante a marcha é um statement: o corpo é meu, não seu. Portanto, posso usá-lo (e cobri-lo. ou não) a meu bel prazer. Minha blusa rendada e transparente não é um convite para sexo.

 

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23 retweets. Parece brincadeira. Dizer que alguém merece ou não respeito baseando-se  no comportamento sexual ou no modo como se veste é aterrorizante. Especialmente vindo de uma mulher, que não deve conseguir tomar um sorvete na rua em paz, sem ouvir gracinhas como se ela estivesse fazendo aquilo para ~seduzir~ um moço incauto.

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Infelizmente não sei desenhar. Na nossa sociedade (e não estou falando só de Brasil, mas especialmente sobre nosso país) a mulher não é livre para usar o órgão sexual do jeito que lhe convém – o que inclui não usar at all. Estamos sendo sempre bombardeadas com comentários sobre “quão rodada” uma amiga é. Ou que devemos nos encontrar mil e quinhentas vezes com um possível parceiro para deixar ele chegar perto da gente de maneira mais íntima. Chega. Simplesmente chega.

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Falácia do dia: fingir que respeita algo e depois falar mal. Mas numa coisa ele tem razão: grande parte dos recados são mesmo para as próprias mulheres. A Marcha existe, entre outras coisas, para mostrar às demais mulheres que ela não é culpada das agressões de gênero que sofre. Que ela pode. Que ela é dona de si mesma. Muitas mulheres são machistas, e a Marcha serve para mudar isso.

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Verdade! É “pra acabar”, sim. Com o machismo, preconceito, falso moralismo, hipocrisia… As pessoas falam como se a Marcha fosse novidade ou um fenômeno brasileiro. Já não é a primeira vez que marchamos, tampouco o protesto acontece só aqui no Brasil. A Slut Walk começou ano passado, após um policial de Toronto, no Canadá, ter dito durante uma palestra que as mulheres deveriam parar de se vestir como sluts se não quisessem ser estupradas.  Michael Sanguinetti é o nome dele, segundo a Wikipedia.

Sanguinetti repetiu a ideia que muitas pessoas têm: a de que a vítima “procurou” o algoz. E a Marcha das Vadias é “pacaba mesmo” com tamanho absurdo.

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Eu quis contestar, explicar. Só que eu não entendi. Alguém me ajuda?

Pode parecer que “imagina, a mulher tem tanto direito quanto o homem, essas feminazis exageram e blá blá blá”. Quer ver como não é bem assim?

 

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Você só pode protestar se for gatinha, tá?

 

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Ai essas gordas malditas!

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Trate de colocar um silicone, se não o patriarcado não vai te aceitar!

 

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Detalhe: o senhor dessa foto não é lá muito belo e é careca. Típico. "Exige" que a mulher esteja "com tudo em cima", mas nem cabelo na cabeça tem. (adoro carecas. o que eu quero dizer é que NÓS temos que nos submeter para nos enquadrarmos num padrão, mas os homens não)

 

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É marcha, protesto… não desfile.

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E esses são apenas alguns dos comentários sobre a forma física das mulheres que foram às Marchas. Ah, muitos homens participaram, também, mas nas minhas pesquisas no Twitter não vi nenhum comentário sobre a beleza dos mancebos.

Evidentemente li muitos comentários do tipo “Mulherada na Marcha das Vadias: volta e varre a rua que sujou!! Rápido d volta p/casa q tem roupa suja……Valeu”. Inúmeros. O mais incrível ainda é um certo senhor com milhares de seguidores no Twitter e um blog misógino que, é claro, não perdeu a oportunidade de mostrar quão bacana é. Este eu não vou nem disfarçar a identidade:

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E daí esse ser inteligente, de muito garbo e elegância, formado na Sorbonne, resolve zoar uma moça que escreveu uma palavra de maneira incorreta em um cartaz. Repetiu mil vezes a “brincadeira”. Fez um post no blog e tudo (leia de baixo para cima):

 

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A foto a que ele se refere é esta:

 

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A palavra “mexer” é com X, e não com CH.

Ih, Edu, que tal dar uma olhada no próprio rabo, moço?

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OOOOOOOOOOOOOOOOOOOPS.

 

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Ihhhhh. No post também está peripércia. Será que ele vai apagar, como milagre, igualzinho ao que fez nos posts que chamava o Silvio Koerich de “camarada”?

Assim como esse moço, outras ~webcelebridades~ fizeram comentários desnecessários (mas esperados) sobre a marcha. “CURIOSIDADES: marcha das vadias no twitter é conhecido apenas como marcha”, disse aquele que escreve sobre moças de mamilos escuros. Teve também quem dissesse “Não entendo pq o nome tem que ser “marcha das vadias”. Escolhe um um mais decente, porra. Foda-se se no Canadá é assim. AQUI NÃO É O CANADÁ”. Ou ainda “tinha que ir lá nessa marcha das vadias e levar um caminhão de roupa suja pra elas lavarem”.

Todos com dezenas de retweets.

Enquanto isso, algumas centenas de pessoas deram o recado. Poucas? Talvez, para os olhos de alguns, que contam pessoas como meros números. Para quem lida todos os dias com o preconceito e todas as dificuldades inerentes ao gênero, trata-se de uma vitória. A grande mídia foi lá e cobriu. Pessoas que nunca haviam parado para pensar a respeito já estão hoje, tenho certeza, reconsiderando a mania de julgar uma mulher pelo jeito que ela se veste.

Somos vadias, somos livres, somos donas dos nossos corpos. Quero que ele me dê prazer e, talvez, eu queira te dar prazer também. Mas minha roupa e minha atitude não são convites para sexo.

PS: Fiz outro post a respeito, dessa vez respondendo o comentário de um leitor. Cá está.

marcha 23 Marcha das Vadias for Dummies

 

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246 Comentários »

  1. S. May 27, 2012 at 15:24 - Reply

    Eu penso muito em o quanto o comportamento que minha mãe me obrigava a seguir sempre me pareceu antinatural e hipócrita, como o de: “nunca seja mais inteligente que o homem perto de você, eles se sentem ameaçados.”
    Eu tentei com muito afinco ser o que ela queria e acreditar nos valores machistas que ela me passava, tanto que ao sofrer abuso sexual ainda com 8 anos de idade eu me fechei e não contei a ninguém, pq segundo os valores da minha família, a culpa certamente era minha.
    Então quando eu vejo as mulheres propagando valores tão misóginos nesses comentários absurdos, vejo o ciclo se repetindo e mais mulheres e meninas sofrendo abusos e carregando a vida inteira sentimentos de culpa e vergonha SEM NECESSIDADE.
    Obrigada pela colaboração, Letícia. Você faz uma diferença no mundo que acho que nem imagina…

    • Letícia F. May 27, 2012 at 15:42 - Reply

      Imagina, babe. Faço nada não.

  2. Amanda May 27, 2012 at 15:24 - Reply

    “E por qual razão não há o correspondente para o sexo masculino?”

    Puto, escroto, babaca, sujo… tem um monte. Vocês feministas estão acostumadas a xingar tanto eles, escolham um.

    “Homem pode sair sem camisa, colocar os braços de fora.”

    Sim, mas já viu homem sair na rua com o pinto de fora?

    A palavra vadia, seja ela em qualquer idioma, por si só já se refere a algo ruim, é uma em meio a tantas outras palavras de baixo calão, feminina ou não. Não dá pra mudar o mundo inteiro se auto-rotulando vadia e querendo dizer que isso não pode ser algo ruim mais. Chama de outra coisa.

    Luto muito pelos meus direitos mas não fico sendo generalista e achando que a gente é que manda agora. Direitos iguais isso sim. “Feminismo é querer direitos iguais pensando em um lado só.”

    • Letícia F. May 27, 2012 at 15:41 - Reply

      De onde vc tirou isso? Feminismo quer direitos IGUAIS.

      E, pelo que sei, as feministas não lutam pelo direito de saírem à rua com a BUCETA de fora. Logo, a sua comparação com o pinto é no mínimo bizarra.

      Não, não há correspondente da palavra “vadia” no masculino. “Vadio” é um homem que não trabalha. Não tem nenhuma conotação sexual.

      • Amanda May 27, 2012 at 15:54 - Reply

        Chame de sujo, pervertido.

        Tipo, poderiam organizar melhor então pra não ficarem pensando que a marcha é só pra sair com o peito de fora.

        • Letícia F. May 27, 2012 at 16:19 -

          E se fosse? Qual o problema? A pessoa só é desinformada se quiser. Há milhões de textos sobre a Marcha das Vadias em tudo q é língua.

        • Maiara May 28, 2012 at 16:13 -

          Amanda, sujo e pervertido são palavras que podem ser usadas tanto no feminino quanto no masculino. As palavras que as pessoas usam para condenar o comportamento sexual feminino (vadia, piranha, biscate, periguete, vaca, rampeira) não podem ser usadas no masculino mas são usadas para mulheres que têm comportamento sexual igual aos homens.
          A palavra gay quando inventada era pejorativa, os gays conseguiram reverter isso. Assim como está acontecendo com bicha, viado e sapatão. A mesma coisa é o que tentamos fazer com vadia.

        • lucia June 1, 2012 at 02:03 -

          porra mas é burra hein!! abaixo de dummies vem o que? sorry, mas nao tenho paciencia pra explicar o obvio pra quem se recusa a ver
          Feminismo é uma luta por direitos humanos, machismo é um sistema de opressão!
          Impossivel ser mais claro que isso.

    • Carol A. May 28, 2012 at 02:34 - Reply

      Amanda queridona. Puto tem uma conotação TOTALMENTE diferente de puta. Você sabe disso.

    • Carol A. May 28, 2012 at 02:38 - Reply

      Ganha um doce quem achar correspondente masculino para a ofensa “vaca”.

    • Bárbara May 29, 2012 at 18:31 - Reply

      “Puto, escroto, babaca, sujo…” Nem um desses faz referência à conduta sexual do homem. Canalha talvez se aproxime um pouco mais, mas também é mais um homem que trata mal as mulheres do que um homem que faz sexo. Michê e gigolô são equivalentes de puta, mas nunca os vi serem usados como xingamento.
      E eu não vi qual a relação com mostrar o pinto com qualquer coisa. Se for comparação com mostrar o peito, a diferença é absurda: pouquíssimas pessoas nesse mundo nunca viram, tocaram e puseram a boca em um peito de mulher. É algo necessário, natural. Não dá pra dizer o mesmo nem de peito de homem, quanto mais de pênis.
      Agora, se for para dizer que tem limite pro que ambos os sexos podem mostrar… Não só o limite é diferente (a mulher pode mostrar menos), como o significado do que é mostrado também é (ninguém acha que um homem quer exibir as pernas quando anda de short, por exemplo).

    • laura May 31, 2012 at 00:42 - Reply

      amanda, orgulhe-se de fazer parte do pior tipo de pessoas existente na face da terra: gente que tem acesso a toda informação do mundo e ESCOLHE ser ignorante. meus parabéns!

  3. João Gabriel Riveres May 27, 2012 at 16:02 - Reply

    Grande post, bravo!

    MY BODY IS NOT AN OPEN INVITATION.

  4. Salenka May 27, 2012 at 16:18 - Reply

    Seguindo a lógica aplicada à maneira como algumas mulheres se vestem, rapazes que usam calças largas com a cueca à mostra estariam pedindo para ser sodomizados.

    Mas passa isso pela cabeça de alguém? Por que será?

    • Maiara May 28, 2012 at 16:19 - Reply

      Inclusive, vi em um blog (não chequei a veracidade da informação) que esse lance de cueca aparecendo foi inventado por presidiários no intuito de mostrar aos outros sua disponibilidade sexual (a altura da calça indicava se o rapaz era ativo, passivo ou relativo) Se isso fosse seguido à risca, vários homens pedem até hoje para serem sodomizados.

  5. Lorena May 27, 2012 at 16:24 - Reply

    Eu estive ontem na Marcha de BH e, por incrível que pareça (porque isso não é o meu normal), não estou nem um pouco preocupada com os comentários negativos. Porque vi, nos olhos das pessoas, que a maioria entendeu sim o recado da marcha. E isso me deixou tão feliz!
    Claro que havia infelizes no meio, fotografando as meninas sem blusa ou mesmo xingando a marcha. Mas vi senhoras entrando com seus cartazes improvisados, vi senhores humildes, trabalhadores, conversando abertamente e educadamente com manifestantes, trocando ideia mesmo, sabe? e todo mundo os tratando super bem, respondendo às dúvidas, ouvindo as opiniões… Vi pessoas aplaudindo das bancadas dos prédios, das calçadas, de dentro dos ônibus… Vi famílias inteiras marchando, mães com seus filhos, maridos com as esposas, homens e mulheres, de TODO tipo, cor, orientação sexual e classe social. Vi que a maioria entendeu sobre o que se tratava, e que bom que foi assim!

    E pr@s machistas que não entenderam NADA, ou mesmo que se recusam a compreender, minha indiferença. Ano que vem tem Marcha de novo, mais gente vai estar nas ruas, e cada vez mais pessoas assim vão ser minoria, até desaparecerem!

    Parabéns pelo post, Letícia. Uma pena que você não tenha podido participar da Marcha esse ano, mas ano que vem estaremos lá de novo!

    “Feminismo é a ideia radical de que mulher também é gente”.

    • Letícia F. May 27, 2012 at 18:08 - Reply

      Excelente seu relato. Deve ter sido muito bacana!

    • Mariana May 28, 2012 at 15:37 - Reply

      Muito boa, sua resposta, Letícia! Tô precisando ligar menos pros comentários negativos, tão me afetando muito todos os posts machistas que tenho visto por aí… Mas é bom mesmo ver o quanto tem de gente consciente também, que acredita que dá pra mudar.

      • Letícia F. May 28, 2012 at 15:58 - Reply

        Mariana, me dá o link de quem está falando mal que vou lá xingar.

  6. Rafael Fox May 27, 2012 at 16:28 - Reply

    Até quando o feminismo vai ser visto como o oposto do machismo?
    E não tem “vadia” pra homem. Eu sou homem, me esforço pra ser galinha, e só recebo elogios por isso.

    Pior, quando a sociedade critica, critica as minhas parceiras! “Ah, ela devia se dar mais valor”.

    Precisamos de mais marchas das vadias. Eu só posso ser livre de verdade se minhas companheiras que nasceram com bucetas também forem.

    • joana June 5, 2012 at 21:20 - Reply

      na marcha de brasilia teve um babaca lá vestido de militar que foi lá para afrontar e provocar as militantes, ameaçou até mostrar a (verruguinha) que ele tem entre as pernas…. foi comico e patético…
      O otário achou que sairia de herói e se deu mal, foi cercado pelas militantes, a cara de panico que ele fez foi HILÁRIA… saiu correndo, quase levou cacete.
      Esse cara deve ser o que chama de guerreiros da real..kkkkk

  7. Pilar May 27, 2012 at 16:32 - Reply

    os meus amigos machistas também ficam mortos de raiva quando alguém os lembra que não, eles não podem abusar de uma mulher e querer que as medidas de um pano excluam sua culpa. Mas eles ficam enraivecidos mesmo, é ridículo, só vendo pra acreditar. E vira e mexe dão esse exemplo de andar com o pênis pra fora e esperar que ninguém reclame. Como se um pênis tivesse o mesmo significado que um ombro, uma coxa ou outra parte qualquer de pele que fica visível no contato social dito normal. Mas o que mais me irrita é eles darem o exmplo do pênis como se fosse algo muito fantasioso, ignorando que isso realmente acontece com frequência preocupante nos nossos cinemas, meios de transporte e outros lugares públicos. Aliás, é claro que eles ignoram, porque não é pra cima deles que acontece. Não é pra um outro homem (com grandes músculos, testosterona e benção da sociedade pra ser violento) que os tarados de nossas cidades mostram, encostam, esfregam seus orgãos genitais. Não é contra a vontade deles, nem próximo, nem em cima deles que os “machos merecedores” se masturbam e até ejaculam em público. Eles não sabem, mas sim, infelizmente essa babaquice acontece em plena luz do dia. E ninguém reclama mesmo, mas não porque não deva. É porque os covardes agem em situações em que sabem que não haverá forma de fuga ou defesa. Porque as mulheres que viram alvo disso escutam depois coisas do tipo: também, com essa roupa/corpo/carinha você queria o que? Porque quando alguém levanta o assunto como estamos fazendo agora há sempre algum estúpido pra dar risadas, pretextos e exemplos ridículos como esse.

  8. Cinthia May 27, 2012 at 17:13 - Reply

    Ótimo texto como sempre Leticia!
    Eu também fiquei chateada por não conseguir ir, meu dia foi completamente enrolado. Mas fico feliz por ter acontecido, porque algumas pessoas que não conheciam a iniciativa passaram a conhecer e a luta continua a passos de tartaruga mas continua. Para aqueles que não entenderam o objetivo, não fico mais triste com isso, hoje em dia com a internet a disposição de tantas pessoas, ignorância é uma escolha. E se a pessoa tem twitter/blog pode muito bem aproveitar 5 minutos e pesquisar sobre o assunto para não falar merda. Mas como eu disse muitas vezes a ignorância é uma escolha.

  9. Guilherme May 27, 2012 at 17:28 - Reply

    Olha, só porque homem anda sem camisa em local inapropriado, não significa que as mulheres devessem fazer o mesmo!
    Querer fazer só porque podem é uma estupidez.

    Acho que nem homem nem mulher tem que ficar se mostrando por aí, e grande parte dessa deliberação recente é muito machista, mas agora as mulheres abraçaram esse machismo de se mostrar como um direito, e querem porque querem mostrar os peitos para homens! Porque??

    Acho vulgar… agora, concordo quando apartir do momento em que a mulher decide se mostrar, deve ser respeitada, e acho que é esse o ponto da discussão. Bom post.

    • Letícia F. May 27, 2012 at 18:04 - Reply

      Guilherme, você não está sendo moralista demais?

      • Guilherme May 27, 2012 at 18:57 - Reply

        será?
        Não sou contra roupas sensuais, mas tem limite e lugar pra isso…
        Pensa bem, porque se usa cada vez menos roupa?
        não foi por causa do machismo? ou vai dizer que foi uma conquista da mulher?

        • Letícia F. May 27, 2012 at 19:02 -

          Quem impõe esse limite? Em alguns países a mulher só pode mostrar os olhos. Te dou um doce se você descobrir quem manda…

        • Guilherme May 27, 2012 at 23:32 -

          Ninguém impõe nada! Se quer ser algo, seja!
          Você acha que não existe mulher que da em cima de homem? E aí você acha bonito?
          A questão que eu digo é: Não há razão pra querer ser algo, só porque pode!
          Quem foi que disse que isso é uma coisa boa? Quem foi que disse que ficar pelado é o mais adequado?
          Se quer fazer, assim, faça… mas vai continuar sem o respeito que tanto querem. Respeito não se exige, se conquista.
          De que adianta querer que os estupros acabem, se na hora de denunciar, a mocinha não quer denunciar?
          Só dar piti na rua não resolve nada…

        • Letícia F. May 28, 2012 at 04:31 -

          Paquerar é diferente de agredir!
          E muita gente não denuncia (homens também são estuprados) porque a agressão é por demais dolorosa.

        • Carolina Cruz May 28, 2012 at 15:46 -

          Guilherme, você, assim como todos os machistas, não entende qual é o respeito que as mulheres, pelo menos as feministas, reivindicam. Esse respeito que vc oferece eu não quero. Eu não quero ser respeitada porque uso roupas que vc considera decentes. Eu não quero ser respeitada porque sou recatada e ajo da forma que vc considera adequada. Eu quero ser respeitada porque sou um ser humano. As minhas escolhas, desde que não prejudiquem (eu digo prejudicar mesmo, e não simplesmente incomodar) terceiros, não são determinantes desse respeito. Essa babaquice de “respeito não se exige, se conquista” é só uma forma de perpertuar o desrespeito por qualquer pessoa com quem vc não concorde. Você tem, sim, a obrigação de respeitar todos os indivíduos. Não é vc quem determina o que é digno de respeito e o que não é.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 15:58 -

          Clap, clap, clap.

        • Guilherme May 28, 2012 at 16:24 -

          Respeito quem eu acho que merece, e nem você nem ninguém vai me dizer o que respeitar. Aceite isso, você vive numa sociedade, e nela você é igual a todos. Não tem que merecer mais respeito do que ninguém.

          Não respeito quem anda pelado e pronto, independente de sexo. E nem por isso eu vou lá e estupro a pessoa.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 16:30 -

          Beleza, e como a sua ~falta de respeito~ é demonstrada?

        • Carolina Cruz May 28, 2012 at 18:06 -

          Mais uma vez, não é vc quem define o que é digno de respeito e o que não é. E vc é obrigado, por lei, a respeitar todo tipo de indivíduo. Então não sou eu quem está te dizendo quem vc vai respeitar. O máximo que vc pode fazer é PENSAR o tipo de merda que vc quiser. Só. E não estruprar não basta. Nem para a lei isso basta. Há muito mais que vc não pode fazer com base no seu preconceito e discriminação.

          E é muita cara-de-pau da sua parte dizer “você vive numa sociedade, e nela você é igual a todos. Não tem que merecer mais respeito do que ninguém”. Você está louco? Quem defende que uns merecem mais respeito que os outros é vc! É vc que está dizendo que uma simples escolha de roupa é suficiente para que uma pessoa mereça menos respeito do que outra. Sua argumentação é toda contraditória. Você gosta de repetir os clichês bonitinhos (“todos são iguais e merecem respeito”), mas não é isso que vc realmente pensa. É o tipo de frase que vc fala para se sentir melhor a respeito de si mesmo, se sentir uma pessoa justa, mas a verdade é que vc é podre.

          Por fim, você certamente está numa posição muito confortável. Só vai entender alguma coisa no dia em que alguma escolha sua que só diz respeito a vc for alvo de desrespeito e agressão.

        • Guilherme May 28, 2012 at 16:33 -

          Desprezo, talvez…

        • Letícia F. May 28, 2012 at 16:44 -

          Ótimo. Como aqui é um site de vadias, vou te desprezar agora também, tá?

        • Guilherme May 28, 2012 at 18:20 -

          Você não pode querer ter um tipo de atitude que toda a sociedade acha errada, e querer que seja considerada certa. Não é racional!
          Você acha mesmo que a sociedade acha certa a atitude de homens galinha?? Só ELES acham certo.
          Agora porque querer se rebaixar ao nivel deles?? Só pra dizer que são iguais? Peço: Não sejam iguais, sejam superiores!

        • Letícia F. May 28, 2012 at 18:32 -

          Ninguém quer ser superior. Quer ser igual, mesmo. Ah, e acho totalmente ok homens e mulheres galinhas.

        • Carolina Cruz May 28, 2012 at 18:48 -

          “Toda a sociedade”? Pode até ser a maioria da sociedade, mas, se fosse toda a sociedade, não haveria ninguém reivindicando o oposto. Outra coisa: não é porque a maioria pensa de determinada forma que essa forma é justa ou correta. A sociedade evoluiu. Coisas que já foram consideradas certas pela maioria da sociedade hoje são inaceitáveis. De qualquer forma, as pessoas não precisam se adequar ao que a maioria da sociedade acha certo. Desde que não prejudiquem ninguém, as pessoas são livres.

    • tuia May 30, 2012 at 20:07 - Reply

      quem disse que na marcha as mulheres estão mostrando os peitos “para os homens”? Tu é falocêntrico pra caramba hein

    • Daniel May 31, 2012 at 20:07 - Reply

      “só porque homem anda sem camisa em local inapropriado, não significa que as mulheres devessem fazer o mesmo!”

      O problema é esse. Há um local inapropriado? em um tempo quente, é facil ver homens sem camisa na rua, mas só o fato de uma mulher tirar a camisa, mesmo com o sutiã, é passivel dela ser levada pra cadeia, por “atentado ao pudor” (e incrivelmente, andar de biquini é de boa)

      na real, eu nunca entendi esse lance de pudor da “sociedade”, mulher sair “pelada” na rua não pode, mas biquini é aceitavel. Isso é a cultura imposta na cabeça de todo mundo, e ai quando uma pessoa questiona isso, todo mudo cai matando. Mas é “lindo” quando elas aparecem na globo e na Revista Caras, na edição após o carnaval, porque modelo pode ficar nua numa avenida.

      “Ninguém impõe nada! Se quer ser algo, seja!”

      ninguém impõe nada, mas oprime e repreende se não achar certo, como voce está fazendo. Homens querem se travestir de mulheres, mas são agredido e/ou mortos. porque? Porque tiveram a coragem para se aceitarem. Mulheres que falam abertamente sobre sua opção sexual por mulheres são visadas para errarem no trabalho e serem despedidas. Já presenciei muito isso.

      “Você acha que não existe mulher que da em cima de homem? E aí você acha bonito?”

      Existe, e quando aconteceu comigo, eu assustei pra caralho, fiquei sem saber o que fazer, e deixei rolar. Hoje é a garota que continuo apaixonado até hoje, e o que mais me atrai nela é essa força de saber o que quer, e correr atrás. Novamente, a cultura do machismo idealizou que “homens devem cortejar a mulher, enquanto ela se manifesta educadamente dizendo não”. Primeiro, que ja chega de dessa coisa do homem tomando a frente, como na sua fala anterior, se a pessoa quer algo, ela não só tem que ser, mas ter. Válido pra homens e mulheres. Amar é um ato que cabe a todos, o problema é que na cabeça de muita gente, o homem deve sempre “chegar na mulher”, e “não siginifica sim”. Mermão, isso é premissa do estupro. Falta do respeito do corpo da mulher. e se voce não entendeu o recado, lá vai: A porra da buceta é delas, e elas decidem se querem dar pra voce.

      “Aceite isso, você vive numa sociedade, e nela você é igual a todos.”

      começou errado: “Aceite isso”?? imposição da sua opinião. Defina sociedade. É um conceito muito amplo, e da forma como voce coloca, utópico. “sociedade (do latim: societas, que significa “associação amistosa com outros”) é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.” Acho que estamos um pouco longe disso, o que temos é uma aglomeração de pessoas em um local comum, o que é bem diferente.
      defina igualdade. “Especificamente em Política, o conceito de Igualdade descreve a ausência de diferenças de direitos e deveres entre os membros de uma sociedade.”
      sério, é uma discrepância enorme sobre isso de direitos e deveres. O homem pode agredir a mulher porque ela o traiu (mas não se pensa que ela o traiu porque ele era agressivo, apático, opressor, se a degradava, humilhava). O homem trai, e mantêm 2 relacionamentos, e é tratado como heroi. E ainda acha ruim ser cobrado.
      Sabia que a Lei Maria da Penha também serve pra homens que foram agredidos por mulheres? Um cara usou essa lei, e essa notícia foi ridicularizada na hora de café, na empresa onde trabalhei.

      “Não respeito quem anda pelado e pronto, independente de sexo. E nem por isso eu vou lá e estupro a pessoa.”
      mas deveria respeitar. Voltarie ja havia dito:
      “Não concordo com nem uma das palavras que me diz, mas lutarei até com minha vida se preciso for, para que tenhas o direito de dize-las”
      isso é a liberdade de expressão, aliada ao respeito ao próximo. Não concorda? reflita, leia sobre, e argumente. O diálogo é a ferramenta máxima de mudança na cultura, mesmo que lenta. A marcha visava este diálogo. mas como muita gente fez, ilustrada no post da Letícia, prefiriram a parte mais facil, falar qualquer bobagem e criticar, sem ler os motivos por trás.

      “Não sejam iguais, sejam superiores!”
      E quem é superior deve fazer o que? obrigar a todos a aceitarem sua opinião? teve altos caras na história que fizeram isso, não preciso citar nomes. E muita gente morreu por grupos de pessoas que se diziam “superiores”

      Os conceitos são básicos e teóricamente simples:

      Liberté, égalité, fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade)

      Só que falta muito pra isso. eu acho.

  10. Fabiane May 27, 2012 at 18:20 - Reply

    Gente que reclama da Marcha das Vadias fazendo slut shamming: ATÉ QUANDO?

    • Letícia F. May 27, 2012 at 18:26 - Reply

      Sempre. Pior é isso.

  11. Luiz Flávio May 27, 2012 at 20:40 - Reply

    E é justamente a luta contra o slutshaming uma das bandeiras da Marcha. Por sinal, a Marcha aqui em Brasília foi fantástica. Mesmo que tenha aparecido um $#$#¨&@#$%#@ se masturbando à luz do dia perto da concentração logo antes de irmos à rua. E mesmo que tenha aparecido um panaca dando o dedo pra gente. Foi catártico quando o cidadão foi preso, até porque dá à gente um sinal positivo. Se a polícia entendeu que quem estava causando problemas não éramos nós, acho que estamos andando pra frente pelo menos um pouco.

  12. Flora Valls May 27, 2012 at 21:55 - Reply

    Oi, Lê! Que bom ver post novo no site! Sempre te acompanho via twitter, apesar de o meu perfil estar inativo há tempos :D

    Hoje teve Marcha das Vadias aqui em Porto Alegre também, não pude ir porque estou doentinha em casa, mas acho que a galera foi em peso, a movimentação tava bem grande lá na faculdade, pelo menos.

    Beijo pra ti!

  13. fabio May 27, 2012 at 23:59 - Reply

    entendo o objetivo maior da marcha, de querer que se respeitem as mulheres, etc., o que é valido, mas…
    so pra ficar na questao das roupas, acho que a mulher deve sim ter (e tem) limites para se vestir, e usar roupas justas, decotadas, etc., deve sim ter seu lugar/momento.
    Assim como as mulheres, os homens tambem tem limite pra se vestir, que sao diferentes dos das mulheres porque. pasmem, homens e mulheres sao diferentes, seja fisca ou psicologicamente.
    E o que o tal policial canadense falou, que nao sei literalmente o que foi, tem sim sua parte de verdade. Ora, vestir roupas que mostram suas caracteristicas sexuais nao é um “convite” para o abuso? nao uso a palavra convite aqui como ato voluntario da vitima que chama o agressor deliberadamente para abusar dela, mas um simples fato que, sem sombra de duvida, vai atrair mais os olhares dos homens de modo geral e, ainda mais, acredito, dos potenciais agressores. Do mesmo modo que andar com um rolex no pulso chama a atencao do ladrao.
    É logico que o estupro e a agressao sexual sao errados na nossa sociedade, isso nao estou discutindo. Mas usar roupas minusculas e decotadas é, de fato, um “convite” à agressao sexual, verbal ou fisica.
    Ou nao sabemos que homens sao, naturalmente, mais violentos, fortes fisicamente e tem desejo sexual mais ‘exacerbado’, incontrolavel. que os das mulheres?

    • Letícia F. May 28, 2012 at 04:29 - Reply

      Não, não sabemos.

      Desejo sexual incontrolável???

      Olha, estupro não é ATRAÇÃO SEXUAL, é agressão, é poder. Seu comentário é todo errado. Incrivelmente errado. Assustadoramente errado.

      • fabio May 28, 2012 at 10:39 - Reply

        errado como?

        • Letícia F. May 28, 2012 at 14:22 -

          Eu já respondi.

        • Fábio May 28, 2012 at 15:28 -

          Ah sim, eu não tinha visto a resposta: incrivelmente e assustadoramente errado.
          Realmente, usar adjetivos para qualificar o quão errada está uma posição é um modo eficaz para uma pessoa razoável acabar com uma discussão, tinha esquecido disso…

        • Letícia F. May 28, 2012 at 15:55 -

          Fábio, ironia também não é um modo ~eficaz~ de acabar com a discussão.

        • fabio May 28, 2012 at 23:56 -

          Leticia, como autora do blog esperava de voce uma abertura ao dialogo, e nao querer impor sua visao atraves de um monologo e da ridicularizacao dos que tenham opinioes contrarias, mas acabei dando uma lida nas suas respostas aos outros posts e percebi que voce nao ta muito preocupada com isso.. Enfim, respondi a Maiara, que, apesar de tambem ridicularizar as posicoes contrarias, pelo menos ofereceu algum argumento para o debate.
          Mas nao se preocupe, porque independente disso o seu monologo e que vai prevalecer, porque o blog e seu, assim como o texto la em cima com as imagens e tudo o mais.
          So fica a dica de que, se voce quer ser respeitada como escritora de blog, o que me parece ser o caso, nao basta jogar sua posicao com um texto (bacana, diga-se de passagem) e imagens legais e depois evitar o debate real de ideias.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 00:06 -

          Eu evito? Eu fiz um post respondendo um leitor. Mas quando os argumentos de quem comenta são falhos, eu não me dou ao trabalho.

        • Maiara May 28, 2012 at 16:54 -

          Fábio,os homens são, antes de serem homens, SERES HUMANOS, que são seres racionais e, portanto, sabem controlar seus instintos. Sendo assim, não existe “desejo incontrolável”.
          O que define um estuprador, não é um homem que não controla seus instintos sexuais, mas sim um homeem que tem tesão em submeter violenta e humilhantemente uma mulher através do sexo. OU SEJA, o sexo em si é apenas um “modus operandi” de humilhar e exercer sua “soberania” diante da mulher.
          E quanto às vestes, como vc usou exemplo mais que batido do rolex, vou usar o exemplo mais que batido das mulheres orientais que são obrigadas a usar burca e, pasme, são estupradas.
          E, não me leve a mal, mas tem umas coisas que vc escreveu que são tão absurdas que dá preguiça de discutir, por isso a Letícia usou o “incrivelmente” e “assustadoramente” errado.
          Letícia, espero ter desenhado bem o que vc já respondeu a ele.

        • fabio May 28, 2012 at 23:30 -

          Bom, Maiara, quanto ao que voce respondeu, vou escrever rapidinho tambem. Quanto ao resto, que voce nao explicou porque ‘teve preguica’, lamento, porque mais um ignorante que poderia ter sido iluminado por breves palavras suas vai seguir acreditando em bobagens e, possivelmente, as espalhando.

          Vejo que estamos diante de duas possibilidades:

          1 – a roupa que a mulher usa nao influencia no comportamento dos homens em relacao a ela; ou
          2 – a roupa que a mulher usa tem influencia direta no comportamento dos homens em relacao a ela.

          Pelo seu texto, e pela resposta que voce deu ao meu ‘exemplo batido’ do rolex, voce acredita na primeira, certo? Ou seja, se as orientais que usam burca ainda assim sao estupradas, quer dizer que o que a mulher veste nao tem influencia no comportamento masculino em relacao a ela.

          Bom, se é assim, pra que temos a ‘marcha das vadias’ entao? Ela nao aconteceu justamente para promover a consciencia de que a roupa que a mulher usa (ou deixa de usar) nao da o direito ao homem de agredi-la, fisica, verbal ou psicologicamente? Se nao ha relacao entre a vestimenta das mulheres e o comportamento masculino, entao nao precisamos da ‘marcha das vadias’.

          Se, como eu, voce acreditasse na segunda hipotese, entao acharia que ha, de fato, relacao entre a vestimenta da mulher e a reacao dos homens em relacao a ela, incluindo ai as possiveis agressoes sexuais, fisicas, verbais ou psicologicas.

          Ou seja, quanto mais decotada, ‘ousada’, a roupa que a mulher usa, maior a chance de ser objeto de olhares luxuriosos, palavras obscenas e, chegando a um extremo, agressoes fisicas, estupro mesmo. Nao que ela esteja chamando isso para si por querer, mas acontece.

          Protestar contra isso e o mesmo que protestar pra poder esfregar rolex’s no nariz dos ladroes e eles nao te roubarem. Quer dizer, num mundo ideal isso seria viavel, mas no nosso as mulheres tem sim que evitar comportamentos ‘perigosos’ ou ‘convidativos’ para evitar agressoes, assim como todos nos temos que que colocar um alarme no carro e o nosso dinheiro no banco, e nao pendurado no pescoco.

          Isso nao e uma questao de sexismo ou machismo, mas de logica. Se voce quer evitar consequencias maleficas, evite as suas causas. E querer excluir as mulheres dessa logica sob o pretexto da ‘liberacao feminina’ ou como quer que se chame, infelizmente, nao vai muda-la.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 23:31 -

          Você se engana: vai mudar.

        • fabio May 29, 2012 at 00:26 -

          Bom, pela ultima vez: falar “voce esta tao errado que nao vou me dar o trabalho de explicar” ate tem um efeito legal, parece mesmo que a pessoa que desqualifica a outra tem razao, mas nao serve como resposta satisfatoria. Nao vi aqui no seu blog nenhuma resposta com conteudo a questionamentos de nenhum leitor, mas apenas o desprezo e ridicularizacao das opinioes diferentes.

          Fica novamente a dica: converse com seu leitor e nao simplesmente se irrite com ele e o desrespeite, e um caminho nao so para o sucesso, mas para voce conhecer pontos de vista diferentes e, quem sabe, mudar uma ou outra ideia (sua ou dele).

        • fabio May 29, 2012 at 00:33 -

          so pra esclarecer, essa era a resposta do outro post, no qual voce fala que nao responde meu post de verdade por causa dos ‘argumentos falhos’

        • Letícia F. May 29, 2012 at 03:37 -

          Fabio, eu não quero agradar todo mundo. E você, certamente, eu gostaria que vazasse.

        • fabio May 29, 2012 at 15:36 -

          ah, e quanto a nao querer agradar todo mundo, todos sabemos que nao e possivel. Mas o que voce esta fazendo, ao simplesmente ofender quem nao concorda com voce, é um completo desservico à causa da marcha, uma vez que voce so gera antipatia nos outros, em vez de tentar traze-los para o lado de voces.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 15:54 -

          fabio, esse é seu último comentário que eu respondo. eu não REPRESENTO a Marcha. Você tem todo o direito de me detestar, mas se você insiste (como vem fazendo em diversos comentários) em desmerecer a luta feminista, você sempre vai arranjar um motivo.

          Eu não ofendi você. Eu reclamei das suas IDEIAS e ARGUMENTOS. E para evitar que cheguemos ao momento em que eu efetivamente te xingaria, peço que você por favor deixe de ser inconveniente. Obrigada.

        • fabio May 29, 2012 at 17:28 -

          haha beleza entao, paremos com isso que nao vai nos levar a lugar nenhum mesmo, pois eu vivo em 1950 e voce em 2012 ;)

          mas, de positivo, percebi que agora as respostas estao aparecendo inteiras agora e isso facilita a discussao, quando ela for levada adiante.

          boa sorte aí

        • Letícia F. May 29, 2012 at 17:29 -

          Não preciso de sorte. Tenho neurônios. Ao contrário de alguns…

        • fabio May 29, 2012 at 17:38 -

          Ok.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 17:40 -

          Meu deus, vc passa o dia inteiro aqui?

    • Lívia May 28, 2012 at 16:21 - Reply

      Fabio, seu argumento vai na linha do “natural”, por isso ele é errado. Homens não são mais violentos que mulheres “naturalmente”, homens não têm mais desejo que mulheres “naturalmente”, “biologicamente”. Basicamente você disse que se a mulher usa uma roupa curta, ela tá dando bobeira e tem mais chance de ser agredida porque afinal sabemos que os homens são naturalmente mais violentos, tem mais desejo e por isso devemos tomar cuidado.
      No fundo, quando você diz que a mulher tem que tomar cuidado, mesmo que você saiba que estupro é errado e não deveria acontecer, você está mais uma vez reforçando que bom, é muito mais fácil a mulher “se cuidar” do que os homens serem ensinados a respeitar.
      Quero ver algum estudo que prove que mulheres abusadas estavam realmente usando roupas “”"provocadoras”"” ou “”"dando mole”"”. Duvido muito. Isso tem MUITO mais a ver com a sensação de poder que o homem tem sobre QUALQUER mulher do que com a roupa/comportamento da mulher. E é isso que a Marcha tenta mostrar.

      • fabio May 29, 2012 at 01:36 - Reply

        Lívia, aí que eu discordo.. Lógico que os homens sao mais violentos, mais fortes fisicamente e tem desejos sexuais, digamos, mais externados facilmente! Negar isso é bobagem.. Tanto é assim que as mulheres se sentem constrangidas e até violentadas por isso.
        E realmente é errado desrespeitar a mulher por causa da roupa que ela veste.
        É lógico que não se pode estuprar, matar, roubar, etc., mas não é por isso que a gente deve sair por aí pelado e jogando dinheiro pro alto, só porque o certo seria não sermos estuprados nem roubados.
        As mulheres devem, sim, evitar ser estupradas, assim como eu evito ser assaltado todos os dias. Mas parece uma aberracão falar isso, porque PELA DISTINCÃO FÍSICA EVIDENTE QUE EXISTE ENTRE HOMENS E MULHERES as mulheres é que são estupradas, daí fazem parecer que se é a favor do estupro quando se diz isso.
        Mas quando eu mando meu filho de 6 anos, do sexo masculino, não sair por aí com estranhos, com a intencão de protegê-lo, entre outros, do estupro, ninguém fala nada.
        Claro que eu gostaria de não ter que mandar meu filho evitar de ser estuprado, mas eu não vou falar com ele pra sair por aí com estranhos à vontade e ir entrando na van deles só porque eles não deveriam estuprá-lo.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 03:30 -

          Eu não estou acreditando que você ainda está insistindo na questão do “natural”. Eu sou extremamente sexual e sou mulher.

        • fabio May 29, 2012 at 15:29 -

          Realmente, se bastasse uma excecao para desprovar a regra voce teria razao, mas logico que quando eu digo que os homens tem desejo sexual mais forte e exacerbado que as mulheres nao quero dizer que TODOS os homens tem desejo mais forte que TODAS as mulheres, mas apenas que em geral e assim.
          Da mesma forma eu sei muito bem que nao sao todos os homens que sao mais fortes fisicamente que todas as mulheres, mas o fato de que ha mulheres mais fortes que eu tampouco ‘desprova’ a regra.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 15:55 -

          Ainda nesse argumento pífio? Você veio de onde? 1950?

        • Mevia May 29, 2012 at 16:52 -

          Fabio,

          Você está falando duas coisas distintas. Uma não faz sentido, e a outra não é aplicável.

          a que não faz sentido: apelar pro “natural”, “homens estupram porque é natural”, etc. Como a Letícia já disse, estupro é questão de poder, é contruído; a pessoa não está seguindo um ímpeto sexual. Provas? Mulheres são estupradas até de burca. homens presos que estupram estupradores na cadeia, sabe? você acha que eles fazem porque têm tesão pelo cara? Não, é para demonstrar poder. Mesmo os pedófilos: eles aguardam o momento certo de “atacar”. Se fosse um instinto, atacariam na hora. (se podem esperar pelo “momento certo”, podem esperar pra sempre se quisessem). Estupradores sabem muito bem o que estão fazendo.

          O que é inaplicável é a sua comparação com roubo, com estupro de crianças, etc. Porque, nesses casos, você se prevenindo ou não, é difícil as pessoas dizerem que foi culpa SUA se alguma coisa acontecer. Ninguém vai te olhar torto e dizer “É, também, comprou o carro do ano, tava pedindo pra ser assaltado”, ou “Também, levou o filho no parque, o que estava esperando?” Culpar uma mulher por ter sido estuprada (seja por causa da roupa, das atitudes, etc) faz tanto sentido quanto engordar e colocar a culpa no bolo.

        • Livia May 29, 2012 at 22:57 -

          Fabio, sobre a sua certeza absoluta que agressividade, desejo etc são “naturais” ou “biológicos”, sugiro que dê uma pesquisada. Aconselho a leitura do artigo “El eterno feminino: hormonas, cérebro y diferencias sexuales” (1993), das pesquisadoras Amparo Gómez y Inmaculada Perdomo. E basta estudar um pouquinho de estudos de gênero pra saber que dificilmente existem características “naturais” que distinguem homens e mulheres – esse artigo mostra justamente o fracasso das pesquisas que tentam ligar os tipos de hormônio à violência ou passividade, por exemplo (ex: “homens são mais violentos pq têm o hormônio x…”). Enfim, espero que você possa dar uma olhada em alguns textos do tipo. Acho muito boa a discussão sobre esses assuntos, sempre podemos aprender algo e refletir. :)

        • fabio May 30, 2012 at 05:51 -

          Bom Mevia, concordo com voce (e acho que ninguem discorda) que a culpa do estupro ou outra violencia nao é da mulher, mas sim de quem a praticou. Porem, evitar comportamentos que ‘convidam’ à agressao é uma infeliz necessidade da mulher que nao quer ser assediada, do homem que nao quer ser roubado, etc. Por isso que nao vejo sentido em protestar pelo ‘direito’ de se vestir como for, porque seria o mesmo que protestar pelo ‘direito’ de se exibir por aí com o carro do ano sem tranca-lo.

          Agora, se a falta de roupa, de fato, nao influencia nas agressoes sofridas pelas mulheres, que é o que voce esta dizendo (nao é?), entao menos necessária ainda é uma marcha pra dizer que a mulher tem direito a usar o que quiser, ja que, por essa logica, a mulher atualmente ja seria livre para usar qualquer tipo de roupa, sem consequencias maleficas.

          Aí seria caso simplesmente de se buscar maior eficiencia da punicao de quem comete esses crimes, seja atraves da qualificacao da policia, mudanca da legislacao ou o que quer que se julgue necessario.

          Por isso que, pra mim, nos dois cenarios a marcha nao seria necessaria.

          Livia, acho que essa discussao sobre se os homens sao mais violentos que as mulheres fugiu um pouco do que eu estava querendo apontar, e talvez voce ate tenha razao, apesar de eu pensar que se pode, sim, ligar a violencia e a agressividade ao genero.

        • Letícia F. May 30, 2012 at 07:10 -

          Fabio, pelamordedeus. Vaza.

        • fabio May 30, 2012 at 16:23 -

          leticia, ja respeitei o fato que voce nao quer discutir comigo, me deixa conversar de boa com as meninas que me responderam.

        • Letícia F. May 30, 2012 at 16:35 -

          Aqui não é bate papo uol, não.

        • Mevia May 30, 2012 at 16:37 -

          Fabio,
          Você está chegando ao ponto.
          Mas a sua conclusão é (quase) errada.
          O problema é, apesar de não importar a roupa/atitude da mulher na hora de ser estuprada, esse é o pensamento geral das pessoas (inclusive das próprias mulheres que sofrem o abuso). Isso significa que, no geral, as pessoas (e as próprias vítimas) culpam a mulher pelo abuso.
          As consequências disso são: poucas mulheres denunciam o abuso e, quando denunciam, o estuprador pega uma pena muito pequena, quando pega. Veja o que a Letícia falou sobre a decisão do STF sobre as meninas de 12 anos que foram estupradas.
          Então, para que os criminosos sejam punidos como deveriam ser pelo Direito Penal, é necessário uma mudança na cabeça das pessoas, é necessário que entendam que, assim como o roubo, a culpa não é da vítima. A sua sugestão, que é ótima (fazer a Justiça valer), efetivamente só vai funcionar quando houver uma mudança de mentalidade da população e as mulheres denunciarem e os agressores forem punidos como devem. Então ao dizer “ei, queremos nos vestir como quisermos e não ser estupradas!”, elas estão também tentando mostrar que o estupro não deve ser visto como consequência lógica do que se veste.

        • Amanda May 31, 2012 at 03:11 -

          Eu queria entender da onde tiram certos comentários como “o homem tem mais desejo que a mulher”. Você fez uma pesquisa? Você leu em alguma pesquisa? Você está falando isso baseado em que? Como você sabe que seu desejo é maior do que do outro? Ou melhor, como você sabe que o desejo de um gênero todo é maior (em quantidade? em qualidade?) que o desejo de todo o outro gênero? As pessoas, sejam homens ou mulheres, individualmente, tem cada um seu desejo. Então não rola dizer que o desejo é natural, imutável, biológico, incontrolável, masculino. Também não confundir desejo sexual com estupro, agressão, violência. Definitivamente, não é a mesma coisa.

  14. Carol May 28, 2012 at 00:33 - Reply

    Oi Letícia! Só pra avisar que hoje rolou a Marcha aqui em Porto Alegre também. Eu mandei as fotos que fiz pelo Facebook Cem homens, por mensagem. Espero que goste. Beijão!

  15. Guilherme May 28, 2012 at 03:36 - Reply

    Acho que precisava crucificar uma “vadia” na marcha só pra ter ainda mais grupo puritano em polvorosa.

  16. F. May 28, 2012 at 14:51 - Reply

    Feministas, a meu ver, costumam ser pessoas muito belicosas e truculentas. Talvez, quando se faz parte de um movimento que reinvindica direitos para determinadas minorias ou classes, a truculência seja um trunfo; talvez, ideologias desse porte, ao ver de seus defensores, precisem ser defendidas com unhas e dentes. Mas, acho que o caráter estridente de certas colocações apenas afasta pessoas que não orbitam diretamente ao redor desse universo – mas que, com o tempo, poderiam vir a se interessar por ele. Não entendo porque todos que discordam de seus pressupostos são, imediatamente, taxados como “misóginos” e “machistas”. Eu, por exemplo, sou 100% favorável à idéia de que mulheres devem ser livres pra fazer o que quiserem com suas vidas e seus corpos, mas não concordo com partes desse discurso “pró-vadia”. Não acho que o “patriarcado” seja o único responsável pela segregação entre os sexos, não compro a ficção teórica que culturaliza as relações humanas como um todo, que moraliza a natureza e vilaniza os homens, responsabilizando-os pelo sofrimento feminino. Isso faz de mim um machista? Isso me torna um misógino?

    • Letícia F. May 28, 2012 at 15:59 - Reply

      Se não é o patriarcado que faz a segregação, quem faz?

      • Guilherme May 28, 2012 at 16:30 - Reply

        As mulheres que aceitam o patriarcado é que fazem a segregação.
        A mulher aceita o patriarcado no momento que escolhe se expor para os outros homens, pois esse é o desejo machista da sociedade, e do capital, ao explorar a beleza da mulher, e aproveitar o desejo machista do homem.
        Realmente não entendo como as mulheres querem ir contra tudo o que deveriam reivindicar.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 16:31 -

          Desculpa, seu comentário não faz sentido. Você pode explicar melhor?

        • Guilherme May 28, 2012 at 16:39 -

          Se você é contra o patriarcalismo, simplesmente não o aceite e pronto.
          A mulher se sujeita às vontades misoginas dos homens (pouca roupa, ser fácil) e depois não querem ser repudiadas por isso.
          Se não quer ser tratada como uma vadia, não seja uma.
          A reivindicação da marcha é: quero ser vadia, e ninguem pode dizer que sou.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 16:43 -

          Guilherme, acho que você já foi longe demais.

        • Maiara May 28, 2012 at 17:00 -

          Letícia, achei o máximo este Guilherme. Começou com um discurdo todo pomposo e respeitoso. Até cheguei a pensar que pudesse acrescentar alguma coisa. Mas no fim, mostrou que pensa igual a todos e mostrou, inclusive, que não entendeu bulhufas sobre o que se trata a marcha.

        • Carolina Cruz May 28, 2012 at 18:34 -

          Ah, tá! A mulher não deve se sujeitar à vontade de outros homens, mas deve se sujeitar à sua! Agora eu entendi! Queridão, é o seguinte: a reivindicação das feministas é justamente não ter que se sujeitar à vontade de ninguém. O tipo de homem que vc é não é menos prejudicial do que os homens que vc critica. Vamos pegar um exemplo. Uma mulher que faz sexo com um cara só porque ele quer está se sujeitando ao patriarcado. Imagino que neste ponto vc concorde comigo. Porém, perceba: uma mulher que não faz sexo com um cara, apesar de querer fazer, simplesmente para “preservar sua reputação”, também está se sujeitando ao patriarcado. Ainda não está claro? A mulher que usa roupa curta porque acha que seus atributos físicos é tudo o que ela tem de interessante está se sujeitando ao patriarco. Porém, a mulher que não usa roupa curta porque os homens pensarão mal dela também está se sujeitando ao patriarcado! Entenda: a mulher é livre. Suas escolhas devem ser pautadas nas suas próprias vontades. Até porque, ainda que as mulheres fizessem de tudo para se adequar ao que vc, Guilherme, acha certo, ainda haveria algum outro homem que discorda dos seus critérios e que as chamariam de vadia. Esse é o motivo do nome da marcha. Tem sempre alguém recriminando o comportamento feminino, seja ele qual for. Sempre vai ter algum cara dizendo que a menina deu pra ele de primeira, então é puta. E vai ter outro dizendo que a menina só quis beijar a noite toda (ou seja, “ficou provocando”), mas na hora do vamos ver, pulou fora, que vagabunda!

        • Guilherme May 28, 2012 at 18:18 -

          Me diga então o que as mulheres estão fazendo contra o patriarcalismo, continuando a sair com homem galinha, mostrando a bunda na tv, usando do sexo e da beleza pra conseguir chances no mercado de trabalho.
          A mulher sabe muito bem no que está se metendo quando sai com homem canalha. Depois fica toda revoltada e quer fazer marcha. Me perdoe, mas isso é recalque.

        • Letícia F. May 28, 2012 at 18:33 -

          Hahhaahhahaha e você MORANDO aqui no site é o q?

        • Guilherme May 28, 2012 at 19:16 -

          Estou tentando discutir uma questão importante com pessoas inteligentes, e tentando entender algo do outro ponto de vista.
          Me desculpe Leticia, isso não é uma competição.
          Ao contrário dos teus posts, gostei muito do post da Carolina Cruz.
          Realmente me deu uma outra perspectiva. =]
          Mas também me parece que a mulher tá sendo “perseguida”, na tua opinião, que há uma conspiração para reprovar absolutamente TUDO que ela faça, quando não é verdade: sempre vamos estar bem aos olhos de um e mal aos olhos de outro. Resta a você escolher o seu publico, gregos ou troianos, pq certamente você NUNCA vai conseguir aborrecer TODO MUNDO.
          A mulher vem tomando seu espaço desde as primeiras queimas de sutiãs em 68, e mesmo muito antes, mas isso é um processo, não vai mudar de uma hora pra outra com um protesto.
          Concordo que se nada for feito também não vai mudar nada. Mas ratifico, que este protesto foi, embora chocante, o menos esclarecido de todos… :/

        • Letícia F. May 28, 2012 at 19:23 -

          Ou você é que é o menos esclarecido de todos?

    • Pietr May 30, 2012 at 04:37 - Reply

      A questão não é a sensualidade ou vaidade da mulher. A questão é objetificar essa sensualidade. Lógico que há muitas mulheres que se sujeitam a isso, a objetificar seus corpos. Uma mulher que leva vantagem por sua sensualidade ou que expõe seu corpo como um pedaço de carne em programas dominicais também é machista. A luta não é contra o homem em si, mas contra o pensamento patriarcal, que engloba homens e mulheres. Alguém ai falou que o homem tem um desejo sexual mais latente do que a mulher. Isso é moralmente construído, pela sociedade patriarcal. Acho que a marcha serve também para desmistificar esse pensamento, que levado ao extremo acaba em violência. Parece que tem uma galera ai confundindo desejo sexual com violência sexual. Po, é tanta coisa, não achei que ia ler esse bocado de absurdos aqui. Mas é importante o debate estar aberto. Se não fosse o nome chocante da marcha ou os peitos tão ofensivamente descobertos não teria discussão nenhuma. Toda força às vadias, pelo fim da misoginia!

      • Pietr May 30, 2012 at 04:40 - Reply

        opa, foi mal, não era pra ter saído em resposta ao comentário, mas ta valendo

    • tuia May 30, 2012 at 20:20 - Reply

      Em primeiro lugar, as mulheres não escolhem sua roupa “para os homens”.Em segundo lugar, você diz que se uma mulher é sacaneada por um “galinha” a culpa é dela por ter se envolvido com ele, e não dele de ser um babaca. PORQUE DIABOS UMA MULHER PRECISARIA VESTIR A ROUPA “CERTA” OU ESCOLHER O HOMEM “CERTO” PARA SER RESPEITADA? QUEM DECIDE O CERTO OU ERRADO É A PRÓPRIA MULHER, NÃO VOCÊ, SEU BABACA.

  17. Tahiana May 28, 2012 at 16:29 - Reply

    Muito bom o seu texto! Assim como suas respostas aos comentários machistas! Falou tudo o que eu pensava. Parabéns e um beijo

  18. Orlando May 28, 2012 at 17:49 - Reply

    Todo o poder às vadias

  19. Rachel Roana de Oliveira e Lima May 28, 2012 at 17:50 - Reply

    Fantástico! Queria que pelos menos a maioria parasse pra ler… e pra entender, antes de falar tanta asneira.

    Ainda estamos longe da igualdade dos sexos.

  20. Danyc May 28, 2012 at 18:09 - Reply

    Putz, entrei numa mega discurssão sobre a marcha hoje. E sabe o que me deixa mais triste? Mulheres machistas. Meu Deus, até quando. Olha o nível do comentário feito por uma mulher: “Cada um tem direito a sua opinião…não acho que quem se veste vulgarmente deva ser atacada, mas tem que arcar com as consequências de ser provocada por homens sem educação. Se vestiu esse tipo de roupa é porque quer chamar a atenção. Então aguenta…É por essas e outras que o Brasil é conhecido lá fora como o país da vulgaridade e prostituição. Precisamos mudar essa imagem.. as mulheres saem daqui para trabalhar lá fora e são confudidas com prostitutas. Basta conversar com quem já morou em outros países.”

    Comentário pobre, triste e patético.

    • Aline May 28, 2012 at 20:03 - Reply

      Mulheres machistas realmente doem. E elas lembram que se usam biquininho hoje em dia, é pq teve uma vadia que ousou primeiro… e se colocam fotos e mais fotos bem maternais com barrigão de 9 meses no facebook, é por causa (de novo) das vadias de antigamente…

  21. Mariana May 28, 2012 at 18:17 - Reply

    Letícia, parabéns pelo texto!
    Divulguei a Marcha aqui de São Paulo, mas, infelizmente, não pude comparecer. Vi inúmeros amigos condenando a atitude, inclusive comentários do tipo: “tem gente q deveria participar” como uma coisa pejorativa de “a vagabunda q tá com o meu ex devia estar lá”. Fico triste em ver muitas e muitas mulheres julgarem as outras pelo modo de vestir, de agir de dispor de seu próprio corpo…
    Sou uma pessoa absolutamente livre pra fazer do meu corpo o q bem entender e muitas vezes sou vista como a “gorda q dá pra todo mundo pq se não ninguém vai querer” (o q é um paradoxo, não acha??), quando, na verdade, o q tive foi uma EDUCAÇÃO SEXUAL LIVRE, vinda dos meus próprios pais! E q estou passando para meus 2 filhos homens.
    O respeito ao outro deve ser independente de gênero. E quem usa o tal argumento da vestimenta e da aparência para justificar um estupro, q junte as mulheres estupradas e trace um perfil! Não são as peitudas/loiras/olhos azuis/shortinho micro/bustiê q são atacadas!
    Informação é a base de todo respeito! Que venham todas as outras marchas de todas as vadias! E q, um dia, não mais sejam necessárias…

  22. JuDolores May 28, 2012 at 18:29 - Reply

    Adorei o texto… ajuda muito pra quem quer entender… Eita!

    Tem que querer, né?

    Falo por mim, que recentemente comecei a prestar mais atenção no além da minha nada mole vida.

    Eu estava lá, na Marcha das Vadias de Recife e achei tudo muito bacana e positivo… mas falta muito e foi nessa hora que eu vi que, por mais que faça sofrer, por mais difícil que seja sair da bolha, eu preciso ficar fora. Eu tenho que fazer a minha parte porque ainda somos minoria e de um em um chegaremos lá!

    Fazendo um post bacana feito esse ou conversando com as pessoas de um em um, não se deixando abater…

    Simbora galera… a estrada é longa, mas ao menos o caminho não está deserto!

    Só em Recife tinha mais de mil pessoas /

    http://judolores.tumblr.com/post/23934068426/marchadasvadiasrecife-estavamos-la-marchando-por

  23. Ana May 28, 2012 at 19:00 - Reply

    Oi Letícia,

    Estou morando em Munique há alguns meses e estou tendo uma experiência muito interessante. Agora no verão, todo mundo vai tomar banho de sol na beira do rio e é muito comum ver pessoas nuas (tanto homens como mulheres), ou de topless no meio de pessoas vestidas e famílias com crianças e tal.. É super normal, ninguém se importa e aliás, as crianças pequenas estão sempre nuas.

    Imagina como foi para mim, tirar a parte de cima do biquíni pela primeira vez. Fiquei nervosa, achei que todo mundo ia me olhar, ou alguém ia fazer piada e tal. Mas nada disso, ninguém nem deu bola e foi muito libertador.

    O problema do brasileiro (os machistas) é encarar a nudez como algo exclusivamente sexual. Eles reclamam das mulheres que tiram a blusa na passeata, mas nunca vi um homem reclamar das mulheres que desfilam praticamente nuas nas escolas de samba.

    Acho que tá na hora de desmistificar a nudez. Acredito que quando conseguirmos ver nossos corpos com mais naturalidade (tanto homens como mulheres), vamos chegar ao nível de respeito que todos nós, como seres humanos, merecemos.

  24. Tassiana May 28, 2012 at 19:10 - Reply

    Homem opinando contra a marcha das vadias tá fazendo o que em prol das vítimas de abuso e discriminação de gênero? Por que muitos que eu vi comentarem se acham os intelectuais, defensores dos “frascos e comprimidos” e mimimi…
    Outro absurdo é MULHERES ficarem impressionadas com as MULHERES com os seios a mostra. oioioioioioi??!?!?!?!

  25. Bruno S May 28, 2012 at 20:53 - Reply

    Ótimo post.
    Não fui à Marcha porque não estava no Rio.

    Quem diz não ter entendido o significado da Marcha depois de te ler não o faz porque é burro. Não entendem porque tem lado nesse debate. E com certeza não é o lado das mulheres.

  26. Guilherme (outro) May 28, 2012 at 21:11 - Reply

    Concordo plenamente com a Marcha das Vadias per se, desde os seus objetivos até a forma de alcançá-los (protesto, teatralidade, naming, shaming…).
    Todavia, acho que ninguém deveria acatar acriticamente todas as interpretações a seu respeito, Alguns argumentos (e entendimentos) simplesmente desvirtuam a ideia e fazem com que ela perca força. Um exemplo é o do gesto emblemático dos “seios à mostra”.
    Como protesto, acredito que seja totalmente válido. Primeiro porque, pela situação de “anormalidade”, (não importam AQUI os motivos- séculos de opressão, etc.- vocês já sabem), isso causa comoção nos agentes exógenos, choca. Segundo porque, após o choque inicial, o gesto assume o papel de uma das melhores formas de se refletir sobre o tema (i.e.,a reivindicação das mulheres de mostrar seu corpo, sem sofrer represálias, da mesma forma que os homens).

    Contudo, quando passamos para o plano dos discursos, alguns agentes (geralmente engajados no movimento) passam a sobrecarregar criticamente o tema e a intitular como “de todos” um discurso que na verdade é apenas deste grupo (ou só dela/dele). O caso da violência (sim, concordo!) gerada pela desigualdade no ato de “andar sem camisa” é uma delas. Isso é uma demanda periférica ao SlutWalk e, francamente, muito menos decisiva.

    Peitos femininos foram definidos como diferentes de masculinos há muito tempo. (Para mim), homens que andam sem camisa em ambientes inapropriados são mal-educados. Homens que andam sem-camisa na praia são legitimadores (ainda que incautos) desta divisão (o fato de uma chupada de peito em vocês representar muito mais do que uma na gente também, diga-se de passagem). Esta deve ter sido definida por um conselho de anciões que provavelmente apedrejou 3 ou 4 mulheres antes de acatar essa proposta.

    Assim, concordo que tal clivagem seja fruto de um contexto completamente diferente do atual (e, diga-se de passagem, pior que este).No entanto, essa divisão (que está atrelada á questão mais premente da inferioridade feminina) foi (e vem sendo) legitimada ao longo de incontáveis anos pelos mais diferentes meios. Por isso que é meio sem noção indignar-se por tal questão agora. A cabeça da sociedade precisa ser mudada, e isso será feito paulatinamente, com ações de exaltação da feminilidade e, aos poucos, da sexualidade.

    O que me leva à minha segunda (verdadeira) crítica, mais geral: o modo que um número expressivo de mulheres, de todas as “origens (das não-engajadas às fems de “carteirinha” estariam interpretando o movimento original da SlutWalk. Como já escrevi demais, vou deixar a minha resposta, sem nenhuma argumentação (portanto, nenhuma “defesa”) para quem quiser bater à vontade.

    Na minha opinião grande parte a vê (inclusive, porventura, algumas de vocês), como uma casca vazia, uma tabula rasa, na qual ela pode externar suas “grievances” (falta de palavra melhor, não é “mágoas”, como dirá o tradutor), retirando ou acrescentando itens da “agenda” do movimento, da forma que a convir. Ideias periféricas, derivadas de seu juízo de valor sobre o movimento, e não do corpo de proposições inicialmente relatadas por aquelas jovens canadenses.
    Dessa forma, seus core-values são subvertidos e o movimento, inchado por tantas opiniões tão diferentes da proposta original perde seu sentido. O que eu critico aqui não é, cuidado, a vontade desse grupo de “avançar” o debate. Mas sim o fato de que, para elas, avançar pode ser posto somente em termos de “sua direção” (ou de seus grupos). Independência é legal. Mas tem de se lembrar que a inspiração de todas é uma só.
    Essa falta de diálogo ocorre tanto entre participantes (não-hardcore) quanto entre SlutWalks (na há apenas diversos no tempo e espaço, mas também em aspirações veladas- vocês sabem!). Ela faz com que, em vez de condensar múltiplas voz em uma, o movimento acabe deixando passar várias delas, emitindo várias opiniões. Isso, reiterando, o enfraquece, deixando interpretações paralelas serem legitimadas sob sua égide. Uma coisa ruim, para quem não sacou ainda, já que ” diversidade dentro da sua manifestação é ótimo, mas coesão fora dela é melhor ainda”.

    • Letícia F. May 28, 2012 at 23:22 - Reply

      Guilherme, o grupo é absolutamente heterogêneo. E, portanto, há diversas correntes dentro dele. É normal haver discordâncias. Eu discordo quando você diz que isso enfraquece o movimento. O que eu vi foram centenas de pessoas lutando por um objetivo comum: o reconhecimento da mulher como dona do próprio corpo. Mesmo que essas mesmas pessoas desejem usar seus corpos de maneiras diferentes.

    • Hélio May 29, 2012 at 01:01 - Reply

      Essa crítica do Guilherme (outro) eu também acho pertinente, e talvez tenha sido o motivo deu ter tido certa dificuldade para entender exatamente o que estava sendo manifestado ali. Apesar de saber que, historicamente, no ocidente, as mulheres sempre foram inferiorizadas. Mas, o que era agora? O direito de ser vadia? Como assim? Ser vadia é bom? Isso que eu não tinha entendido bem, mas já entendi melhor agora. Talvez pelo fato de ser um tema muito amplo mesmo, que é o tratamento da mulher pelo homem e suas formas de desrespeito e domínio. Confesso que não tenho nenhuma ideia melhor (hehe), porque é um tema muito difícil mesmo. Mas creio que seja algo que os que levam esse movimento adiante tenham que refletir para melhorar os seus resultados na luta pelos direitos humanos, direcionado especialmente para as relação homem-mulher/mulher-homem.

      • Carolina Cruz May 29, 2012 at 19:14 - Reply

        Hélio, o nome da marcha, como vc já sabe, é proveniente da situação que ocorreu no Canadá. O que acontece é que, não importa como uma mulher se comporte, alguém sempre a chamará de vadia (ou puta, vagabunda, etc.). Para ser chamada de vadia, basta ser mulher. Se vc for livre, então, aí é vadia mesmo. E não estou falando só de liberdade sexual aqui. Toda mulher que age de forma independente do que espera a sociedade é recriminada. A mulher que não quer ter filhos é recriminada. A mulher que trabalha demais e deixa os filhos com outras pessoas é recriminada. A mulher que opta, de comum acordo com o parceiro, por deixar de trabalhar e cuidar dos filhos é recriminada. E isso não é mania de perseguição, como sugeriu o Guilherme (o primeiro, não o “outro”).

        Então, eu penso que toda mulher que reivindica sua liberdade está sujeita ao rótulo de vadia. Por isso a marcha é das vadias. A marcha é de todas as mulheres que não querem se sujeitar ao patriarcado, seja na esfera que for, não só na sexual. Cada mulher que estava na marcha pode ter um foco diferente, mas todas querem ser livres em paz. Porém, apesar de existirem vários propósitos, acho importante falar do sexual agora, porque vc perguntou “como assim? ser vadia é bom?”. Pode ser. O que há de errado em querer liberdade sexual, seja mulher ou homem? Qual é o problema em reivindicar isso? Você pode ser conservador e recriminar, mas as pessoas têm o direito de levar a vida que escolherem em paz. E mesmo que a escolha seja a variedade de parceiro, ou até a prostituição, sua recriminação não deixa de ser pessoal. Ela não é absoluta. Ela não te confere liberdades em relação à pessoa. Você pode pensar que a mulher não presta (se vc for superficial, claro), mas não pode agir em cima disso. Não pode mexer, não pode xingar, não pode ofender, não pode encostar, a não ser que te deem permissão.

  27. Panda May 28, 2012 at 21:44 - Reply

    Sou super a fabor, inclusive, na proxima vou para poder ver peitinhos ao vivo! * -*

    • Letícia F. May 28, 2012 at 23:06 - Reply

      Você precisa de uma Marcha pra isso? Que loser.

  28. Hélio May 28, 2012 at 22:35 - Reply

    Eu li tudo desse post, inclusive todos os comentários. Minhas amigas, parece que, para leigos, como eu, entender o movimento não é tão simples quanto parece (o nome irônico talvez também não facilite). Então, deixe-me ver se entendi o que está sendo reivindicado. São basicamente estas duas coisas?

    Hélio, minhas respostas estão em negrito e dentro do seu próprio comentário para facilitar o entendimento. O “nome irônico” não é à toa. É preciso esvaziar o conceito de “vadia”. Ele diz respeito diretamente à vida sexual/comportamento da mulher, enquanto não há correlato para o sexo masculino. Ele também é utilizado porque, como disse no texto, um policial canadense aconselhou as mulheres a não se vestirem como sluts (vadias/piranhas) para evitar o estupro.

    -Usar a roupa que quiser;

    Também, mas não só.

    -Fazer sexo com quem e quando quiser;

    Também, mas não só.

    Vocês estão sofrendo agressões, físicas ou verbais, por causa dessas escolhas ou é apenas a questão da má fama que essas escolhas têm na sociedade atual? É uma pergunta sincera, pois sou homem e não vivo o mesmo ambiente que vocês. Então, realmente tenho essa dúvida.

    Sim, toda mulher sofre agressões pela roupa que veste. Se estamos de saia curta, blusa decotada ou calça justa, o homem acha que pode nos importunar de maneira extremamente agressiva, ainda que na maior parte dos casos “apenas” verbalmente.

    Se tiverem sofrendo agressões, a lei já as ampara. Todos são iguais perante a lei, e qualquer forma de agressão é crime.

    Desculpe, mas você acreditar nisso é ingênuo. Bem ingênuo.

    Então, se for esse o caso, a luta deveria ser por maior e melhor policiamento e punição (atuação do Judiciário de uma forma geral) e melhor educação de uma forma geral (algo que todos nós queremos, obviamente).

    A Marcha e o movimento feminista como um todo (pessoas que vão à Marcha normalmente escrevem sobre o assunto, participam de debates, denunciam crimes) têm essa função educativa.

    Por isso, a roupa escolhida não tem nada a ver com o estupro. Porém, duvido que algum juiz já tenha amenizado a pena de algum estuprador por que considerou que a mulher o provocou com suas vestimentas.

    O STJ recentemente considerou que não houve estupro de duas menores (com 12 anos à época do crime) porque elas seriam prostitutas. Lembro que o estupro é presumido se a vítima tem menos de 14 anos. Logo, em razão da ~postura sexual~ das garotas, o acusado foi absolvido. Também não podemos deixar de lado a ideia da culpabilização da vítima, que muitas vezes ela mesma faz. A mulher é estuprada por alguém conhecido/numa rua deserta/porque estava bêbada e acha que a culpa foi dela. Afinal, ela não deveria ter deixado aquele alguém conhecido entrar na casa dela, não deveria andar numa rua deserta ou não deveria ter bebido. Raramente esses casos são denunciados.

    O caso do policial canadense pareceu extremamente atípico no mundo jurídico ocidental, tanto é que causou gigantesca repercussão. Então, se for esse o caso, o que é preciso é lutar pelo cumprimento da lei. Algo que todo cidadão bem intencionado deseja.

    Como mencionei acima, o problema não é só do policial canadense. É só dar uma olhada em blogs machistas ou postagens no Facebook. “Ela facilitou” é a razão de tudo (contém ironia). E você não acha também que aconteceriam Marchas em vários lugares do mundo, durante dois anos, em razão de apenas UMA declaração do tipo, né? Lutamos porque essas agressões fazem parte do nosso cotidiano.

    Por outro lado, se o problema for apenas má fama, não há o que fazer. Cada um tem o direito de pensar e gostar do que quiser. Alguém, por exemplo, pode não gostar de mulheres que usam suéter de lã, e outros daquelas que usam minissaias. Claro que o gostar ou não gostar não quer dizer maltratar ou desrespeitar quem você não gosta. Uma pessoa civilizada apenas evita contato com quem não gosta, e isso basta. É a chamada tolerância.

    Você REALMENTE acredita que o mundo é assim? Que as pessoas são tolerantes? Que uma minissaia não incomoda? Que um beijo gay não incomoda? De onde surgem as agressões verbais e as lâmpadas estouradas no rosto em plena Avenida Paulista?

    Eu não gosto de algo, mas tolero. Então, pensando assim, creio que reivindicar que todos gostem de tal tipo de vestimenta e comportamento sexual é algo ilógico. Se o não gostar de algo partir pra intolerância, obviamente está errado. Mas, isso já é crime, ou seja, a sociedade já condena tal comportamento.

    Não é bem verdade. Eu não vou a uma delegacia denunciar um homem que fez comentários sobre a forma como eu chupo um picolé. Não, misoginia não é crime. Ainda. Mas isso há de mudar.

    Desse modo, pouco importa o que a maioria pensa de você, se a Lei (o Estado, de forma mais ampla) te protege. Claro que o Estado, ainda mais no Brasil, está longe de ser bom. Mas, se for esse o caso, lutar por um Estado melhor é bem mais objetivo, claro e eficiente. Então, não tenho muita informação, mas se há alguma lei que impeça as suas escolhas de roupas e comportamento sexual (como há\havia para o casamento homoafetivo, e por isso justifica-se as manifestações populares), então deve-se mesmo lutar para usar por isso.

    É exatamente pelo quê a Marcha luta!

    Porém, se a questão for apenas de má fama atual de tais escolhas, não há o que lutar, pois o direito de alguém de gostar ou não gostar, de qualquer coisa, também deve ser preservado, ou seja, não há como lutar para obrigar que todos gostem e concordem com suas roupas ou comportamento sexual.

    Eu definitivamente não penso do mesmo jeito que você em relação a isso. Mas digamos que eu seja “ok” com alguém não gostar de um determinado comportamento. Ela pode xingar? Tratar mal? Gritar do carro em movimento? Julgar?

    Existem muitas pessoas que não gostam do comportamento sexual de homens que são galinha. Concordo que há ainda mais pessoas que não gostam das mulheres que são galinha. Mas, isso é questão de gosto, se você acha que a pressão social te impede de fazer algo que você gosta, o problema é muito mais pessoal do que social.

    Não é uma questão de gosto, é uma questão cultural. Você vê mais mulheres sendo julgadas pela vida sexual ou mais homens? O que significa vadia? E vadio? E vaca? Acho que a “moral sexual” é uma ideia retrógrada e imbecil, mas os efeitos são muitíssimo mais nefastos na vida da mulher que na do homem.

    Se a Lei te ampara, então faze o que tu quiseres. Se não, lute por tal lei. Se a lei não é bem cumprida, lute pelo cumprimento. Se é só uma questão de gosto popular, viva a sua vida em paz, e deixe que os outros pensem o que quiserem. Se os outros estão te prejudicando, pelo aquilo que você pensa ou faz, lute pelo cumprimento da nossa Constituição, que já garante que ninguém será discriminado por qualquer coisa, sim, qualquer coisa mesmo.

    E eis o que a Marcha e nós, feministas, fazemos. E uma manifestação popular serve para trazer à tona esses questionamentos e que repensemos nossas atitudes.

    • Hélio May 29, 2012 at 00:49 - Reply

      Muito obrigado pelas respostas. Agora entendo melhor o movimento. É mais uma luta por tolerância, aplicada especialmente ao tratamento que uma boa parte dos homens têm com as mulheres. Certíssimo. Ainda há muito desrespeito mesmo, como há de uma forma geral na humanidade. Felizmente as ideias também mudam, cedo ou tarde. Eu poderia resumir a ideia do movimento como “por um mundo com menos babacas” hehehe. Creio que seja basicamente isso, aqueles caras que não respeitam as mulheres e as veem como objeto, que são legitimados quando tentam culpar as mulheres por suas babaquices, como “quem mandou ela usar aquele shortinho” ou “dançar daquele jeito” ou “fiquei sabendo que ela já deu pra vários, então não preciso respeitá-la também” e, pegando bem a ideia do movimento, “quem mandou ela ser vadia” e outras frases assim que realmente são frequentes no mundo masculino. É uma especificação na luta pelos direitos humanos, ou seja, pelo direito que todo mundo tem de ser respeitado, simplesmente porque é um humano. Bacana, vamo em frente. Mas, confesso que algumas frases não deixam isso muito claro, como “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Essa frase parece muito mais separatista do que uma luta por direitos humanos. Enfim, não sou nenhum especialista, é só um adendo. Segue a luta.

      • Letícia F. May 29, 2012 at 03:36 - Reply

        O “mexeu com uma, mexeu com todas” quer dizer que a atitude machista perpetrada contra UMA única mulher é sintoma do que aquela mesma pessoa machista faz com TODAS as outras mulheres. Entendeu?

      • Carolina Cruz May 29, 2012 at 18:53 - Reply

        Hélio, eu acho engraçado que justamente a frase “mexeu com uma, mexeu com todas” te incomode. É muito estranho que vc considere justamente essa frase separatista, quando ela é claramente uma frase de união. Mas juntando essa sua percepção com o que vc disse sobre resumir o movimento em “por um mundo com menos babaca”, fica claro que vc acha que o foco do movimento são os homens. O foco não é esse. O movimento não é uma briga contra os homens. Sim, gostaríamos que não existissem babacas, mas o foco é a mulher. Acho que isso, mesmo que de forma subconsciente e indireta, é uma das coisas que incomoda tanto os machistas em relação a essa marcha. O foco é a mulher. Estamos falando de machismo, mas o foco é a mulher, e não o homem. E, sim, os direitos das mulheres são direitos humanos, mas estamos falando de uma classe específica, então não há problema algum em declarar a união dessa classe (como na frase que vc questionou). É claro que homens são bem-vindos, assim como heterossexuais são bem-vindos na luta pelos direitos LGBTTTs, e brancos são bem-vindos na luta pelos direitos dos negros, mas a frase ressalta que essa classe específica (de mulheres) está unida para reivindicar respeito.

        • Letícia F. May 29, 2012 at 18:55 -

          Carol, acho que você tem que colaborar pro site!

      • Bianca May 30, 2012 at 01:41 - Reply

        Adorei o desfecho do Hélio! Muito bacana as perguntas sinceras e as respostas esclarecedoras. E a mudança de ângulo de visão me fez sorrir. Não deve mesmo ser fácil entender para quem não vive o machismo no dia-a-dia. Sobretudo, o resumo “por um mundo com menos babacas” me levou ao êxtase! É isso mesmo. Não se trata de um movimento contra homens ou a favor das mulheres. É a favor da convivência respeitosa com as diversas escolhas individuais. Isso é ser humano, isso é ser civil. Quanto à forma, cada um encontra a sua e a gente segue respeitando. Parabéns ao post e ao movimento.

  29. fabio May 28, 2012 at 23:58 - Reply

    so mais uma dica pro layout do site, as respostas estao indo cada vez mais pra direita, de modo que na terceira ou quarta respostas a um mesmo comentario ja fica impraticavel ler os textos

    • Letícia F. May 29, 2012 at 00:05 - Reply

      Eu já sei. Ainda não sei como resolver.

  30. Gabriela Galvão May 28, 2012 at 23:59 - Reply

    Essa ‘qer respeito, se respeite antes’ é das maiores pilantragens qe há.

    Todos nos devemos respeito mútuo, cara pálida.

    A menos qe eu vá e te desrespeite, vc me deve respeito, por incrível qe te pareça.

    (Bobíssima de ver como ñ entendem algo tão rudimentar!)

    Beijos, Letícia.

  31. Victor Cunha May 29, 2012 at 00:41 - Reply

    Excelente post, excelente site! Não o conhecia ainda, mas já o adicionei aos favoritos!
    Acho realmente dignos de PENA esses comentários e argumentos fracos e vazios dos machistas que ficam de plantão no site. E o pessoal aqui mandou muito bem respondendo! ^^
    Aliás, a Marcha de Floripa foi incrível e sem praticamente nenhum problema, a polícia inclusive cooperou 100% conosco. Qualquer coisa, aqui temos as fotos:
    https://picasaweb.google.com/105332032829731289432/EstavaEscritoMarchaDasVadiasFlorianopolis2012

    Valeu, beijos para tod@s!

  32. Luiz Santos May 29, 2012 at 00:59 - Reply

    Olá Letícia,
    Falando sinceramente, não sou contra, nem a favor da Marcha das Vadias. Simplesmente acho que há coisas mais importantes para fazermos manifestações.
    1- Acho a marcha pouco efetiva, sair por ai protestando sem mudar de atitude não resolverá nada.
    2- Acho sim que deveriam ter um pouquinho mais de cuidado com o português, não que eu seja o Mr Perfeito, mas da má impressão ao resto dos manifestantes. Olham para um cartaz mal escrito, e logo associam a manifestação a pessoas de pouca instrução que não sabe o que está falando.

    Na minha opinião, há maneiras muito mais efetivas de conseguir vosso objetivo, e passa, pela mudança de atitude das mulheres. As coisas só mudam quando muda a atitude.
    Há que se educar melhor os filhos e filhas, para que aprendam a ser respeitar.

    Hoje nas sociedades mais igualitárias, você pode notar uma mudança significativa na postura e educação, tanto dos homens quanto das mulheres.
    Elas não aceitam que o cara pague a conta sozinho, são mais independentes e fazem questão de demonstrar isso, tão pouco se fudendo se o cara tem um carrão do ano, não trepam com cantores de funk que cantam músicas denegrindo a mulher.
    Elas não falam “menstruei, agora que sou mocinha pudemos fazer amor”, como vi num twitter que uma (desculpa) retardada para o Luan Santana (afff).
    Não dão a mínima chance para carinhas machistas (a buceta tem muito mais poder do que vcs imaginam, experimente parar de dar pra cara babaca e num instante ele amacia).
    Lá não há mulher melancia, moranguinho, cajuzinho, gaiola das popuzudas e o diabo a quatro.

    Quero mais do que voces que acabe o machismo, assim como o racismos e todos os “ismos” nocivos a nossa sociedade. Porque minha mãe foi vítima de um ex-marido machista.

    Mas acho que a mudança está na educação e na mudança de atitudes.
    Das mães dessa geração de homens parar de passar a mão na cabeça de filho machista e de mães ensinar para suas filhas que cantor de funk que denigre a imagem da mulher não merecem atenção.

    Como diz um cartaz que li faz pouco tempo: Esse país só vai pra frente quando educação for mais importante que bunda, cerveja e futebol.

    Quero mais do que vocês que acabe o machismo, assim como o racismo e todos os “ismos” nocivos a nossa sociedade. Porque minha mãe foi vítima de um ex-marido machista.

    Mas acho que a mudança está na educação e na mudança de atitude.
    Das mães e pais dessa geração de homens parar de passar a mão na cabeça de filho machista e também, ensinar para suas filhas que cantor de funk que denigre a imagem da mulher, babaca que sai com o carro na maior altura e idiotas empinando moto, não merecem atenção.

    Como diz um cartaz que li faz pouco tempo: Esse país só vai pra frente quando educação for mais importante que bunda, cerveja e futebol.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 03:33 - Reply

      Sabe o que é curiosamente trágico? Todos os exemplos que você deu são de… machismo!

    • Luci May 29, 2012 at 12:28 - Reply

      Exatamente, Luis. Nas sociedades mais igualitárias, as pessoas se respeitam independentemente do que estejam vestindo.

      Nas sociedades mais igualitárias, os homens não se acham no direito de importunar desconhecidas na rua. Nem as mulheres tem que ficar se preocupando com a reação dos homens dependendo da roupa delas, da maquiagem delas, do corte de cabelo delas, da maneira de se mover delas…

      Numa sociedade igualitária, você pode andar na rua a noite sem medo de ser estuprada. Pode até pegar carona com desconhecidos sem medo de ser estuprada. Pode fazer topless como a Ana em Munique sem medo de ser estuprada.

      O estranho não é exigir esse direito, o estranho é ainda não termos esse direito. E tantos homens incapazes de perceber isso.

      Entendam: meu corpo não é um convite. Eu não existo por sua causa. Como eu me visto, onde eu ando, com quem eu falo, simplesmente não é da sua conta.

  33. Leo Méliga May 29, 2012 at 03:36 - Reply

    Meu amigo Cacildo tá pergunta porque as vadias não cobram só os direitos, mas também os deveres iguais.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 03:38 - Reply

      Tipo?

  34. Aninha May 29, 2012 at 04:08 - Reply

    Grande, grande, grande post!
    Congrats!

    Mas daí a gente lê os comentários e percebe que a imbecilidade humana é uma coisa que não conhece limites mesmo. Letícia, você é uma heroína. Mesmo.

  35. Pedro Filardi May 29, 2012 at 17:14 - Reply

    Excelente o texto! Infelizmente, ao que parece, alguns “dummies” continuam incapazes de entender, ate mesmo após seu post detalhado. Eu acho bacana a iniciativa. Apoio 100%. Ano passado ate fui junto d algumas amigas na Marcha aqui de BH, esse ano, infelizmente, nao deu. Parabéns, Letícia, pelo texto muito bacana. Parabens tambem pela paciencia extrema que vc teve com alguns comments. Keep it goin’!

  36. Cacildo May 29, 2012 at 19:36 - Reply

    No dia que surgir uma oportunidade de se promover um debate sério sobre isso, certamente irei mostrar como essa passeata é inútil, sexista e nada inteligente.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 19:43 - Reply

      Mas as oportunidades existem. Faça um blog, ature pessoas feito você e etc.

    • Pedro Filardi May 29, 2012 at 20:00 - Reply

      Engraçado, se vc fosse tão capaz e confiante como está agindo, nao usaria um nome ficticio para fzr o post. Se “Cacildo” n for um nome ficticio, eu posso entender a sua revolta com a vida.
      A passeata e toda a filosofia somente será inutil se as pessoas pararem de acreditar. Enquanto existirem pessoas q estão dispostas a argumentar e instruir as outras com detalhes e ideias, a passeata continuará tendo utilidade. Esse tipo de manifestação eh inutil, somente, para os intransigentes q não estão dispostos a ver as coisas d um modo diferente.

      • Cacildo May 29, 2012 at 20:19 - Reply

        Entendi! Então se chama a atenção, é pq está valendo a pena! É isso?

        • Letícia F. May 29, 2012 at 20:21 -

          Você vai fazer isso com todos os comentários? Se vai, aviso: não aprovo.

  37. Cacildo May 29, 2012 at 20:29 - Reply

    Não aprova o q, exatamente? Só estou fazendo uma pergunta.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 21:06 - Reply

      Os comentários. Nada vai ao ar se eu não aprovar antes.

  38. Cacildo May 29, 2012 at 20:32 - Reply

    Eu queria entender o seguinte… Um policial seria criticado se alguém saísse nas ruas se abanando com notas de 100 reais e, após ser assaltado, aconselhasse que o mesmo tomasse mais cuidado com seu dinheiro?

    • Letícia F. May 29, 2012 at 21:06 - Reply

      Se vc acha que culpar a vítima é certo, você realmente nunca vai entender a Marcha.

    • Pedro Filardi May 29, 2012 at 21:52 - Reply

      Bom, se vc acha q a maneira de se vestir de uma pessoa define caráter e até mesmo agressões sofridas por ela, caro Cacildo. Vc não passa de mais um desses homens das cavernas. Provavelmente tem preconceitos em relação a tatuagens e piercings tb. Tipico pensamento de gente q nao nota q o mundo mundou, os costumes mudaram e, consequentemente, as reações e atitudes com relação a tais tem q ser mudadas tb. A sua reação, meu caro, eh tão reacionaria qto a reação das pessoas q no século passado, disseram q mulheres não deveriam trabalhar fora ou ter direito a voto.

  39. Roberto May 29, 2012 at 20:52 - Reply

    Ê bando de homem chato, elas não tao pedindo nada de exagerado. Respeite a roupa que elas usam e a liberdade sexual delas. É simples, é só ficar calado e controlar seus impulsos.

    Ninguem ta obrigando vocês a mais do que isso. De quebra o machismo tem desvantagens para o homem tambem.

    Ninguem ta obrigando voces a casarem com uma mulher que usa bem de sua liberdade sexual. Qual é a dificuldade? A lingua e a mão coçam tanto assim?

  40. Cacildo May 29, 2012 at 21:08 - Reply

    É por essas e outras que eu disse que o debate aberto seria a única forma justa de se abrir a discussão. Uma pena… mas eu já conhecia o perfil. Não foi exatamente uma decepção.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 21:10 - Reply

      Você não está debatendo a questão, você está fazendo ataques pessoais. Que bode.

      • Cacildo May 29, 2012 at 21:33 - Reply

        Pelo amor de deus… me diga ONDE eu fiz um ataque pessoal! Por favor!!!

        Sobre a discussão (que é o que interessa), vc acha que o policial estaria errado em alertar o cidadão por não andar com dinheiro à mostra? Mesmo estando evidente que o ladrão é um bandido, um criminoso e deve ser preso?

        Nós estamos falando de BANDIDOS!!! De pessoas que, muitas vezes, são DOENTES MENTAIS. São transgressores, agressores, criminosos. Seria essa uma passeata para CONSCIENTIZAÇÃO DE CRIMINOSOS?

        Não tem lógica nenhuma… eu queria muito, mas muito mesmo entender a lógica dessa Marcha.

        • Letícia F. May 30, 2012 at 03:59 -

          Doentes mentais? Pelo visto você precisa se informar melhor.

        • Pedro Filardi May 30, 2012 at 05:18 -

          Não eh uma passeata para conscientizar os estupradores, se vc ainda n entendeu a ideia. A ideia do movimento, a meu ver, eh conscientizar a TODOS criminosos ou não. Pessoas q pensam, e dizem, q a mulher q foi estuprada “mereceu” pq estava usando roupa provocante, são pessoas q, de um certo modo, acabam por “justificar” os crimes hediondos d tais bandidos, fzndo assim com q esse tipo de violencia contra a mulher se banalize. Pessoas q pensam como vc, as quais soh conseguem enxergar um lado da moeda, são pessoas q, por mais q nao sejam diretamente culpados, facilitam e de certa forma ate incentivam o crime. Se um pensamento q diz “mulher com roupa provocante tem q ser estuprada” for disseminado, podera influenciar um, dois ou 10 milhões, dependendo das proporções. Eh para isso q o movimento existe, para mostrar q ESSE TIPO de pensamento eh errado, para EVITAR q tal pensamento influencie mais pessoas, alem dos proprios criminosos.

        • Carolina Cruz May 30, 2012 at 17:43 -

          Cacildo, vc está pensando no criminoso-padrão! No psicopata! Vamos falar do estupro. Você acha que a maior parte dos estupros é cometida por um psicopata desconhecido, que pega a mulher numa rua escura? Eu estou cansada de ouvir casos de “date rape”, de estupro cometido por figuras de autoridade, por pessoas do círculo social que aproveitam que a mulher está bêbada, etc. Você com certeza conhece alguém que já cometeu estupro, mesmo que não saiba disso. Porque todos esses estupros são cometidos por pessoas consideradas normais, e que não acham que fizeram nada de errado. Esse comportamento é pautado em machismo.

          Mas o foco da passeata não é só o estupro. As mulheres querem poder sair de casa e andar na rua em paz, sem ter que ouvir merda de gente que nem conhecemos. Quando um homem mexe com uma mulher na rua, ele não a está elogiando. Não é igual a paquerar. É uma tentativa de se impor. Até um “inofensivo” psiu tem esse intuito. Como eu sei disso? Eu já testei. Mais de uma vez. Já voltei e perguntei: “vc me chamou?”. Os homens ficam perdidos, não sabem o que fazer. Ficam com vergonha e disfarçam, porque perdem a posição de subjugador. Infelizmente, não é sempre que a mulher pode responder. E, na maioria das vezes, somos obrigadas a aguentar coisa muito pior do que “psiu”.

          Mas não é só isso! Na marcha, havia também outros tipos de cartazes, como a respeito da liberdade de escolha de ser mãe. Se vc me disser que não há diferença entre a forma como a sociedade vê um homem e uma mulher que não quer ter filhos, eu terei certeza de que vc não mora no Brasil.

          Por fim, quanto a sua pergunta das notas de cem, eu já discordo de vc aí mesmo. Em primeiro lugar, eu acharia absurdo um policial sugerir que eu saíssem com menos dinheiro. Eu posso optar por sair com menos dinheiro por medo de ser roubada, mas não é uma obrigação minha. Eu tenho o dever de não cometer crimes, e não de não ser vítima de crimes. Isso é uma inversão de valores! Imagine que eu vou atravessar a rua e o sinal está vermelho para os carros. E eu atravesso. E sou atropelada. Sou parcialmente responsável? Eu deveria ter olhado antes de atravessar, mesmo com o sinal vermelho? Não. Eu PODERIA ter olhado, mas não é um dever. Em segundo lugar, o crime de estupro tem a ver com poder. Não são as roupas da mulher que geram um tesão incontrolável no estuprador, mas elas servem de desculpa para o ato depois, porque a sociedade pensa que uma mulher é mais ou menos digna de respeito com base nas roupas que usa (e com base em uma infinidade de coisas). Usar roupa curta, beber, ter vida sexual variada, nada disso é crime. É incabível que a mulher tenha que abrir mão de coisas lícitas para que o homem não cometa atos ilícitos.

    • Pedro Filardi May 29, 2012 at 21:58 - Reply

      Cacildo, voce nao está debatendo. Voce chegou e AFIRMOU q este movimento eh inutil. Em momento algum vc argumentou em favor de sua afirmação, restando apenas duas possibilidades da sua vinda aqui: 1- Trollar pelo prazer de incomodar, trabalho q nao esta sendo mto bem feito, considerando q vc está gerando mais pena do q incomodo.
      2- Voce realmente eh incapaz de discutir com argumentos e/ou conhecimento de causa.

      Qqr uma q seja a verdade, a graça de discutir e argumentar esta em ver q a pessoa tem capacidade e ter algo produtivo vindo de la, onde, geralmente, ambos os lados aprendem algo. Mesmo q seja algo bem pequeno. Esse não eh o caso, vc está sendo o bobo da côrte. Nada mais.

  41. Camila Lima May 29, 2012 at 21:08 - Reply

    Eu não me sinto nada representada por este movimento, mas apoio o direito de vcs defenderem o que entendem ser correto.

    • Letícia F. May 29, 2012 at 21:11 - Reply

      Eu não entendi por qual razão você observou que não se sente representada.

      • Camila May 30, 2012 at 23:16 - Reply

        “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.” – Voltaire

  42. Fernanda May 29, 2012 at 21:25 - Reply

    Texto incrível Lê. Tentei explicar o sentido da Marcha para uma pessoa mas pasmem: ela é mulher e acha que a roupa é um “convite” e deveria ser evitado. Isso me choca! Até há um tempo atrás eu tbm pensava assim, pq fui criada assim. Mas ainda bem que mudei viu… Parabéns!!!

  43. Roberto May 29, 2012 at 21:41 - Reply

    Ou, rola de falar da prostituição? Tipo, vi que o movimento de bh apoia, na pagina de brasilia tava rolando um meio termo. As femen’s parecem que são contras. Parece que entra naquele embate liberdadeXmulherproduto

    • Letícia F. May 30, 2012 at 03:58 - Reply

      Sim, Roberto. Rola. É um dos temas que irei falar por aqui.
      Só para adiantar meu posicionamento: sou a favor da prostituição. Claro que contra a prostituição infantil, tráfico de mulheres, etc. Mas se a mulher INDIVIDUALMENTE escolhe isso, acho super ok.

  44. Daiana Rauber May 29, 2012 at 23:05 - Reply

    1- Acho a marcha pouco efetiva, sair por ai protestando sem mudar de atitude não resolverá nada.

    Pode ser que esta marcha não resolva todos os problemas do mundo. Tampouco é nossa intenção. Mas, só de pensar o quanto este assunto foi posto em discussão, é um avanço tremendo. É abrir os olhos e pensar para uma questão colocada década após década pra debaixo do tapete.
    Mudar de atitude? Sim, nós mudamos. Nós e todas as mulheres que tiraram suas blusas por não se submeter mais as regras de uma sociedade opressora e machista.

    2- Acho sim que deveriam ter um pouquinho mais de cuidado com o português, não que eu seja o Mr Perfeito, mas da má impressão ao resto dos manifestantes. Olham para um cartaz mal escrito, e logo associam a manifestação a pessoas de pouca instrução que não sabe o que está falando.

    “Mas quando alguém te disser ta errado ou errada, que não vai S na cebola e não vai S em feliz, que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X… Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!” O Teatro Mágico

    Na minha opinião, há maneiras muito mais efetivas de conseguir vosso objetivo, e passa, pela mudança de atitude das mulheres. As coisas só mudam quando muda a atitude.
    Primeiramente: a mudança de atitude das mulheres e dos homens.

    Como poderia mudar uma atitude sem pensar no assunto? Sem discutir sobre ele? Sem refletir sobre o porquê de estar agindo de tal modo… Pois bem, te garanto que uma das maiores vitórias da Marcha das Vadias é colocar o assunto em pauta. E tenho certeza de que MUITAS pessoas pararam pra pensar nessa história toda.

    Há que se educar melhor os filhos e filhas, para que aprendam a ser respeitar.
    Com certeza. E a educação não acontece só em casa. Nem só na escola, na internet, na televisão, nas ruas… Mas em todas estas e mais algumas instâncias… E a Marcha das Vadias serve para mostrar “radicalmente que as mulheres também são gente”.

    Hoje nas sociedades mais igualitárias, você pode notar uma mudança significativa na postura e educação, tanto dos homens quanto das mulheres. Elas não aceitam que o cara pague a conta sozinho, são mais independentes e fazem questão de demonstrar isso, tão pouco se fudendo se o cara tem um carrão do ano, não trepam com cantores de funk que cantam músicas denegrindo a mulher. Elas não falam “menstruei, agora que sou mocinha pudemos fazer amor”, como vi num twitter que uma (desculpa) retardada para o Luan Santana (afff). Não dão a mínima chance para carinhas machistas (a buceta tem muito mais poder do que vcs imaginam, experimente parar de dar pra cara babaca e num instante ele amacia). Lá não há mulher melancia, moranguinho, cajuzinho, gaiola das popuzudas e o diabo a quatro.
    Como você disse: tanto dos homens quanto das mulheres. Engana-se demais quem pensa que essa marcha é uma crítica (somente) aos homens. Porque acredite, existem homens que controlam seus instintos, que preferem ser excluídos de alguns círculo do que perpetuar o abuso do machismo, entre outras ações… A Marcha das Vadias é uma crítica a CULTURA MACHISTA seja ela praticada por homens, mulheres, cantores, adolescentes, funkeiros(as)… E poxa, pensa bem… eu não quero (não queremos) que as mulheres “amaciem” os babacas pelo sexo. Queremos que as pessoas pensem, e ajam por conta própria, sem desrespeitar ninguém.

    Quero mais do que voces que acabe o machismo, assim como o racismos e todos os “ismos” nocivos a nossa sociedade. Porque minha mãe foi vítima de um ex-marido machista. Das mães e pais dessa geração de homens parar de passar a mão na cabeça de filho machista e também, ensinar para suas filhas que cantor de funk que denigre a imagem da mulher, babaca que sai com o carro na maior altura e idiotas empinando moto, não merecem atenção.
    Como diz um cartaz que li faz pouco tempo: Esse país só vai pra frente quando educação for mais importante que bunda, cerveja e futebol.
    Queremos, queremos muito… Porque acredite, não só tua mãe, mas todas as mulheres tem uma história de horror pra contar. Seja de violência sexual, física, psicológica… Seja maior, menor, mais grave, menos grave (se é que podemos dizer isso)… Tenha ela se dado conta, ou tenha achado “normal”.
    Mas acho que a mudança está na educação e na mudança de atitudes.
    Concordo, e a maioria de nós concordamos. Não achamos que fizemos a marcha e quando acabarmos o mundo irá nos respeitar. Mas, é um passo importante. Tanto que estamos tendo essa discussão, e tantas outras que estão acontecendo por aí. Desvalorizar uma ATITUDE que foi tomada como a marcha, não irá ajudar, e pelo que você disse, você também quer, então vem com a gente!

  45. Carol May 29, 2012 at 23:16 - Reply

    Eu vi tanto comentário ignorante em todos os sites de noticia que eu quase chorei, literalmente.

  46. Juliana Higa May 30, 2012 at 00:41 - Reply

    O que mais me identifico com vc é a forma agressiva como escreve, rompendo com mais um característica da mulher ideal, dócil e amigável né?!
    Este artigo – post (não sei agora como chamá-lo já que mudou do blog) ficou ótimo e mostra exatamente o que aconteceu, na rua, no meio virtual, em casa, em todos os lugares.
    Sem falar no fato de que muitas participantes da marcha tiveram suas contas no face bloqueadas por mostrarem pornografia!!! tá faltando espírito crítico até para o facebook, é triste, mas é justamente por isso e por todas essas frases que vc colocou que a marcha das vadias mais uma vez se justifica!
    Abraços e boa sorte nesta nova empreitada!

    • Letícia F. May 30, 2012 at 04:07 - Reply

      Eu sou dócil, meiga, amigável. Com quem é meu amigo, né? É só ver meus posts sobre amor. Mas nessa história de agressão não há como adoçar as coisas!

  47. João May 30, 2012 at 03:15 - Reply

    Letícia: se eu saísse de sunga e sem camisa na rua, o que tu iria pensar? Que sou louco, tarado ou michê. Ter o direito de ser isso não me faz *deixar de ser*. Acho que a mensagem dessa marcha não ficou nem um pouco clara e só criou confusão.

    Em Julho, preparem-se pra Marcha dos Tarados. Queremos respeito, e eu vou com o pau pra fora!

    • Letícia F. May 30, 2012 at 04:06 - Reply

      Não, eu não ia achar isso.

      Espero que a polícia esteja presente neste tão evento. Opinião é uma coisa, discurso de ódio é outra.

    • mj May 31, 2012 at 00:27 - Reply

      taí alguém que não deve morar no rio de janeiro. coisa super comum é ver tiozão só de sunga e tênis caminhando na orla (ou perto dela).

  48. Leandro May 30, 2012 at 04:04 - Reply

    Infelizmente vivemos em uma sociedade machista, racista, homofóbica, exploratória e hipócrita… Esta é apenas uma das lutas que acredito irá ser vitoriosa no decorrer da evolução humana. Como humanidade ainda somos seres muito primitivos para entender que este tipo de discriminação não deveria nem se passar pela nossa cabeça. Por melhor que seja a pessoa, o simples ato de “titubiar” para não falar de forma ofensiva se referindo a diferente raça ou opção sexual, etc… indica que a discriminação ou pré-conceito por menor que seja, ainda está dentro da grande maioria dos seres humanos …

  49. CHANA May 30, 2012 at 06:11 - Reply

    Leticia,
    adorei o texto, bem humorado, direto e claro. Pena que quem ainda não entendeu o motivo da marcha, vai continuar não entendendo, pois se tem uma coisa que aprendi na vida é que a burrice é impenetrável (vide Amanda, João, Fabio… e tantos outros). Mas o mais triste pra mim, é que algumas mulheres, mesmo compreendendo as razões da manifestação não se sintam de forma alguma representadas… num país no qual buceta é brinde de comercial de cerveja.

  50. Litha May 30, 2012 at 07:43 - Reply

    Oi Letícia!

    Só queria dizer que realmente adorei o post. Quando quero explicar pros seres misóginos tudo isso, sempre falta algum pedaço (porque me irrito, porque é pessoal, porque é a minha vida e o meu dia à dia – mesmo sendo gorda!). Esse texto junta tudo =)

    Obrigada!

  51. Fernando Freitas Alves May 30, 2012 at 08:51 - Reply

    Gostei do post, mas sou obrigado a dizer que gostei muuuuito mais dos comentários, especialmente aqueles que geraram volume de discussão.
    Mostra que o post, assim como a marcha, atingiu seu objetivo, que é fazer as pessoas pensarem.
    Tenho uma impressão de que a sociedade no geral gosta de estar amarrada e parece se sentir a vontade em seguir leis e padrões que acabem com o poder de escolha do indivíduo, e somente as discussões, marchas e protestos podem reverter esse quadro.
    Afinal, somos todos adultos, temos que ter nossos direitos de escolha sem dar satisfação a ninguém. Letícia, parabéns por esse serviço prestado à nossa sociedade. Com certeza fez a mim e a muitos outros crescerem como seres humanos.

  52. Geórgia Alves May 30, 2012 at 13:41 - Reply

    O nome é muito importante de se rever, mais pela conotação do verbo vadiar. Mas a proposta está bem compreendida, até mesmo pelos machões, conservadores, puritanistas: não justifica querer um corpo por sua nudez. Muito menos tocar ou ter sem autorização. O desejo devia nascer na reciprocidade, não na aleatoriedade da imagem.

    • Letícia F. May 30, 2012 at 16:38 - Reply

      Qual é o problema da palavra “vadia”?

  53. Helena Krausz May 30, 2012 at 14:52 - Reply

    leticia! nossa! parabéns parabéns pelo texto. tá mto claro. mto bem reformulado.
    um brinde! foi bom esse xabu todo com o nome da marcha. tem gente que falou disso que nem nunca nem pensou em pensar na causa!

  54. Stefan May 30, 2012 at 15:42 - Reply

    Opa, muito bom o texto, parabéns ;)

  55. Juliana May 30, 2012 at 15:49 - Reply

    Eu achei o texto mal escrito e muito extremista, o emprego da palavra “misoginia” foi feito de maneira errada, por vezes confundida com o machismo e com o androcentrismo. O uso da palavra “assexuada” ficou um pouco sem sentido também. A marcha serve para as mulheres terem o direito de se vistir como bem quiserem, sem que isso seja convite para sexo ou coisa do tipo. É nesse ponto onde discordo: seios a mostra. Além de ser atendado ao pudor, não é isso que queremos para nós. Por exemplo, na marcha da maconha, eu estava lá, mas em hipótese nenhuma iria acender um baseado gigante no meio das pessoas, porque não é isso que eu quero, eu só quero poder plantar na minha casa e fumar no meu quintal, sem ser presa por isso. Mesmo que fosse tranquilo andar com meus peitos à mostra, eu não o faria, não é isso que eu quero, eu só quero respeito, de me vestir como bem entender. Muitos podem cair nesse papo antigo e desgastado do debate de gênero, que os peitos femininos são os mesmos do masculino, que também é uma area erógena e blá blá blá, se a gente ficar nesse feminismo perfumado, sexy e de salto alto, nós não iremos chegar a lugar algum. Não adianta lutar pelo feminismo, mas adianta lutar pela destruição dos ismos, foda-se o feminismo, foda-se o machismo, o que eu quero é igualdade, ou todos tem o poder ou ninguém tem, é nessa parte que vale ser extremista, então em vez de carregarmos cartazes com “buceta é o poder” por que não carregar cartazes com “seu pau não é superior a minha buceta”? O que faria mais sentido. A marcha é um movimento lindo mas sempre haverá pessoas dispostas a estragar uma coisa que deveria ser, inicialmente, bela. Eu sou gay, sapata, lesbica, seja lá qual for a definição, e uma coisa que eu tenho odiado são as paradas gay, o que era para ser uma reivindicação de direitos, passou a ser um horror show para héteros. Não vamos desvirtuar o sentido dessa marcha. Vamos guadar nossos seios para o marcha naturista.

    • Letícia F. May 30, 2012 at 16:36 - Reply

      Calma aí: você criticou o uso das minhas palavras e escreve errado desse jeito? Tem que ver isso ae…

    • Carolina Cruz May 30, 2012 at 17:01 - Reply

      Juliana, o feminismo é um movimento que busca a igualdade entre os sexos. Busca acabar com machismo, e não a supremacia feminina. E não existe isso de “lutar pelo feminismo”, porque o feminismo não é um fim, e sim um meio. Não se luta por ele. É ele (o movimento feminista) que luta pela igualdade. Do mesmo jeito que gays se unem para lutar por igualdade em relação aos heterossexuais, e não pela supremacia em relação aos heterossexuais. Você, que já deve ter escutado algumas vezes que todo movimento gay busca privilégios, não deveria dizer o mesmo do feminismo.

  56. Rodolfo Mieskalo May 30, 2012 at 16:53 - Reply

    Gostei muito do post. Só acho que não tem problema algum admirar olhos azuis! =)

    • Letícia F. May 30, 2012 at 16:57 - Reply

      Eu adoro. O problema é achar que só os azuis servem. ;)

  57. Nando May 30, 2012 at 17:20 - Reply

    deixe-me ver se entendi, a idéia da marcha é garantir o direito à promiscuidade pública sem serem taxadas de promiscuas pelo público?
    é direito de cada um ter a vida sexual q quiser e vestir-se como sentir-se à vontade (desde q respeitadas regras quanto à pudor)
    mas quando a gente faz o q quer, as pessoas pensam o q querem… e nenhuma passeata vai mudar isso
    é como passeatas contra assassinatos e pedofilia… assassinos e pedófilos não vão se sensibilizar
    na verdade, rebaixar-se em marcha só piora a visão do povo sobre as auto-intituladas vadias
    é seu direito serem vadias, mas o q me preocupa na verdade, é q esse comportamento tido como normal, transforme todas as mulheres em vadias e não se consiga mais encontrar uma mulher não vadia pra um relacionamento sério, monogâmico… e ainda, q as filhas q eu venha a ter entendam q o sentido da vida é serem vadias, sem outro exemplo pra decidirem
    o q não pode é as vadias quererem q todas as mulheres sejam vadias, como também não pode todos os religiosos quererem q sejamos religiosos
    é teu direito ser vadia, sem precisar de marcha para isso, mas não tens o direito de impor a vadiagem ao mundo… se defendes a liberdade, então me entendes

    • Letícia F. May 30, 2012 at 18:06 - Reply

      RISOS ETERNOS DE UMA MENTE QUE FUNCIONA (ao contrário da do moço aí).

    • tuia May 30, 2012 at 20:40 - Reply

      Você jura que a marcha das vadias tá recrutando gente pra sair trepando e promovendo a orgia, né? SHAHUASUHASASHSA
      Eu acho que você nem leu o post, mas se procurar saber, vai ver que é uma coisa bem legal, apenas sobre respeitar as pessoas independentemente de sua genitália ou roupa.

    • Pedro Filardi May 30, 2012 at 22:33 - Reply

      Claramente voce não entendeu, Nando. Scroll up, e vc vai ver varias outras explicações. Olha q esse eh o post q faz uma explicação da Marcha das Vadias para “DUMMIES” interessante como ainda tem gente q nao entende. Acho q diz bastante sobre a media de QI desse tipo de gente.

  58. maria May 30, 2012 at 23:49 - Reply

    muito bacana o texto! so nao sei como vc conseguiu ser tao determinada a ler todos esses tweets nojentos… eu leio um e ja desisto, não consigo ler mais! uma tristeza, né? mas um dia, um diiiiiiiia, isso muda.

    parabéns.

  59. Matheus May 31, 2012 at 00:06 - Reply

    Tava aceitavel até voce falar do edu testosterona. Ai voce ficou babaca. O cara é um blogueiro e o blog dele é uma piada pra tirar sarro com as mulheres, aposto que se voce encontrasse um blog que tira sarro com homens ce ia rir a beça.

    • Letícia F. May 31, 2012 at 00:10 - Reply

      Hum rum.

    • Daniel May 31, 2012 at 20:53 - Reply

      e exatamente estes tipos de “piadas” que fazem as pessoas irem aceitando aos poucos como “verdades”. Esses discursos do politicamente incorreto nada mais é do que um eufemismo de um discurso de ódio aliado a machismo e preconceitos exacerbados. Entenda que um blog, é um canal gerador de informações, e como tal, tem potencia para chocar ou suavizar determinada informação, mesmo que seja com “piadas”. Essas atitudes deveriam ser execradas.

  60. Breno May 31, 2012 at 00:44 - Reply

    Muito, muito, muito bom! Tomei a liberdade de divulgá-lo. Parabéns pela iniciativa.

  61. G May 31, 2012 at 01:13 - Reply

    E muito dificil associar o conceito de liberdade de expressao, sem perder o entendimento do conceito de que respeito o meu corpo. Mas foi assim que a maioria de nos brasileiros fomos educados, inclusive eu. Aqueles que criticam podem estar confundindo pudor e etica pessoal com a liberdade do que cada um faz com o proprio corpo?

    Eu nao moro no Brasil, vejo as gringas na minha volta literalmente “passando o rodo”, sem medo de serem tachadas de nada… As vezes me questiono se nao e positivo ter algum tipo de controle tambem. Nao sei dizer se sao mais felizes que as brasileiras que rezam na cartinha de bons morais e costumes para achar marido.

    Bom, mas tambem sei que serao necessarias algumas geracoes para se mudar algum pensamento, acho positiva a marcha, mas precisa-se falar mais sobre o assunto para que as pessoas entendam melhor.

  62. Rosi May 31, 2012 at 03:59 - Reply

    Mais um texto muito coerente e super eloquente a respeito da Marcha! Não me canso de explicar os motivos pelos quais fui, na tarde de domingo, para a Redenção (em Porto Alegre/RS) e puxei palavras de ordem e músicas sobre liberdade, igualdade e contra a violência à mulher.
    “Isso não é sobre SEXO, é sobre VIOLÊNCIA!!!”
    “O corpo é meu e as regras são minhas!!!”
    “Meu decote e minha minisaia não são um convite!!!”
    “Hey, machista… meu orgasmo é uma delícia!!!|

    Foi lindo ver homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, acompanharem a marcha, prestarem atenção nas palavras de ordem e engrossar as fileiras gritando junto conosco!

    Infelizmente, muita gente prefere esconder seu machismo sob a forma de uma pseudo-ignorância. Não importa! Sigo afirmando as bandeiras contra a violência de gênero.

    “Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede”!

  63. Augusto May 31, 2012 at 04:22 - Reply

    NÃO EXISTE FEMINISTA EM NAVIO QUE ESTÁ AFUNDANDO!
    Feministas dizem que lutam pela igualdade dos sexos, mas basta um mínimo de atenção sobre o discurso feminista para perceber que isso é uma grande mentira.

    Feminista é alguém que se diz contra o machismo e homofobia, mas chama um homem de viado quando este não quer ficar com ela.

    Feminista é alguém que acha que a mulher tem que receber o mesmo salário do homem, mas que o homem tem a obrigação de pagar o restaurante, o motel e a gasolina.

    Feminista é alguém que diz que luta por igualdade de direitos, mas que acha certo que a licença maternidade dure seis meses e a licença paternidade apenas oito dias.

    Feminista é alguém que considera um absurdo um homem abandonar uma mulher porque ela engravidou, mas acha perfeitamente razoável uma mulher engravidar propositalmente sem contar ao homem e assim privar pai e filho do direito de conviverem.

    Feminista é alguém que acha que a mulher deve ter o direito de optar entre trabalhar e dedicar-se exclusivamente ao lar enquanto é sustentada por um homem, mas acha que o homem que é sustentado por uma mulher é um parasita.

    Feminista é alguém que luta contra toda forma de violência contra a mulher independentemente de justificativa, mas acha que a mulher tem o direito de assassinar o próprio filho no ventre bastando manifestar essa vontade.

    Feminista é alguém que diz que o homem não precisa da proteção da Lei Maria da Penha porque é mais forte, mas considera um crime qualquer uso da força por parte de um homem contra uma mulher, mesmo em legítima defesa contra uma agressão.

    Feminista é alguém que acha que o homem que trai a mulher é um canalha sem-vergonha, mas a mulher que trai o homem é moderna e despojada.

    Feminista é alguém que acha que se o homem abre uma porta e puxa uma cadeira está objetificando e infantilizando a mulher, mas quando fura um pneu espera que o homem se ofereça para trocá-lo.

    Feminista é alguém que diz que a mulher tem o direito de lutar pelo que acha correto, mas que acha este texto um absurdo porque se trata de um homem dizendo algo que vai contra os interesses feministas.

    Conclusão

    Feminismo é apenas o sexismo politicamente correto da atualidade. Felizmente nem todo mundo é cego perante suas incoerências.

    Vou acreditar no discurso feminista quando vir um piquete de feministas em frente a uma danceteria denunciando que as promoções do tipo “mulher não paga até a meia-noite” são um “intolerável abuso sexista objetificante da mulher promovido pelo patriarcado falocêntrico” e exigindo o direito de pagar o mesmo valor de ingresso que os homens. Afinal, feministas não dizem lutar pela igualdade? Além do mais, homem e mulher são diferentes, tanto fisicamente quanto em personalidade, forma de pensa, de se vestir … Por isso se completam, pelas diferenças… Além do mais, as mulheres dizem que “estamos no século XXI, esse negócio de machismo já era”… Enfim, elas se esquecem que antigamente, havia bem menos casos de violência contra a mulher, porque não havia essa inversão de valores de hoje. É claro que havia uma diferenciação maior quanto ao trabalho e as atividades que as mesmas exerciam em relação aos homens. NÃO estou dizendo que as mulheres são inferiores, mas elas que pregam igualdade muitas vezes, se dizem superiores e independentes dos homens quando os mesmos fazem alguma brincadeira ou “pisam no calo” delas. Mas pensem bem: A mulher está no mercado de trabalho há muitos anos. Pensem nas profissões de doméstica ou babá, por exemplo. E também há o mordomo entre as famílias mais abastadas, que fazia o mesmo que uma doméstica, só que homens. Havia mais respeito entre homens e mulheres, homem não era “viado” por não querer se aproveitar de uma menina. Muitos avós e bisavós nossos se respeitavam como casais. É provável que se eu tratar uma mulher com um pouco de romantismo, uma mulher me chame de machista. Tratar bem uma mulher nunca foi machismo, o que não é correto é tratá-la mal, inferiorizá-la. Vai falando “e aí, beleza?” pra uma pseudo-feminista, ou começar a falar dos mesmos assuntos que falo com meus amigos, pra ver se a dita “igualitária” não acha estranho. Claro que tem que respeitar os dois, mas hipocrisia é mato. Homem e mulher devem ser respeitados e valorizados igualmente, mas são diferentes em certos pontos… Isso é óbvio. Não preciso deixar meu pênis à mostra para mostrar minha indignação com algo, e acho uma marcha contra a corrupção muito mais útil. Mas se quiserem protestar contra serem chamadas de vadias, não precisam ter os seios á mostra, andando na rua pior que uma vadia propriamente dita. O jeito de se vestir não é desculpa para estupro e nem pra julgamento precipitado, mas pergunta pra um estuprador se uma mulher de roupa curtinha e decotinho não é mais tentadora que uma toda coberta, assim como se eu fosse rico não precisaria ficar ostentando colares de ouro à toa, pois com certeza seria roubado muito mais facilmente. Claro que isso não justificaria a atitude do bandido, mas eu fazendo isso eu estaria facilitando tal atitude. E se as mulheres sabem como os homens são tentados pelo que vêem, na minha opinião não deveriam usar roupas tão provocativas em público. Eu não pretendo sair julgando quem anda assim, pois cada um é livre, mas acho que bom censo nunca é demais. Usar roupas curtas pra mim é pra “mulher da vida” e pra quem não tem nada interiormente, um cérebro vazio, e precisa se destacar de alguma forma, nem que seja na casca, na forma de se vestir. Conheço boas moças que usam roupas que ao meu ver são mais curtas que o necessário, e justamente por serem boas garotas não deviam se vestir de uma forma que só faz o sexo oposto pensar o que não deve.

    • Letícia F. May 31, 2012 at 04:54 - Reply

      Augusto, esse seu discurso é velho e cansado. A gente luta por nossos direitos. Se você não acha legal o alistamento militar obrigatório, por exemplo, vai lá e luta por isso. Quer licença paternidade mais longa? Vai lá e luta por isso.

    • Pedro Filardi May 31, 2012 at 05:05 - Reply

      Augusto, q papinho mais chinfrim. Generalizando. Como todos sabemos, toda generalização eh burra, inclusive essa q acabei d usar. Existem, sim, algumas feministas por oportunidade. Essas, contudo, nao são nem 1/10 das feministas de verdade. Vc deve ter dado fora em alguma “feminista oportunista” e ficado com fama d viado. Me soa a trauma ou recalque, esse discurso ae.

    • Carolina Cruz May 31, 2012 at 05:24 - Reply

      Augusto, essa é a SUA noção de feminismo. Talvez seja pautada em quem vc conhece, mas, se for esse o caso, tá na hora de vc trocar de companhia. Se não for o exemplo dos que te cercam que embasam a sua noção, então é o típico caso de acusar de incoerente e hipócrita gente que vc nem conhece, na tentativa de desmerecer quem consegue de fato levar uma vida de acordo com o discurso que profere. Pra vc é tão difícil assim agir corretamente que vc nem consegue acreditar que alguém consiga?

    • Luci June 1, 2012 at 19:27 - Reply

      Cara, tu já teve num navio afundando? Eu acho que, na hora do desespero, é cada um por si. O que não existe é rapaz oferecendo o pedaço de madeira pra moça se salvar, como no Titanic…acorda!

      Feminista não fica chamando homem de viado, mangina etc como fazem os mascus.
      Feminista nunca fica com papo que homem deve pagar pra ela. Obviamente, você não tem o mínimo conhecimento do feminismo. Olha só a barbaridade que disse sobre a licença paternidade…deu até vergonha alheia! E essa idéia de que homem do lar é parasita, daonde saiu??

      Cara, se informa um tiquinho antes de vir passar vergonha falando besteira!

  64. G. May 31, 2012 at 20:04 - Reply

    Letícia F., você tem o mesmo entusiasmo em comentar a respeito da política e economia do país como tem em relação à defesa da “causa feminina”? Em caso negativo, por que não?

    • Letícia F. May 31, 2012 at 20:09 - Reply

      Você está dizendo que eu tenho que lutar pelas causas que VOCÊ acha relevantes?

      • G. May 31, 2012 at 20:58 - Reply

        Não estou dizendo isso. Estou fazendo uma pergunta.

        • Letícia F. May 31, 2012 at 21:32 -

          Olha, eu tenho 32 anos. Observo pessoas. Escrevo em blogs há 10 anos. Não tente me fazer de idiota.

        • G. May 31, 2012 at 21:38 -

          Essas informações não estão relacionadas à pergunta que foi feita. A pergunta continua sem resposta.

        • Letícia F. May 31, 2012 at 21:41 -

          E vai continuar.

        • G. May 31, 2012 at 21:45 -

          Indivíduos perspicazes saberão identificar “qual é a tua” após o breve diálogo que tivemos.
          Obrigado por contribuir — mesmo sem querer — com a intenção inicial que eu tive quando fiz a pergunta.

        • Letícia F. May 31, 2012 at 21:47 -

          Servimos bem para servir sempre.

  65. L. May 31, 2012 at 20:34 - Reply

    Cara, to inconformada com tanta babaquice nos comentários.
    Me incomoda muito homens machistas, porém, até consigo entender o lado deles. Realmente é difícil compreender o outro lado, sendo que, nunca se estará do outro lado. Mas assim ó, RESPEITO é um direito nosso e é isso que queremos! É pedir muito? Não, não é. É lei e ainda assim não temos o que deveria ser por direito. Acho que estamos progredindo, visto que a última marcha não chamou atenção alguma da mídia e a desse ano tem repercutido, ao menos o debate fica.
    Gente, roupa causa estupro? O que causa estupro é o estuprador!! Já fui estuprada e eu tava com uma saia abaixo do joelho, coturno e com uma blusa fechada e casaco, afinal, inverno em Porto Alegre é bem frio. E aí, eu causei o estupro em que momento? No momento em que eu me neguei em transar com o cara? Foi aí que ele achou que eu tivesse me fazendo? Desculpa mas, pra mim, não é não e quem causa o estupro é o estuprador.

    • Pedro Filardi May 31, 2012 at 20:52 - Reply

      Concordo, L. Não sei se eh o fator criação ou a simples incapacidade de pensar por si só, ou até mesmo os 2 combinados. Eu, como homem, sinto vergonha de certos comentarios aqui proferidos por alguns desses. Mesmo sabendo q nao pode se generalizar e culpar a todos nós homens, eh ridiculo a forma com q a pessoa usa tais comentarios num tom de superioridade e razão. Acho realmente inacreditavel como pode ter gente capaz de pensar assim, principalemente nos tempos de hoje. Varios tabus ja foram quebrados, as mulheres se provaram por varias vezes e, ainda assim, existem pessoas com tais discursos.

      • L. May 31, 2012 at 22:34 - Reply

        Pedro Filardi, toda generalização é errônea. Porém, em certos assuntos, como este, é difícil não fazer, mesmo porque, é uma grande maioria que pensa assim. Fico feliz em ver que existem pessoas que pensam como eu e, pelo pouco que vi, tu é uma delas. Eu realmente acredito que estamos melhorando e que, a cada dia que passa, é uma conquista a mais. Quem sabe nossos filhos possam viver numa sociedade igualitária? Torço e luto por isso.
        Abs. =)

  66. E. May 31, 2012 at 21:26 - Reply

    Podia responder a pergunta do G., né Letícia?

    • Letícia F. May 31, 2012 at 21:31 - Reply

      Não. Eu faço o que eu quiser.

  67. E. May 31, 2012 at 21:36 - Reply

    Sim, tu faz o que tu quiser. Tu pode vetar meu próximo comentário, deixar de responder perguntas, expor o teu pensamento como tu bem entender, defender o que tu quiser. Todos são livres para fazer o que bem entenderem, principalmente se isso significa concordar contigo sem fazer nenhum tipo de exame crítico em cima das tuas palavras. E o pior: por não estar batendo palmas e dizendo “viva as mulheres”, serei mais um caso de suspeita de “machista nojento porco e insolente”. Um beijo.

    • Letícia F. May 31, 2012 at 21:38 - Reply

      Bom, a diferença entre nós dois é que você é apenas uma letra e um IP. Eu não. Tenho cara, nome e sobrenome. Me exponho. E não devo satisfações. E você? Luta pelo quê? Eu faço beeeeeeeeeem mais do que lutar pelo feminismo. E você? O q faz além de encher o saco dos outros em comentários anônimos?

  68. E. May 31, 2012 at 21:45 - Reply

    Por que não faz um pouco menos, descansa um pouco, e responde à pergunta do G.? Eu li a pergunta e fiquei bem curioso para saber a resposta.

    • Letícia F. May 31, 2012 at 21:48 - Reply

      Por que você não esquece o caminho deste blog?

  69. E. May 31, 2012 at 21:50 - Reply

    Desisto, desisto. Você se recusa a responder uma pergunta simples. Deve estar ocupada fazendo outras coisas, eu entendo. Não vou mais tomar teu precioso tempo. Gosto muito de ti, viu? Um beijo no coração. Abraço e fica com Deus.

    • Letícia F. May 31, 2012 at 21:57 - Reply

      Eu faço uma coisa. Vou confessar. Sou o Papai Noel e no Natal pego meu trenó e saio por aí distribuindo presentes.

    • Pedro Filardi June 1, 2012 at 01:00 - Reply

      Não sei porque a pergunta faria alguma diferença. Eh o tipo de pergunta q se faz pq vc não tem mais nada para desmerecer, rebaixar ou diminuir uma pessoa. A pergunta eh totalmente não relacionada ao topico. Cada um tem suas prioridades, mesmo se essa manifestação seja a unica em que ela participe ativamente, ainda assim eh uma causa extremamente nobre sobre uma situação q perdura a mais de meio seculo com lentos avanços e melhorias. Honestamente não entendo seu interesse no fato dela participar ou nao de outras manifestações. Voce luta por aquilo em que acredita, aquilo q eh sua prioridade. A equalização da mulher em relação ao homem eh algo muito importante. Talvez tão importante ou mais q qqr uma dessas causas q o tal G. perguntou. Se a intenção de vcs era, em algum ponto, diminuir a Leticia, creio q fracassaram. Afinal, eh o tipo de artimanha usada por gente sem argumentos e desesperada.
      Voce fica falando q nao volta mais, q o blog eh isso, q a autora eh aquilo, mas toda hora esta de volta, tentando conferir se vc conseguiu gerar alguma discordia, ou “riot” contra a Leticia.
      Dica: vc vai precisar d mais amigos para conseguir, pelo menos, simular a discordia.
      No mais, creio q vc e seu amigo G. acabaram por se queimar por si só.

  70. rose May 31, 2012 at 22:33 - Reply

    Coisas que me deixam envergonhada de ser brasileira:
    1- necessitar que uma lei diga aos homens que eles não podem abusar de mulheres, seja física ou psicologicamente.
    2- mulheres que se acham melhores que as outras por exercerem, ou não, sua sexualidade livremente.
    3- mulheres que entram no coro dos homens para denegrir outras mulheres, na esperança de serem vistas com mais valor.

    Aprendemos desde criancinha que sexo é sujo, pecado, tem que ser feito escondido. Eva comeu a maçã e tirou Adão do paraíso, coitadinho.
    Assim, toda mulher dona do próprio nariz, que toma suas decisões, é mal amada, frustrada, se tivesse um marido não seria assim…

    Fica todo mundo apontando o dedo na cara de todo mundo e esquece de viver. Não quer uma mulher sexualmente livre? Vai atrás de uma santa, recatada, puritana. Mas guarde seus comentários pejorativos para si.

    Por que um homem pode andar por aí de short e sem camiseta e as mulheres não atacam e quando uma mulher está de vestido curto, ou com um mini saia com um top tem que ficar escutando “gracinhas”?
    O que causa estupros é doença mental, falta de educação e cultura. Até os animais ditos irracionais respeitam as fêmeas quando elas não se mostram dispostas.

  71. marina June 1, 2012 at 00:02 - Reply

    Nosso maior problema são as meninas machistas. Homem tá tudo em crise de identidade, até é compreensível que tenham uma reação dessas, infelizmente, em um país de ignorantes, a coisa anda dessa forma. Mas meninas machistas me envergonham. Falam mal da marcha sem nem se informar, pra que? Pra agradar o namorado? Porque o pai falou que isso é um absurdo?
    É triste mesmo. Não fomos mais longe porque aprendemos a ler, escrever, votar e tudo mais em um mundo já masculinizado, em que as ideias e valores, sob a ótima preponderantemente masculina, já estava impregnada em nossas primeiras ações independentes. Mas a coisa foi indo tão rápido, que hoje não há mais desculpas senão burrice e falta de personalidade. Precisamos nos escutar mais umas as outras, sermos AMIGAS (sem margens para aquilo de “mulher não é amiga de mulher”. Isso é uma babaquice tremenda, e mulher que repete isso é porque é fum SER HUMANO falso, e não uma MULHER falsa, fofoqueira, invejosa e o caramba). Tem que fazer entrar nas cabecinhas dessas meninas que curtem esses blogs machistas que boa parte de seus produtores de conteúdos como esse animal do Testosterona, e seus leitores assíduos, não estão do nosso lado (“lado” já é um termo tosquíssimo, mas é isso que tiro dos textos desse mané), em uma competição ridícula, coisa de perdedor, machinho histérico e inseguro sobre sua sexualidade (porque em todo machista mora um homofóbico). Enquanto não unirmos MENINAS, não podemos esperar nada de homens. D

  72. marina June 1, 2012 at 00:04 - Reply

    Nosso maior problema são as meninas machistas. Homem tá tudo em crise de identidade, até é compreensível que tenham uma reação dessas, infelizmente, em um país de ignorantes, a coisa anda dessa forma. Mas meninas machistas me envergonham. Falam mal da marcha sem nem se informar, pra que? Pra agradar o namorado? Porque o pai falou que isso é um absurdo?
    É triste mesmo. Não fomos mais longe porque aprendemos a ler, escrever, votar e tudo mais em um mundo já masculinizado, em que as ideias e valores, sob a ótima preponderantemente masculina, já estava impregnada em nossas primeiras ações independentes. Mas a coisa foi indo tão rápido, que hoje não há mais desculpas senão burrice e falta de personalidade. Precisamos nos escutar mais umas as outras, sermos AMIGAS (sem margens para aquilo de “mulher não é amiga de mulher”. Isso é uma babaquice tremenda, e mulher que repete isso é porque é fum SER HUMANO falso, e não uma MULHER falsa, fofoqueira, invejosa e o caramba). Tem que fazer entrar nas cabecinhas dessas meninas que curtem esses blogs machistas que boa parte de seus produtores de conteúdos como esse animal do Testosterona, e seus leitores assíduos, não estão do nosso lado (“lado” já é um termo tosquíssimo, mas é isso que tiro dos textos desse mané), em uma competição ridícula, coisa de perdedor, machinho histérico e inseguro sobre sua sexualidade (porque em todo machista mora um homofóbico). Enquanto não unirmos MENINAS, não podemos esperar nada de homens. De muitos deles sim, vimos grandes exemplos tanto no protesto como nos posts do facebook/twitter, mas a grande maioria, sadly, pensa de uma forma vergonhosa – e não digo isso como mulher, digo isso como ser pensante.

  73. marina June 1, 2012 at 00:09 - Reply

    Claro, de muitos deles, sim – vimos grandes exemplos tanto no protesto como nos posts do facebook/twitter. Mas a grande maioria, sadly, pensa de uma forma vergonhosa – e não digo isso como mulher, digo isso como ser pensante, que não precisa de um blog que o diga do que gostar, do que não gostar, como esculachar, humilhar e ridicularizar a namorada. Isso é triste demais, mas mina que está de acordo, que acha que isso é humor, pode usar um crachá escrito “aluga-se”.

  74. nan June 1, 2012 at 05:09 - Reply

    você é ótima, parabéns!

  75. Dora Delano June 1, 2012 at 06:50 - Reply

    Olha, te admiro pelo trabalho que eu não quis ter: o de explicar repetidas vezes para as mesmas pessoas machistas e reacionárias – muitas delas mulheres – que a MARCHA é legítima e que o comentário del@s só reforçava a necessidade da MARCHA e de todas as campanhas. Agora encaminho o seu excelente texto. Parabéns.

    um orgasmo por vez.
    Sempre em frente.

  76. Fábio N. Ruiz June 1, 2012 at 10:28 - Reply

    Po, bom texto, concordo com oq foi escrito.

  77. Aline Ibrahin Chahine June 1, 2012 at 17:21 - Reply

    Olha só qual blog saiu como um dos mais ~influentes~ na categoria “Relacionamentos”:

    http://thebrazilbusiness.com/article/100-most-influential-blogs-in-brazil

    Triste.

    • Letícia F. June 1, 2012 at 18:11 - Reply

      Aline, não tem o Riq Freire na categoria “viagem”. Só por isso já dá pra ver que é furada.

    • Pedro Filardi June 1, 2012 at 20:14 - Reply

      Tem tb o “blog do neto” em esportes, q certamente nao eh nem de longe um dos mais influentes, enquanto nao tem o blog do vitor birner que eh, com certeza, um dos mais influentes.

  78. Marcela June 1, 2012 at 22:25 - Reply

    Não sei se alguém já postou esse link, mas eu achei mto bom o texto!

    Bjo!

    http://br.noticias.yahoo.com/blogs/on-the-rocks/somos-todos-vadias-214010164.html

  79. Ricardim June 4, 2012 at 02:10 - Reply

    Acho que as mulheres deveriam reinvidicar o direito por lei de andar com seios de fora, fazer top less a hora que quiserem. Claro, observando as regras de lugares privados.

    É simplesmente ridiculo que uma mulher não tenha liberdade de exibir os seus seios os homens se quiserem, podem até andar de sunga na rua que nada lhes acontece. Mas se a mulher se fizer top less, mesmo que na praia, vem dois boçais policiais pra prender.

    Sociedade hipocrita e mesquinha. Liberdade total as mulheres!!!

  80. Thami June 4, 2012 at 17:31 - Reply

    vou te contar viu

  81. Ivan Gomes Barbosa June 4, 2012 at 19:17 - Reply

    Não queria mais discutir sobre o assunto, mas vou expor algumas coisas:
    Acho a causa louvável, porém pouco efetiva se comparado ao que poderia ser.
    Motivos: 1º por conta da extrema falta de cultura de aprofundamento que temos no Brasil; 2º pelo extremismo de grupos feministas que em reuniões de gênero não aceitam nem mesmo a presença de homens, quanto mais conselhos ou críticas de alguns; 3º se o nome fosse bom não causaria tanta rejeição…
    Pensando em resultados, quais são os objetivos da marcha? Eu conheço a marcha e sei que os objetivos são perfeitos, porém os caminhos para chegar até eles foram, na minha opinião, planejados de maneira errada.
    Não sou puritano, nem mesmo machão, muito pelo contrário, eu jamais gostaria de me relacionar com mulheres puritanas, que não tiveram uma vida sexual ativa ou que sejam escravas do recalque. Na verdade eu repudio o puritanismo e o machismo, porém sou atacado frequentemente por mulheres que não possuem o senso se receber uma crítica sem achar que sou machista, ignorante entre outros adjetivos.
    Sou o maior crítico ao casamento puro que qualquer pessoa pode ter conhecido, estou mais para swingueiro do que ciumento machão e, mesmo sendo adepto da causa (marcha da vadias), tenho uma opinião desfavorável em relação ao nome! Para mim isso parece simples de entender, mas não é!
    Eu até usaria o nome marcha das vadias durante um ano, se o objetivo fosse somente chamar a atenção, mas mudaria no trajeto para alcançar os que realmente devem mudar de opinião em relação ao comportamento feminino, nome usado dessa forma, ao meu ver, estimula ainda mais o preconceito dos ignorantes.
    Pense você: Você se dá ao trabalho de ler todos os posts de sites machistas? Ou se preocupa em se aprofundar nas questões mais importantes para “machões”?
    Imagine um movimento chamado “A Marcha do Macho Alfa”, sinceramente não mereceria nem a nossa audiência, só que esse nome poderia ter uma causa interessante como luta pelos direitos dos homens que sofrem violência doméstica (você nem imagina quanto homem apanha da mulher)… Mas é assim que grande parte dos brasileiros se sentem em relação à Marcha das Vadias. Não se aprofundam na causa por conta do nome.
    Em fim, acredito que o nome não é nada perto da causa e que a mudança só mudaria o resultado para melhor, porém a vaidade de pessoas que não sabem ouvir críticas coloca tudo a perder usando a desculpa de que a mudança do nome mudaria a essência de uma luta tão linda e tão superior que um simples nome.

    • Letícia F. June 4, 2012 at 19:58 - Reply

      Você comparou coisas incomparáveis.

  82. joana June 5, 2012 at 21:33 - Reply

    como fala besteira esse guilherme…
    quem foi que disse que a mulher que estava
    na passeata são as mesmas que mostram a bunda
    na tv??? da onde tirou isso?
    tinha alguma panicat na passeata??
    a sabrina sato estava lá também?
    nossa, como machista é burro meu deus….

  83. joana June 5, 2012 at 22:00 - Reply

    Essa é para o Ivan…

    Ivan, para sua informação
    tinha bastante homem na marcha das vadias.
    não pode afirmar que o movimento não aceita
    participação de homens, a gente sim aceita críticas inteligentes e embasadas e não o (mais do mesmo) discurso machista como: respeite para ser respeitada… mulher se veste pra pegar macho…se ela quer mostrar o peito na passeata eu posso mostrar meu pau e outras baixarias como fez o seu guilherme.

    quanto ao nome da marcha , sim acho válido usar esse nome pelo
    seguinte… se trata de se apropriar de um xingamento
    usa-la a exaustão para ENFRAQUECE-LA, a tática é
    enfraquecer o xingamento, tirar a sua força.
    o dia que perder a força, nem vai ter mais graça
    xingar qualquer mulher de vadia… vão ter
    que bolar outro termo para ofender a mulher.

    A passeata emgloba várias frentes, mas a principal delas é MAIS DO MESMO, ou seja, NÃO SER julgada pela roupa que veste. Não ser importunada ou violentada porque o bandido achou que sua roupa era CHAMAMENTO para
    isso. Como diz um dos cartazes… MINHA ROUPA NÃO TEM NADA A VER COM VC. È muita prepotencia e arrogancia de muito homem
    que acha que mulher SOMENTE SE VESTE para eles. e baseado nesse pensamento retardado, muitos se acham no direito de mexer , invadir
    o espaço da mulher com cantada barata, ou até mesmo assédio físico e abuso.

    OUtra pauta da marcha é contra a violencia doméstica, de maridos
    e namorados que espancam suas mulheres por nada, ou os crimes de
    assassinato , mulheres que morrem nas mãos deles porque não aceitaram
    o fim da relação.
    BASICAMENTE ESSAS SÃO AS PAUTAS PRINCIPAIS da marcha.

    O resto é invencionice , ignorancia , balela , burrice e muita desinformação.

    O Nome da marcha não vai mudar por conta da ignorância e provincianismo do brasileiro, lembre-se que esse país é hipócrita, onde ainda impera a dupla moral e machista , claro. Num pais com mente tão atrasada seria de impressionar se as pessoas não se espantassem com o nome (vadia).
    O movimento feminista não pode ficar com medinho do que o privincianismo brasileiro vai pensar da marcha…tem que agir e pronto. Com a passeata do orgulho gay foi a mesma coisa…no começo todo mundo apedrejou mas depois com o tempo, eles conseguiram muitas vitórias na sociedade como a legalização da união civil.

  84. Felipe June 6, 2012 at 12:59 - Reply

    Eu simplesmente acho que as mulheres de hoje devem aprender com as mulheres de 1857, as famosas operárias que perderam a vida reivindicando seus direitos, elas conseguiram tocar um mundo machista e desigual, infelizmente à custo de suas vidas, mesmo sem utilizar nenhum palavrão. As mulheres de hoje em dia saem com quem elas querem, fazem até competição de quantos rapazes conseguem ficar em uma balada, a razão do termo rodada, pelo menos ao meu ver não vem de uma opinião machista, mas sim do fato de que em um relacionamento sério ninguém quer uma pessoa que ficou com outras mil, tenho certeza de que uma mulher não vai querer um homem que ficou com um milhão de mulheres diferentes, uma mulher não quer um homem galinha.
    O termo vadia é radical mas completamente desnecessário, assim como o uso de palavrões. As mulheres tem que ter a noção de que de um modo geral a mulher deve ser retratada mais como uma guerreira do que como uma puta, a mulher tem que lutar pelo direito de fazer o que quiser e não ser recriminada, não se deve rebaixar e se comparar com o nível canalha de certos homens. É igual com o racismo, enquanto houver a ideia de racismo e as pessoas levarem em relevância a cor da pele, sempre haverá racismo, o mesmo com a movimento, com um nome de Marcha das Vadias, vocês deixam um grande espaço para opiniões machistas.

    • Letícia F. June 6, 2012 at 13:36 - Reply

      Falso moralismo manda um abraço.

    • joana June 6, 2012 at 14:00 - Reply

      Deixa eu ver se entendi…. a luta só é valida se tiver tragédia e morte… se formos guerreiras?
      do contrário não?
      quanto ao (vadia) aposto que vc na sua rodinha de amigos compete entre vcs sobre quem pegou mais mulher…
      a dupla moral também te manda um abraço , Felipe.

  85. Neutro June 17, 2012 at 13:38 - Reply

    Testosterona gênio!

    • Letícia F. June 17, 2012 at 18:05 - Reply

      Nossa, super.

  86. Guilherme Assen June 26, 2012 at 14:44 - Reply

    Como que eu só fui descobrir esse blog agora? Parabéns a todos ou envolvidos, ou envolvidas.

    O que mais me impressionou na Marcha das Vadias é que ela evidenciou o quão machista uma sociedade pode ser.

    Depois de tudo, a conclusão que chego é: velado é o caralho! O sexismo é exposto e está tão enraizado em nossa cultura que os machistas são capazes de se acharem no direito de descriminar. Isso é triste.

    • Letícia F. June 26, 2012 at 14:56 - Reply

      Gui, SEU LINDO.

  87. guilherme June 30, 2012 at 20:52 - Reply

    Cara Letícia,

    para que nenhuma injustiça seja cometida em nome da inteligência que nos foi concedida, peço que responda à pergunta feita ao final do seguinte esquema:

    quando um rapaz comentou que: “Com todo o respeito à causa, muitos dos “recados” da Marcha das Vadias são para as próprias mulheres. “, você respondeu o seguinte:
    Falácia do dia: fingir que respeita algo e depois falar mal. Mas numa coisa ele tem razão: grande parte dos recados são mesmo para as próprias mulheres. A Marcha existe, entre outras coisas, para mostrar às demais mulheres que ela não é culpada das agressões de gênero que sofre. Que ela pode. Que ela é dona de si mesma. Muitas mulheres são machistas, e a Marcha serve para mudar isso.
    Certo, vamos por partes, podemos dividir o comentário do garoto em

    A:Com todo o respeito à causa e

    B: muitos dos “recados” da Marcha das Vadias são para as próprias mulheres. ”

    portanto quando você diz que:
    numa coisa ele tem razão: grande parte dos recados são mesmo para as próprias mulheres.

    concordando, portanto, com B

    ao dizer, então, que “numa coisa (B) ele tem razão”, você deixa implícito que:

    “numa” outra coisa ele está errado, deduzo com isso que essa “outra coisa” é o único elemento que sobrou na sentença, no caso:

    A:Com todo o respeito à causa

    se, por dummies, você considera aqueles que desrespeitam a causa, e,

    ao dizer que é errado mostrar respeito à causa, então demonstrando o seu total desrespeito pela casa, então:

    você não respeita a causa e está aqui para mostar aos dummies( os que não respeitam) que eles estão errados, portanto, podemos concluir que:

    você não respeita a causa e está aqui para mostrar a você mesma que você está errada

    logo:

    se acreditamos em você, acreditamos que não podemos acreditar em você, visto que:

    você montou toda uma estratégia para contar aos sete cantos que você está errada

    logo:

    nossa utilidade nesta página é assistir você se descabelar inteira para provar que está errada

    e:

    a sua utilidade neste lugar é com o perdão da palavra: “correr atás do próprio rabo” infinitamente até que todas as outras coisas se acabem ao seu redor.

    confere?
    Grato e ao seu dispor
    Guilherme Franco

    • Letícia F. June 30, 2012 at 21:34 - Reply

      Hahahahahah ai, que engraçado.

    • Juliana Machado July 3, 2012 at 01:26 - Reply

      Hahaha. Essa tem de ir para a série: pessoas que se acham inteligentes porque conseguem montar um monte de silogismos forçados. Que feio, moço. ;D

  88. Bock July 5, 2012 at 04:20 - Reply

    Parabéns pelo post Letícia.

    Estou aqui apenas para apoiar esse tipo de engajamento que tanto falta em homens e mulheres.

    Em toda essa discussão achei engraçado ninguém citar a luta contra o capitalismo, que ao meu ver é o que mantém o machismo e sexismo tão presentes nas sociedades.

    • Letícia F. July 5, 2012 at 14:06 - Reply

      Bock, essa é uma questão que não cabe num post mais “fácil” sobre o tema, entende?

  89. Bock July 6, 2012 at 21:29 - Reply

    Entendi Letícia. Seria muito interessante um dia ver neste blog algum post que aprofunde na discussão dos problemas vigentes do machismo/patriarcado.

    • Letícia F. July 6, 2012 at 23:38 - Reply

      Oi?

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