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	<title>Cem + 1</title>
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		<title>#ai #Pondé</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 15:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os textos do filósofo Luiz Felipe Pondé já viraram piada entre alguns meios feministas. É tudo tão absurdo e caricatural que não se pode levar a sério. Eu leio quando o link cai na minha timeline. Sabe quando você fica cutucando uma espinha dolorida ou arranca a casquinha da ferida? Você sabe que vai doer, ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os textos do filósofo Luiz Felipe Pondé já viraram piada entre alguns meios feministas. É tudo tão absurdo e caricatural que não se pode levar a sério. Eu leio quando o link cai na minha timeline. Sabe quando você fica cutucando uma espinha dolorida ou arranca a casquinha da ferida? Você sabe que vai doer, mas continua mexendo? Eu me sinto assim quando insisto em ler o Pondé.</p>
<p style="text-align: justify;">O cara tem pós-doutorado, dá aula na PUC-SP e na Faap, escreve na Folha&#8230; Quer dizer, se formos pensar em &#8220;titulações&#8221;, deve ter gente achando o ~filósofo~ incrível. Tem quem cite o moço para falar mal de feminismo. Uma Valerie Solanas dos tempos atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje mais uma vez foi mais forte do que eu. Abri o link. Fiquei horrorizada a ponto de vir aqui fazer um post. Vamos ao texto dessa semana do ~filósofo~. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1147281-marketing-social.shtml#anc6481263" target="_blank">A íntegra você encontra aqui</a>. Só irei reproduzir trechos &#8211; e a parte em negrito, como quase sempre, são meus comentários.</p>
<p style="text-align: justify;">1. Ser gay está na moda. 2. Ter filha solteira é legal. Mulher não precisa de homem. 3. Não dou valor a dinheiro. 4. Não tenho preconceito. 5. Os homens hoje lidam bem com mulheres que ganham mais do que eles. 6. Minha tia é muito bem resolvida. 7. Vivemos uma crise de valores. Meus valores não são materiais. 8. Existem pessoas que não se vendem. 9. Meu pai me ensinou a ser digno. 10. Não tenho religião, tenho espiritualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis alguns exemplos de papo-furado contemporâneo. Trata-se de marketing social. Filho do politicamente correto, grande exercício de lixo cultural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O politicamente correto é grande exercício de lixo cultural? Sério? Até quando vão continuar falando como se o respeito à diversidade fosse algo RUIM? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O marketing social vende mentiras como verdades porque serve a agendas ideológicas de quem as produz. As outras pessoas apenas as repetem para aliviar seus fracassos pessoais ou para vender uma boa imagem social de si mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aliviar seus fracassos pessoais? Nesses itens acima? Não ter preconceito, ter valores que não são materiais, ter dignidade&#8230; é fracasso pessoal? #ai #Pondé</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eis dez teses contra o marketing social:</p>
<p style="text-align: justify;">1. Ser gay não está na moda. A maioria esmagadora do mundo é indiferente ao tema. Isso não significa nada &#8220;contra&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;A maioria esmagadora do mundo é indiferente ao tema.&#8221; Hum. Me diga, Pondé, do alto de sua sapiência, de onde você tirou essa estatística? Até porque, se eu me lembro, grande parte do mundo&#8230; é gay. Mas né? Eu não tenho pós-doutorado&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se não fosse o fato de grande parte das pessoas que trabalha com cultura (mídia, arte, universidade) ser gay, ninguém daria bola para o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vamos estereotipar bastantão? Mas muito, muito, trazendo de volta preconceitos de décadas atrás? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A própria &#8220;teoria de gênero&#8221; que afirma que você pode ser sexualmente o que quiser é uma invenção de militantes gays e feministas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teorias SÃO invenções. Segundo o Michaelis: Conhecimento especulativo considerado independente de qualquer aplicação;  Noções gerais, generalidades; Opiniões sistematizadas. Eu ainda não entendi a parte em que ele fala mal de sermos sexualmente livres. Com é que alguém pode ser contra isso HOJE EM DIA? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além, é claro, da grana que grande parte da população gay tem por ser constituída de profissionais altamente qualificados que não têm filhos, até &#8220;ontem&#8221;. Agora, ficarão pobres como os héteros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Putz! Sou hetero. Deve ser por isso que não tenho grana. OH WAIT, mas isso teria a ver com ter filhos, né? Cachorro vale? Amigão, seguinte: o que faz uma pessoa ~pobre~ é um sistema. Ter filhos não deveria empobrecer ninguém. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">2. Mãe solteira é péssimo. E, sim, mulher precisa de homem. Sem homem, a maioria revira no vazio da cama. E vice-versa. Mãe solteira é opção para quem não tem mais opção afetiva ou é coisa de gente altamente narcisista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>~Mulher precisa de homem~ RONC! Casais homoafetivos ficam onde nessa batida? No item anterior ele não disse que os gays &#8211; OH QUE HORROR &#8211; iam começar a ter filhos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">4. Todo mundo tem preconceito. Quem diz que não tem, normalmente acha meninas virgens doentes, mulheres que cuidam dos filhos umas idiotas, religiosos burros, os EUA uma nação do mal e Obama um santo. A maioria continua tendo preconceito contra gay, mulher que transa muito e homem chorão. Eu, por exemplo, tenho preconceito contra gente bem resolvida e que diz que não tem preconceito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E contra gays, e contra mulheres solteiras, e contra&#8230; </strong></p>
<p style="text-align: justify;">5. Nenhum homem lida bem com mulheres que ganham mais do que ele. A menos que ele tenha problema de caráter. É sempre um sofrimento que se enfrenta dia a dia, sonhando com seu fim. Nem as mulheres bem-sucedidas lidam bem com homens fracassados. Muitas &#8220;rezam&#8221; para que seus maridos falidos ganhem mais ou, pelo menos, o mesmo que elas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O homem achar legal ter uma mulher poderosa ao lado dele é ~problema de caráter~. Se quiserem &#8220;inverter&#8221; um pouco as coisas (isto é, a mulher trabalhar fora e o cara ficar em casa cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos, então&#8230; ). Eu sempre quis que meus namorados ganhassem bem. Porque eu sei que isso é importante para eles, por questão de conforto, autoestima, de sentirem que o trabalho está sendo recompensado. Mas eu nunca me importei com quem ganha mais. Porque o meu dinheiro é o MEU dinheiro, assim como o deles é deles. Podemos compartilhar, quebrar o galho um do outro, vivermos felizes. Mas sem disputa. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">6. Ninguém é bem resolvido, somente os mentirosos, principalmente tias solitárias que fingem ser donas de seus afetos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Isso aí! Leia livros, faça análise, viaje ao redor do mundo, tenha amigos bacanas, faça trabalhos sociais&#8230; mas nada disso vai adiantar para você ser bem resolvido. Você tem que ter um ~parceiro~. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">10. Esse negócio de &#8220;espiritualidade&#8221; é religião sem compromisso. Produto de butique. Pessoas &#8220;espiritualizadas&#8221; são normalmente as piores e mais indiferentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Oi? Eu não sou espiritualizada. Mas gente? Coloca mais um preconceito aí na conta, Pondé!</strong></p>
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		<title>Dando um tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Aug 2012 00:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[post]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre fui ranzinza, reclamona, rabugenta. Apesar disso, eu era engraçada e otimista. Nos últimos meses, a coisa mudou de figura. Muitos acontecimentos ruins foram se acumulando e eu segui tentando manter alguma alegria. Só que eu falhei. Hoje estou rabugenta e muito cínica, sem acreditar nas pessoas ou na mudança do mundo. Por isso não ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sempre fui ranzinza, reclamona, rabugenta. Apesar disso, eu era engraçada e otimista.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos meses, a coisa mudou de figura. Muitos acontecimentos ruins foram se acumulando e eu segui tentando manter alguma alegria. Só que eu falhei. Hoje estou rabugenta e muito cínica, sem acreditar nas pessoas ou na mudança do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso não faz nenhum sentido continuar escrevendo aqui enquanto meu humor estiver desse jeito. Sexo é um assunto bastante caro para mim; não quero poluir os textos com o meu péssimo estado de espírito. Sexo é bom, é gostoso, é vida. E, bom, minha vida anda me sabotando.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as recentes mudanças na vida, estou correndo atrás de trabalho e investindo minha boa vontade nisso (se souberem de algo, inclusive, por favor avisem). O livro também está atrasado e preciso terminá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu conseguiria dar conta de tudo se as tais mudanças cruciais não tivessem acontecido. Mas a verdade é que hoje estou chatíssima e não vejo graça em quase nada. Exceções honrosas ao meu cachorro levando o pote de ração para cima do sofá e os moços da natação nas Olimpíadas quando tiram o casaco.</p>
<p style="text-align: justify;">Como tudo muda o tempo todo, pode ser que semana que vem eu volte animadíssima porque ganhei na loteria. Também estou matriculada num curso sobre sexualidade que pode me empolgar. Mas, por enquanto, vocês me acham no Twitter (@vidadeleticia); na fan page do Facebook (<a href="http://www.facebook.com/cemmaisum">http://www.facebook.com/cemmaisum</a>), que vou atualizar com pequenos textos; e no grupo do Cem +1 (<a href="http://www.facebook.com/groups/cemmaisum/">http://www.facebook.com/groups/cemmaisum/</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns dias também teremos texto novo da Heleninha e as impressões de uma leitora sobre o tal livro sobre o qual todo mundo está falando, o <em>Cinquenta tons de cinza</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a volta!</p>
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		<title>Pare de beijar sapos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2012 19:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cem Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Letícia]]></category>
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		<description><![CDATA[A gente tem o hábito de idealizar quem gostamos. Não falo apenas de menosprezar os defeitos, mas sim de supervalorizar as qualidades. Quando a conversa flui, sentimos tesão e ainda temos afinidades, pronto: todas as luzes de &#8220;é ele&#8221; piscam freneticamente e nos deixamos levar pela pessoa que nós criamos na nossa cabeça. Sim, gostar ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/sapo-1.jpg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3268" title="sapo 1.jpg" src="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/sapo-1.jpg.jpg" alt="sapo 1.jpg Pare de beijar sapos" width="600" height="464" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A gente tem o hábito de idealizar quem gostamos. Não falo apenas de menosprezar os defeitos, mas sim de supervalorizar as qualidades. Quando a conversa flui, sentimos tesão e ainda temos afinidades, pronto: todas as luzes de &#8220;é ele&#8221; piscam freneticamente e nos deixamos levar pela pessoa que nós criamos na nossa cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, gostar mais ou menos das mesmas coisas é essencial para termos um relacionamento. Mas será que gostar do mesmo diretor de cinema ou frequentar as mesmas baladas de indie rock colocam imediatamente aquela pessoa na categoria &#8220;alma gêmea&#8221;? Alguns de nós têm essa mania. <em>Been there, done that</em>. Quem nunca?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas às vezes é preciso deixar de lado tal encantamento e focar no que é importante. É uma pessoa de valores (e, por favor, vocês sabem que eu não compartilho dos &#8220;valores&#8221; que a sociedade prega)? É justo, honesto, companheiro? Se importa quando você está triste? Te ajuda quando você precisa? Tem preconceitos? É solteiro? Está emocionalmente disponível?</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de ser mega exigente. Todos nós somos um pouquinho malucos, todos nós carregamos alguns traumas do passado, todos nós temos coisas a melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, um dos meus desejos para todos nós é que paremos de idealizar. E, se for da nossa vontade, que encontremos alguém real, de carne e osso, que nos dê a mão quando precisamos e nos beije a boca como se fosse o maior prazer já sentido nesta vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, um trecho de Caio Fernando Abreu (por favor, PAREM de retuitar as frases do autor no Twitter. A maioria é fake. Leiam alguns textos dele. São curtinhos, são fáceis, são saborosos):</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez, sim, talvez eu fosse mulher, porque pensava no príncipe, a minha mão direita era a minha mão e a minha mão esquerda era a mão do príncipe, e a minha mão direita e a minha mão esquerda juntas eram nossas mãos. Apertava a mão do príncipe sem cavalo branco, sem castelo, sem espada, sem nada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco pra ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Caio Fernando Abreu, em <em>O mar mais longe que eu vejo</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que paremos de construir castelos para falsos príncipes.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Post originalmente publicado no Cem Homens em 22 de dezembro de 2011.</em></p>
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		<title>Meu primeiro ménage</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2012 00:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cem Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[post]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[sexo a três]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post foi publicado há mais de um ano no primeiro site onde meus textos ficaram. É um dos favoritos das leitoras &#8211; assim como foi uma das experiências mais legais do ano passado. Ele fala de um post anterior e também tem uma continuação, que eu nunca postei. Quem sabe um dia? Como contei ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este post foi publicado há mais de um ano no primeiro site onde meus textos ficaram. É um dos favoritos das leitoras &#8211; assim como foi uma das experiências mais legais do ano passado. Ele fala de um post anterior e também tem uma continuação, que eu nunca postei. Quem sabe um dia?</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como contei no post anterior, do nada surgiu a ideia de fazer sexo a três. Eu não fantasiava com isso – com uma cabeça dita “aberta”, até surpreendia todo mundo quando dizia não ter tais pensamentos. Mas aí, tive. E quando eu quero uma coisa…</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que tudo se encaixou (literalmente) para que acontecesse. Curiosamente, nem foi com o número oito, apesar de termos feito planos nesse sentido. Em uma tediosa tarde de sábado, quatro dias após a noite em que a semente foi plantada (falei que germinou rápido, não falei?) um amigo com quem eu nunca havia tido qualquer contato sexual fez a proposta. Eu balancei. Sequer conhecia o terceiro vértice desse triângulo! Fiquei tentada e apreensiva, mas não sou mulher de passar vontade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando percebi, já estava subindo as escadas de um prediozinho na zona oeste da cidade. Meu amigo estava comigo, mas eu continuava sem ter ideia de como era o outro “convidado”. Como eles eram irmãos (é, gente, duas fantasias de uma vez só), eu não estava preocupada com a minha segurança, que é uma questão sempre tensa para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao entrar no apartamento, fui recebida com um sorriso irresistível do outro moço. Naquele momento, confesso, minhas pernas tremeram. Sentei ao lado dele no sofá, e ele imediatamente começou a me beijar e passar a mão pelo meu corpo. Meu amigo sentou do outro lado, e de repente quatro mãos masculinas tentavam tirar minha roupa. Eu estava extremamente nervosa e envergonhada. Colocava a bolsa no meu colo, tentando impedir que eles levantassem meu vestido. Olhava ao redor, observava aquele apartamento desconhecido de homem solteiro, e só pensava no que eu estava fazendo ali.</p>
<p style="text-align: justify;">“Letícia, você veio aqui pegar dois homens”, repeti mentalmente. Joguei a bolsa do meu colo e aproveitei. Muito mais do que vocês podem imaginar, muito mais do que jamais conseguirei expressar em palavras. Primeiro, a sensação de beijar dois caras, com bocas e línguas tão diferentes, foi incrível. Sei que há quem faz isso em baladas (não estou falando de beijar dois na mesma noite, mas sim ao mesmo tempo), mas eu nunca havia feito. Eles foram mais rápidos em tirar a roupa. E eu, ainda vestida, me ajoelhei no chão e fiquei completamente atordoada ao ver aqueles dois paus duros, preparadíssimos. Só para mim. <strong>Só para mim</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi exatamente aí que entrei por completo no jogo. Vê-los excitados me deixou enlouquecida. Enquanto beijava um, masturbava o outro; enquanto fazia sexo oral no irmão mais novo, o mais velho me tocava. Depois de muita mão e muita língua, era hora de passarmos para a cama. Tudo se encaixou – e podem usar o trocadilho que quiserem aqui. A sensação que eu tinha era a de que sempre devia ser assim: cama cheia e eu brincando naquele verdadeiro parque de diversões.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei de quatro, e enquanto o mais velho me penetrava, eu fazia sexo oral no mais novo. Fui até o fim. Enquanto ele – teoricamente – se recuperava, eu e o mais velho mudamos de posição. Passei a cavalgá-lo. Mandão como todo irmão mais velho, ele falava para o novinho vir participar. Seria aquele, então, o momento da dupla penetração.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que o mais novo não estava duro para isso. Pelo contrário. Percebi que ele passou a ficar desconfortável, sem jeito. Ele não fazia nada; sequer se tocava admirando a brincadeira. Quando o mais velho me trouxe para a beira da cama e começou a tentar fazer sexo anal comigo, notei que o outro estava se vestindo para ir embora. E, mistério dos mistérios, vê-lo partir seria uma grande tristeza para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Parei tudo o que eu estava fazendo e fui até ele para tentar convencê-lo a ficar. Ele arranjou uma desculpa qualquer para ter de ir embora. Já completamente vestido, eu tentava abrir o zíper da calça para mostrá-lo que muita coisa gostosa ainda podia acontecer. Eu havia até esquecido da presença do outro ali. Queria só o meu novinho, só ele. O mais velho, prestes a gozar, veio para perto de mim se tocando. Eu não pude deixá-lo literalmente na mão e precisava retribuir toda aquela gentileza: fiz uma longa sessão de sexo oral. Mas eu queria fazer isso com o quase fugitivo, e mais uma vez fiquei entre dois paus duros. O mais velho, há tempos daquele jeito, gozou. Fiquei inteira suja de esperma – cabelo, rosto, seios.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele saiu de perto para tomar banho, e o mais novo tentava me limpar com guardanapos. Naquela hora, percebi quão surreal era a situação toda: um irmão estava limpando as marcas do orgasmo do outro (foram poucos momentos de consciência, confesso). Eu precisava de um banho, e convidei o novinho para me acompanhar. Surpreendentemente, ele foi. No chuveiro, conversamos, nos beijamos, e saímos dali direto para o sofá, onde ele me comeu lindamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tudo acabou, ficamos conversando os três como se estivéssemos em uma mesa de bar. Nenhuma sombra de constrangimento. O mais novo – que agora vocês já devem ter percebido que é o meu favorito – ficou abraçado comigo no sofá, como se fôssemos namorados. Trocamos telefones e tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Saí de lá com uma felicidade inexplicável. Não vou dizer que foi a melhor transa da minha vida, porque já tive homens incríveis. Mas nunca senti tanto tesão como naquele início de noite. Nunca me senti tão desejada. Nunca me senti tão saciada. Se eu não tinha qualquer vontade de fazer isso, agora devo dizer que SÓ tenho vontade de fazer isso.</p>
<p style="text-align: justify;">E o meu novinho? Basta vocês saberem que naquela mesma noite o telefone dele tocou…</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(aqui no Pinterest tem uma foto pra você se inspirar, ó (não abra no trabalho!): <a href="http://pinterest.com/pin/97601516894762384/">http://pinterest.com/pin/97601516894762384/</a>)</em></p>
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		<title>Porque sou contra o lingerie day</title>
		<link>http://cemmaisum.com.br/index.php/porque-sou-contra-o-lingerie-day/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jul 2012 06:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[post]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[lingerie day]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas correntes ideológicas do feminismo são contrárias à pornografia, à objetificação, ao &#8220;mercado sexual&#8221;. Não vou falar disso nesse post &#8211; porque não tenho conhecimento suficiente e nem opinião completamente formada. Então, por favor não vejam esse texto como um combate ~feminazi~. Eu sou contra o lingerie day. Não, eu não sou contra gente de ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Algumas correntes ideológicas do feminismo são contrárias à pornografia, à objetificação, ao &#8220;mercado sexual&#8221;. Não vou falar disso nesse post &#8211; porque não tenho conhecimento suficiente e nem opinião completamente formada.</em></p>
<p><em>Então, por favor não vejam esse texto como um combate ~feminazi~.</em></p>
<div id="attachment_3247" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/07/ninguem-1.jpg.jpg"><img class="size-full wp-image-3247" title="ninguem 1.jpg" src="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/07/ninguem-1.jpg.jpg" alt="ninguem 1.jpg Porque sou contra o lingerie day" width="600" height="600" /></a>
<p class="wp-caption-text">Eu não preciso de ninguém me dizendo o que eu preciso fazer</p>
</div>
<p><strong>Eu sou contra o lingerie day.</strong></p>
<p>Não, eu não sou contra gente de calcinha ou pelada. Pelo contrário: gosto muito. Tenho um <a href="http://cemmaisum.tumblr.com/" target="_blank">tumblr</a> e um <a href="http://pinterest.com/vidadeleticia/sexo/" target="_blank">board no Pinterest</a>  só de fotos eróticas. Adoro rendas, meias 7/8 e espartilhos.</p>
<p>Também não tenho absolutamente nenhum problema com o exercício da sexualidade como convém a cada um. Escrevi um blog em que narrava meus encontros sexuais. É exibicionista? Gosta de ser objetificado? Sente prazer nisso?</p>
<p>Sou sempre a favor da liberdade individual, desde que ela não interfira na liberdade do outro.</p>
<p>Então, afinal, qual a razão de eu falar mal do lingerie day?</p>
<p>São várias as questões.</p>
<p>Eu poderia cair no discurso fácil e batido (e super importante) de que a mulher está sendo objetificada e nem tem noção disso. Porém, eu estaria tirando a mulher do lugar de sujeito e eu estaria &#8211; ora vejam só &#8211; objetificando-a!</p>
<p>Nem todas as mulheres precisam ser tuteladas, especialmente por uma mera blogueira como eu. Algumas delas decidiram tirar fotos seminuas porque isso lhes agrada, lhes dá prazer, lhes é importante. Eu seria absolutamente contraditória ao negar-lhes o direito a disporem dos respectivos corpos da maneira que lhes aprouver.</p>
<p>Todas nós somos livres (em teoria) para ficarmos peladas, tirarmos fotos sensuais ou empinarmos a bunda.</p>
<p>Mas quantas de nós fazemos isso nos outros dias do ano? Quantas de nós somos realmente donas dos nossos corpos? Quantas de nós apontamos o dedo na cara da ~biscate~ que teve a audácia de dividir a mesma calçada conosco?</p>
<p>Você é livre? Você pensa duas vezes antes de tirar a roupa na frente de um cara? Você trepa até o raiar do dia sem considerar as consequências &#8220;morais&#8221; dos seus atos?</p>
<p>Eu prefiro achar que sim, mas nós sabemos que não é verdade. Hoje muitas mulheres sentem como se tivessem um passe livre para tirarem a roupa. O que te impede de agir assim sempre?</p>
<p>Se você tem um único dia para &#8220;ser livre&#8221; &#8211; e esse dia foi estipulado por alguém que você nem conhece -, você está sendo manipulada. Não só porque é mulher (juro que não vou fazer as olimpíadas da opressão), mas porque a sexualidade ainda é escondida, velada, reprovada.</p>
<p>E, nós sabemos, esses quase nus não são ~artísticos~. O dia é sobre sexo. Não é sobre a beleza do corpo humano. É sexo. Hoje todo mundo vê peitões e bundas desnudas. Amanhã, fazem carão ao falarmos de boquete, xingam a garota de decote, mentem ao dizerem quantos parceiros tiveram.</p>
<p>Como se não bastasse, é preciso seguir um determinado padrão para ser aceito (mesmo no dia em que você  &#8220;poderia&#8221; ser livre). Retuitei um monte de xingamentos às garotas que  tiraram foto de lingerie. Gorda? Peluda? Com celulite? Não, você não está à altura de ser admirada. Um dos organizadores do lingerie day, inclusive, fala mal de bucetas e mamilos escuros. Isto é, além de magra e peituda você precisa ser branca. Bem branca. Ou fazer clareamento anal e vaginal. Ih, mas e o mamilo? Não sei. Dá seu jeito.</p>
<p>Eu não quero partir do pressuposto que você, que participa do lingerie day,  não sabe o que está fazendo. Prefiro apostar em você e pensar que a decisão foi toda sua, sem que você esteja competindo pela atenção masculina.</p>
<p>Mas sei que muitos de nós &#8211; homens e mulheres &#8211; fazemos muitas coisas para chamarmos a atenção, para sermos aprovados, para ganharmos algum tipo de afeto. Ao longo da vida a gente vai aprendendo a não esperar por isso. Passamos a reconhecer nosso próprio valor e nos cercamos de gente que nos garante a segurança que precisamos. Até acontecer, porém, vamos cometendo alguns erros para sermos amados. Talvez até cheguemos a postar foto de lingerie para todo mundo ver.</p>
<p>Logo, não cabe a mim julgar os motivos pelos quais as pessoas individualmente resolveram aderir ao lingerie day. Como coletivo, porém, vejo que ainda estamos muito longe de aceitar a nudez e o sexo como algo natural e muito, muito bacana.</p>
<p>Esperar pela &#8220;permissão&#8221; do outro para curtirmos os nossos corpos não é poder. Você não precisa da aprovação de uma ~comissão julgadora~. Evidente que não precisa trocar seu avatar pra sempre por uma foto de sutiã só para provar que é livre. Mas você precisa se sentir à vontade para fazer isso quando quiser, mesmo que a foto ou a sua nudez seja apenas para os olhos de poucos.</p>
<p>Quando estiver nas suas mãos o direito de decidir a respeito, você será livre. E eu não vejo a hora disso acontecer.</p>
<p>(<a href="http://cemmaisum.com.br/index.php/feminismo-nao-e-uma-seita/" target="_blank">talvez você goste desse post aqui.</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eu na Revista O Globo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2012 16:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cem Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[post]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em 30 de agosto de 2011 no Cem Homens. O jornalista Gilberto Scofield me entrevistou há algumas semanas e fez uma reportagem bacana na Revista O Globo de hoje. A ilustra está muito fofa. Leiam! Primeira parte Segunda parte &#038;nbsp]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Publicado em 30 de agosto de 2011 no Cem Homens.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O jornalista Gilberto Scofield me entrevistou há algumas semanas e fez uma reportagem bacana na Revista O Globo de hoje. A ilustra está muito fofa.</p>
<p style="text-align: justify;">Leiam!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.oglobodigital.com.br/sharings/0b98ec18631702c032f3" target="_blank">Primeira parte</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.oglobodigital.com.br/sharings/7655f2cea4df84b75347" target="_blank">Segunda parte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mais um pra lista de tabus: squirting</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2012 16:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cem Homens]]></category>
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		<category><![CDATA[post]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<description><![CDATA[A gente sempre fala sobre ejaculação feminina nos comentários, mas eu nunca consegui escrever um post a respeito. É engraçado como uma coisa super natural vira mais um tabu na nossa já imensa lista de coisas-sobre-as-quais-não-se-fala. Eu nunca ejaculei, mas aparentemente nenhuma das minhas amigas já passou por isso. Isso foi uma ironia, porque é ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 502px"><a href="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/10/mangueira1.jpg"><img class="size-full wp-image-3243" title="mangueira" src="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/10/mangueira1.jpg" alt="mangueira1 Mais um pra lista de tabus: squirting" width="492" height="348" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não é uma mangueira, não é uma cachoeira, tampouco é obrigatório</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A gente sempre fala sobre ejaculação feminina nos comentários, mas eu nunca consegui escrever um post a respeito. É engraçado como uma coisa super natural vira mais um tabu na nossa já imensa lista de coisas-sobre-as-quais-não-se-fala. Eu nunca ejaculei, mas aparentemente nenhuma das minhas amigas já passou por isso. Isso foi uma ironia, porque é provável que alguma mulher conhecida minha deve ejacular. Meus amigos também nunca comentaram sobre um caso em que tenha acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas leitoras contaram que uns outros blogs aí falaram de maneira pouco respeitosa sobre o squirting, chamando a secreção de &#8220;meleca&#8221; ou relatando um certo nojinho. Por favor, né, gente? Depois esse povo reclama quando a mulherada fica com nojo de esperma.</p>
<p style="text-align: justify;">Também não se pode ficar se lamentando por nunca ter acontecido com você. Uma leitora explica o motivo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Minha primeira experiência de squirting foi na adolescência, acho que com uns 13 anos, durante uma sessão particularmente longa de masturbação. Era uma espécie de &#8220;experimento científico&#8221; de estimular o clítoris até quase gozar, dar uma pausa, e começar de novo (só isso, nenhum dedinho ou objeto lá pra dentro). Antes que façam algum comentário, pois é, mocinhas também se masturbam. Umas mais, outras menos, algumas jamais (por questões pessoais/morais/religiosas/</em><wbr><em>whatever), da mesma forma que os garotos. Get over it. </em></wbr></p>
<p><em>Enfim&#8230; estava ali nessa ocupação, até que de repente veio o tal jorro (palavra feia do inferno). Após um certo pânico inicial ai-meu-deus-molhei-o-sofá, eu fiquei intrigada. Xixi? Não mesmo. A consistência era um pouco diferente, a cor e o cheiro não tinha nada a ver (há quem diga por aí que o cheiro é agradável). Eu nunca tinha ouvido falar que isso acontecia com as mulheres, mas imaginei que fosse uma espécie de gozo mesmo, e não pensei demais no assunto.</em></p>
<p><em>Anos depois, já transando por aí (deixei de ser virgem aos 16), eu comecei a perceber que o fenômeno acontecia de vez em quando durante a relação sexual. Meu primeiro namorado ficou meio assustado quando isso aconteceu durante uma sessão de sexo oral; todo molhado, perguntou se eu tinha mijado em cima dele. Expliquei como eu pude, ele se conformou e se molhou mais algumas vezes naquela ocasião.</em></p>
<p><em>Mais tarde, com outros namorados, aconteceu durante a penetração. Em algumas vezes, aliás, foi constrangedor. Por exemplo, o moço mandando bala ajoelhado na cama, a moça deitada de costas com as pernas nos ombros dele, e&#8230; sabe quando você coloca o dedo na mangueira e a água esguicha pra todo lado? Mais ou menos isso. Felizmente, os moços já tinham visto dessas coisas por aí (a pornografia presta um enorme desserviço às relações sexuais da vida real, mas nesse caso em particular até que serviu pra alguma coisa), e, após o espanto inicial, abriram o sorrisão estilo Cheshire Cat e continuaram o que estavam fazendo com ânimo e dedicação triplicados.</em></p>
<p><em>Só este ano ouvi falar no termo squirting (também feio), e resolvi me informar sobre o assunto na internet. Vi alguns vídeos em que saía uma enorme tromba d&#8217;água das moças, o que me parece um pouco exagerado (não sei como o negócio se parece quando acontece comigo, já que geralmente eu estou olhando pra outras coisas &#8211; talvez um dia eu tente com um espelho).Também vi muitos comentários internet afora de homens ansiosos por causar tal fenômeno na namorada, como se estivessem em busca do Cálice Sagrado. Tem até &#8220;técnicas infalíveis&#8221; por aí que me parecem bem idiotas, tipo fazer sexo oral com gelo (deve ter quem goste, mas uma vez quase bati num infeliz que veio com um gelo pra cima de mim. Que coisa desagradável!) ou halls preto (não tive o desprazer, mas se vierem eu também dispenso). Vi um monte de gente que jura de pé junto que squirting é lenda urbana (haha), além de muitas explicações físicas para o fenômeno &#8211; glândula não sei onde, ponto G&#8230; </em></p>
<p><em>Bem&#8230; por experiência própria, digo que existe. Não é todo mundo que faz, e mesmo pra quem já experimentou não é sempre que acontece. Também não parece ter receitinha: pode acontecer com estimulação só no clítoris, clítoris + dedinhos lá dentro, clítoris + penetração, clítoris + anal, só penetração etc. A única regra, no meu caso, é que tenho que estar muuuuitíssimo excitada, o que quase sempre significa muita dedicação e nenhuma pressa. Mas mesmo esse fator não garante nada.</em></p>
<p><em>E atenção que isso é muito importante: a mulher ter ou não ter o squirting não significa que teve um orgasmo mais ou menos intenso. Às vezes é antes do orgasmo, às vezes acontece várias vezes enquanto durar o estímulo (você siriricando a mocinha, por exemplo), e isso não siginifica que ela está indo até a lua e voltando em todas as vezes que (ou só quando, hehe) ela molha o lençol. </em></p>
<p><em>Entendo que para os homens nem sempre fica claro quando a mulher está gozando, e imagino que daí venha essa obsessão por &#8220;fazer sua companheira LITERALMENTE gozar litros&#8221;. Mas tem caras tão obcecados que acabam pressionando muito as namoradas, e as pobres ficam se sentindo frustradas se não inundam o quarto (ou mandam o cara à merda, o que faz muito mais sentido na minha opinião). Puta bobabgem, não entrem nessa onda. A pressão pelo sexo-performance já estraga a vida sexual de muita gente, ninguém precisa de mais uma &#8220;meta&#8221; pra desviar a atenção do que fazer sexo realmente é: dar e receber prazer. </em></p>
<p><em>Enfim&#8230; Dica de ouro? Não importa o que fizerem; é só fazer bem gostoso. </em></p>
<p>Post originalmente publicado em 28 de outubro de 2011 no Cem Homens.</p>
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		<title>Cortando laços</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jul 2012 23:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[quero que se foda]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que há tempos escrevo posts meio frios, sem emoção. Provavelmente porque minha vida estava exatamente assim &#8211; eu me encontrava no meio do caminho entre a escuridão completa da depressão e a felicidade que, sim, viria. E em breve vocês leriam textos fofos, empolgados, transbordando amor. Até que a vida dá a famosa rasteira. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sei que há tempos escrevo posts meio frios, sem emoção. Provavelmente porque minha vida estava exatamente assim &#8211; eu me encontrava no meio do caminho entre a escuridão completa da depressão e a felicidade que, sim, viria.</p>
<p style="text-align: justify;">E em breve vocês leriam textos fofos, empolgados, transbordando amor. Até que a vida dá a famosa rasteira. Me agarrou pelo pé e me fez regredir muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Um telefonema da pessoa até então mais importante da minha vida fez todo o trabalho. Entre outras agressões quase sutis, a que me fez desistir: ela me disse que eu inventei a minha tentativa de suicídio. Ela estava lá. Ela me viu desmaiando. Ela me viu dormindo durante dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela me viu antes, abrindo mão de entrega de trabalho de conclusão de curso, comendo praticamente forçada, tomando banho só por respeito ao resto do mundo. Ela me viu chorando. Ela me viu calada durante horas (e quem me conhece sabe que sou uma matraca).</p>
<p style="text-align: justify;">Ela, mais do que ninguém, sabe que nunca fui de tentar chamar a atenção, de colocar minha vida em risco ou de não enfrentar a vida de frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, ela disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei tão estupefata e tão machucada que sequer respondi. Era demais pra mim, como foi demais pra mim o segundo telefonema que recebi ontem à tarde. Eu passei um ótimo fim de semana com pessoas que eu amo. Fui ao cinema, comi coisas gostosas. A companhia dos meus amigos até fez com que aquela frase de sexta-feira ficasse quase esquecida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela fez questão de lembrar. De repente, com voz dura e decidida, despejou as regras sobre a minha vida. E ela pode. Qualquer coca cola que eu compro é com o dinheiro dela.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É assim que nossa relação vai ser agora?&#8221;, perguntei.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É.&#8221; E desligou o telefone.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu, aqui, senti minha vida desmoronando sobre a minha cabeça, ao mesmo tempo em que o chão abria um rombo. Infelizmente, falo de metáforas. Nada disso aconteceu de fato e, depois do susto, comecei a ter que encarar o fato de que estou sozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Completamente sozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">E sem dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Não menosprezo o dinheiro porque, hello, vivemos no mundo em que vivemos. Mas eu sei que sou capaz de criar novas alternativas de me sustentar. Posso mudar de novo de profissão, ir viver num lugar mais barato&#8230; há alternativas, ainda que elas resultem numa mudança crucial de vida que talvez me faça degringolar de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que dói, mesmo, é perder o único laço que eu ainda trazia da minha vida anterior. A pessoa em quem confiava acima de todas as coisas. A que era &#8211; só &#8211; tudo pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois disso fiquei pensando se a errada da história toda não sou eu. Perdi grande parte dos meus amigos, minha família inteira, um ex namorado que dizia me amar.</p>
<p style="text-align: justify;">E aí estou aqui, sozinha, magoada, com o coração doendo. Eu não sei pra onde ir. Não tenho emprego, não tenho casa, não tenho dinheiro no banco.</p>
<p style="text-align: justify;">Tô aqui, on my own, sem saber o que fazer, pra onde ir. Tenho medo de não ter forças. De novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes pelo menos eu tinha onde procurar abrigo. Agora não mais. Eu só me pergunto: o que será de mim?</p>
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		<title>Ultrapassaram qualquer limite</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2012 17:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[revista feminina]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda que seja tentador fazer posts falando mal das publicações voltadas ao público feminino, eu havia decidido não mais escrever a respeito. Afinal, o material para fazer piada é infinito. No grupo do Cem +1 no Facebook todo dia a galera posta vários links de coisas absurdas. E esses textos já são piada pronta. Mas ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ainda que seja tentador fazer posts falando mal das publicações voltadas ao público feminino, eu havia decidido não mais escrever a respeito. Afinal, o material para fazer piada é infinito. No grupo do <a href="http://www.facebook.com/groups/cemmaisum/" target="_blank">Cem +1 no Facebook</a> todo dia a galera posta vários links de coisas absurdas.</p>
<p style="text-align: justify;">E esses textos já são piada pronta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas fazer isso (postar a respeito) significaria parar de escrever sobre qualquer outra coisa, então resolvi deixar pra lá, apesar de nas últimas semanas ter lido muita bobagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, ontem a Maria Fernanda (@fernandatsm) me enviou um link que superou qualquer expectativa (ruim, claro). A revista NOVA fez uma lista de dicas ensinando a <a href="http://mdemulher.abril.com.br/amor-sexo/reportagem/relacionamento/namoradas-espias-689566.shtml" target="_blank">&#8220;espionar o gato&#8221;</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da surrealidade do texto, eu não tive vontade de fazer gracinhas. Eu fiquei chocada. Como jornalista, sempre, mas também como mulher mais ou menos na mesma faixa etária que as repórteres, morando na mesma cidade, etc, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos ~socialmente~ parecidas, e eu não consigo conceber como um ser humano ache razoável ir fuçar o celular, a gaveta das cuecas&#8230; e revirar o lixo do namorado.</p>
<p style="text-align: justify;">Que seres humanos somos? Precisamos mesmo mexer no LIXO da casa de alguém para ter certeza de que não estamos sendo &#8220;traídos&#8221;? Que desserviço é esse feito por uma revista, que adora publicar &#8220;sexo lacrado&#8221; e aconselha suas leitoras a procurar por &#8220;pornografia pesada&#8221; na casa do moço com quem elas saem?</p>
<p style="text-align: justify;">Somos capazes disso?</p>
<p style="text-align: justify;">Queremos viver relações com tanta desconfiança que seja necessário fuçarmos até a caixa de remédios do cara?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso sem contar o absurdo das suposições. Na tal caixa de remédios, segundo a revista, seria estranho achar medicamentos para ansiedade ou transtorno de atenção. Me digam que diabos isso tem a ver com traição!</p>
<p style="text-align: justify;">Ou se ele tiver comida light no congelador, pode ser que ele tenha outra! Como é que uma equipe pauta alguém para escrever tamanha asneira? E qual repórter se submete a fazer esse texto, que depois foi editado, publicado e colocado online?</p>
<p style="text-align: justify;">É esse o ideal de relacionamentos que vocês têm? São essas mulheres que querem ser &#8211; que fuçam o computador do namorado e depois dizem que um vírus que abriu as páginas? Um vírus?</p>
<p style="text-align: justify;">Desculpem. Seria muito mais divertido comentar a &#8220;reportagem&#8221; colocando gifs animados como naquela antiga matéria sobre fingir orgasmo da Women&#8217;s Health. Mas este link da NOVA mostra quão imbecilizados estamos. E isso me preocupa. Muito.</p>
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		<title>Eu sou Letícia</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2012 22:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns amigos entraram em contato comigo hoje preocupados. Viram o patético texto da Época e ficaram receosos da minha reação. A preocupação não era descabida. Fiquei mal nas outras vezes em que fui tratada como leviana pela imprensa. Hoje, porém, as coisas foram totalmente diferentes. Sim, continuei recebendo e-mails surreais e xingamentos diversos, mas a ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/07/horny-1.jpg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3221" title="horny 1.jpg" src="http://cemmaisum.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/07/horny-1.jpg.jpg" alt="horny 1.jpg Eu sou Letícia" width="600" height="335" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns amigos entraram em contato comigo hoje preocupados. Viram o patético texto da Época e ficaram receosos da minha reação. A preocupação não era descabida. Fiquei mal nas outras vezes em que fui tratada como leviana pela imprensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, porém, as coisas foram totalmente diferentes. Sim, continuei recebendo e-mails surreais e xingamentos diversos, mas a minha reação mudou.</p>
<p style="text-align: justify;">No passado eu ficava mal, tristonha. Lembro da terrível dor de cabeça de junho de 2011, quando começaram a me trollar no Twitter. Ou da vez em que o G1 me chamou de &#8220;nova Bruna Surfistinha&#8221; e eu não dormi à noite assustada.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois hoje fiquei com vergonha alheia da repórter, mas nem um traço de tristeza passou por aqui. Brinquei com os cachorros, cozinhei, fiz piada sobre o assunto. Eu mudei.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi uma simples mudança de tom de cabelo (opa, isso também teve!), mas sim na forma como eu me enxergo e encaro o mundo. Eu sou a Letícia. Eu tenho orgulho de ser a Letícia.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pelos homens com quem eu transei, porque não se mede o valor de alguém pela quantidade de fodas &#8211; nem pra mais e nem pra menos. Mas porque eu aprendi muito neste um ano e meio e me aceitei. Com falhas e incontáveis virtudes.</p>
<p style="text-align: justify;">Devo isso a mim, à minha mãe, à minha analista e a vocês. Porque várias vezes eu pensei em parar, em desistir, porque não estava aguentando a pressão. O encorajamento que recebi de tanta gente bacana me fez seguir em frente. E cá estou. Muito mais inteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque podem dizer que minha buceta é flácida, que sou feia, que bem feito que eu tomei um pé na bunda. Podem me analisar, dizer que faço isso pra chamar a atenção, que sou doida de pedra.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada disso me atinge mais. Simplesmente porque hoje eu me amo e sei exatamente quem sou.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que fico chateada com os xingamentos e reportagens machistas e moralistas. Não por mim &#8211; vou continuar abrindo minhas pernas quantas vezes eu quiser &#8211; mas por todos que não encaram o sexo como algo natural e saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">A única preocupação que deveríamos ter em relação ao sexo se refere à saúde. Gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis podem ser evitados. Com educação, cuidado e informação nós temos controle sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas colocar essa nuvem negra em cima da sexualidade só traz infelicidade, julgamentos desnecessários, violência (especialmente contra mulheres e contra quem não é heterossexual). Pouco se goza, porque pouco se fala seriamente sobre sexo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, vou continuar lutando contra a misoginia, o machismo e o falso moralismo. Continuarei me incomodando com textos como o da Época, porque eles representam um atraso em direção à liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem mesmo perguntei no Twitter se achavam que as coisas estavam piores. As respostas apontaram para todos os lados. Eu, meio sem esperança, disse que achava que estávamos ainda mais moralistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente penso assim porque a Letícia me mostrou um mundo do qual eu achava não fazer parte. Como, ao menos no aspecto sexual, eu sempre fui muito feliz, eu imaginava que era assim que funcionava com todo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi que não é bem assim.</p>
<p style="text-align: justify;">E se eu puder ajudar a apagar um pouco dessa fumaça que colocaram sobre a sexualidade, eu o farei.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu amo a Letícia. Ela me tirou totalmente dos caminhos que eu havia sonhado, e me abriu um mundo ainda maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pelo apoio. Sigamos lutando pela felicidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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