Cortando laços

Letícia F. July 24, 2012 81
Cortando laços

Sei que há tempos escrevo posts meio frios, sem emoção. Provavelmente porque minha vida estava exatamente assim – eu me encontrava no meio do caminho entre a escuridão completa da depressão e a felicidade que, sim, viria.

E em breve vocês leriam textos fofos, empolgados, transbordando amor. Até que a vida dá a famosa rasteira. Me agarrou pelo pé e me fez regredir muito.

Um telefonema da pessoa até então mais importante da minha vida fez todo o trabalho. Entre outras agressões quase sutis, a que me fez desistir: ela me disse que eu inventei a minha tentativa de suicídio. Ela estava lá. Ela me viu desmaiando. Ela me viu dormindo durante dias.

Ela me viu antes, abrindo mão de entrega de trabalho de conclusão de curso, comendo praticamente forçada, tomando banho só por respeito ao resto do mundo. Ela me viu chorando. Ela me viu calada durante horas (e quem me conhece sabe que sou uma matraca).

Ela, mais do que ninguém, sabe que nunca fui de tentar chamar a atenção, de colocar minha vida em risco ou de não enfrentar a vida de frente.

Mesmo assim, ela disse.

Fiquei tão estupefata e tão machucada que sequer respondi. Era demais pra mim, como foi demais pra mim o segundo telefonema que recebi ontem à tarde. Eu passei um ótimo fim de semana com pessoas que eu amo. Fui ao cinema, comi coisas gostosas. A companhia dos meus amigos até fez com que aquela frase de sexta-feira ficasse quase esquecida.

Ela fez questão de lembrar. De repente, com voz dura e decidida, despejou as regras sobre a minha vida. E ela pode. Qualquer coca cola que eu compro é com o dinheiro dela.

“É assim que nossa relação vai ser agora?”, perguntei.

“É.” E desligou o telefone.

Eu, aqui, senti minha vida desmoronando sobre a minha cabeça, ao mesmo tempo em que o chão abria um rombo. Infelizmente, falo de metáforas. Nada disso aconteceu de fato e, depois do susto, comecei a ter que encarar o fato de que estou sozinha.

Completamente sozinha.

E sem dinheiro.

Não menosprezo o dinheiro porque, hello, vivemos no mundo em que vivemos. Mas eu sei que sou capaz de criar novas alternativas de me sustentar. Posso mudar de novo de profissão, ir viver num lugar mais barato… há alternativas, ainda que elas resultem numa mudança crucial de vida que talvez me faça degringolar de novo.

Mas o que dói, mesmo, é perder o único laço que eu ainda trazia da minha vida anterior. A pessoa em quem confiava acima de todas as coisas. A que era – só – tudo pra mim.

Depois disso fiquei pensando se a errada da história toda não sou eu. Perdi grande parte dos meus amigos, minha família inteira, um ex namorado que dizia me amar.

E aí estou aqui, sozinha, magoada, com o coração doendo. Eu não sei pra onde ir. Não tenho emprego, não tenho casa, não tenho dinheiro no banco.

Tô aqui, on my own, sem saber o que fazer, pra onde ir. Tenho medo de não ter forças. De novo.

Antes pelo menos eu tinha onde procurar abrigo. Agora não mais. Eu só me pergunto: o que será de mim?

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81 Comentários »

  1. Taty July 24, 2012 at 20:17 - Reply

    Nossa nem sei o que dizer…
    Você está falando da sua mãe no texto?
    Como assim ela falou e fez isso com você?
    Força viu!

    • Letícia F. July 24, 2012 at 20:18 - Reply

      Algumas pessoas são cruéis.

      • Tati July 25, 2012 at 01:26 - Reply

        É mesmo da sua mãe que você está falando? Vou considerar que seja mesmo e, mesmo não sabendo bulhufas sobre a sua relação com ela, peço permissão para falar uma coisa.

        Minha mãe tem depressão desde que ela tinha, digamos, uns 30 anos de idade. Logo no início ela procurou ajuda médica, mas isso foi uns 20 anos atrás, quando até mesmo os médicos ainda consideravam depressão um pouco de frescura ou medo de encarar a vida. Ela foi medicada, mas meu foco não é esse. Quero falar sobre minha avó.

        Minha avó demorou muitos anos para entender que minha mãe era doente. Era muito difícil para ela aceitar que a filha dela tivesse uma doença que, acima de tudo, é caracterizada pela tristeza imensa. É quase impossível para uma mãe aceitar que seu filho, aquele que ela criou teoricamente com tanto carinho, sofra de tristeza crônica. É uma sensação de fracasso, um sentimento de culpa que toma conta de uma mãe que se encontra numa situação dessas.

        Não digo que com certeza é isso o que acontece com a sua mãe – caso seja dela mesmo que você está falando -, mas talvez você devesse procurar saber se não é isso o que está por trás dos comentários dela. Se não é dificuldade em aceitar que a filha dela já tenha tentado o suicídio. Mesmo que ela tenha visto você no fundo do poço, ela pode ter preferido acreditar que era apenas uma tristeza passageira e nada realmente grave, e por isso seja tão difícil acreditar que você tentou se suicidar.

        Enfim, só disse isso na esperança de que faça você refletir um pouco sobre e talvez se sentir menos mal com a situação. (Nem precisa aceitar o comentário, estou falando mais para você ler, mesmo)

        • Letícia F. July 25, 2012 at 01:34 -

          Ok, eu tenho que cuidar dela (e de todas as outras pessoas que não entendem a depressão e se sentem mal em me ver numa situação ruim). Quem cuida de mim?

  2. Deb July 24, 2012 at 20:18 - Reply

    Se vc soubesse o que vivo….MUITO parecido, um afastamento, ameaças, o sentimento de estar totalmente só – e eu sempre fui, diferentemente de vc, pelo visto, que tinha a pessoa como alguém que estava do seu lado..

    Eu não posso falar da minha vida aqui. E, talvez, ela tenha sentido que a vida dela foi um tanto exposta pela sua confissão.

    Ela deve ter se sentido mal com tudo isso, e talvez tenha se sentido muito incompetente por não ter te dado recursos para superar problemas graves.

    Se a pessoa é quem estou pensando é um pensamento estranho, megalô! Mas esse povo é assim…

    Facil pra mim falar de fora. talvez vc se conhecesse minha história me dissesse algo como ” ah, a pessoa se sentiu assim, assado, compreensível..” mais ou menos como faço aqui.

    Mas sou solidária e sei o que vc passa.

    Estou chocada com as coincidências..minha ” conversa”. Foi há um mês com um repeteco na semana passada – só pra eu sofrer mais um pouquinho..

    Sem mais, Leticia. :(

  3. Thamires Costa July 24, 2012 at 23:21 - Reply

    Não curti =(.

  4. Layana July 24, 2012 at 20:21 - Reply

    Puxa, sei nem o que dizer… vc brigou com sua mãe, foi isso? Foi o que pareceu.

    Espero que você possa se restabelecer. Não é fácil e sei o quanto ser jornalista é difícil hoje em dia (eu sou tb, de formação, não trabalho na área).

    Torço por vc.

  5. Camila July 24, 2012 at 20:23 - Reply

    Letícia,
    vc tem a nós, seus leitores e leitoras, onde vc pode buscar apoio sempre!

    • Letícia F. July 24, 2012 at 20:25 - Reply

      Camila, eu adoro vocês. Mas eu basicamente perdi tudo. Não tenho dinheiro, não tenho família, não tenho nada. Não dá pra comparar, babe.

  6. Deb July 24, 2012 at 20:27 - Reply

    Só um conselho: se ela já esteve do seu lado é porque vc teve algo importante que merece/pode ser reatado.

    Um pedido de desculpas..? Não vale a pena?

    Se tivesse se sentido sempre assim sózinha..Mas era alguém importante, precioso – e não falo de $, óbvio.

    • Letícia F. July 24, 2012 at 20:28 - Reply

      Oi?

  7. Deb July 24, 2012 at 20:29 - Reply

    Desculpa se ultrapassei limites.

    É que queria ter tido uma pessoa que TIVESSE SIDO alguém assim tão especial na minha vida.

  8. José Fernando July 24, 2012 at 20:41 - Reply

    Quem quiser revelar o verdadeiro conservador autoritário, faça o seguinte: dê-lhe o mínimo de poder. O caráter autoritário, bastante herdado e sevado no caldo de cultura patriarcalista, não poupa amigos, filhos ou próximos. Leva às últimas conseqüências o princípio do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A velha e execrável lei do mais forte passa a vigorar assim que o autoritário se reconhece no comando de outros. Lamentavelmente, as relações humanas, inclusive no âmbito da família, são pautadas por esse tipo de principio. – Se eu estou no poder, eu mando. Cabe a você obedecer. Dialética e contraditório, não são para o autoritário. Olhar para si próprio basta.

  9. ANA MLEMOS July 24, 2012 at 20:49 - Reply

    Letícia,

    Que triste! Mas, não fique assim. As coisas irão se acalmar…
    Tenho certeza que essa pessoa não te deixará na mão. Nada como o tempo!
    Se eu puder ajudar em alguma coisa é só falar!
    bjs grandes,
    Ana Maria

  10. Natasha July 24, 2012 at 20:51 - Reply

    Depois leia o email que enviei. Beijos

  11. Marina July 24, 2012 at 20:54 - Reply

    Você deve estar falando da sua mãe ou do seu pai, Leticia. Família não é fácil mesmo… o ideal é você não depender financeiramente deles para sobreviver. Eu recomendo que você, que tem dois diplomas (Direito e Jornalismo, não é isso?) e um talento absurdo para escrever comece a usar seus dons a seu favor (financeiramente falando) Revistas femininas precisam de um olhar inteligente e contestador como o seu. Em sua cidade, você poderá encontrar empregos facilmente, não só por sua formação acadêmica, mas por seu imenso talento. Se você discordar de mim, é porque não é capaz se ver o tamanho do seu talento. Você nasceu pra brilhar, Letícia. Alguém com seu dom, criatividade e talento, nasceu para ser uma grande jornalista\escritora\colunista. Para você ter uma ideia, acho seu texto no nível da Eliane Brum, jornalista e escritora. Nem pense em desanimar! Boa sorte, Leticia. Em pouco tempo, vc não estará precisando de ninguém para bancar suas despesas.

  12. Ci July 24, 2012 at 20:55 - Reply

    As vezes, numa situação de necessidade, emprego é só pra nos sustentar. Mesmo que não seja algo que use toda a sua qualificação profissional… Tem trabalhos que estão mais fáceis de se arrumar ultimamente, pode ser até secretária (exemplo), mas é como a minha vó sempre diz: veja as coisas como OPORTUNIDADES! Vc vai tirar de letra a parte financeira (por mais assustador que seja)! O maior problema são as magoas… isso demora mais… Minha amiga passou por algo parecido alguns meses atras e esses dias ela falou assim: ah, passou! As vezes a gente precisa de um sacudida mesmo!
    Vc disse que está pensando se não foi a errada… bom, errar todo mundo erra, mas estamos todos buscando a felicidade e a gente PODE errar sim. Agora resta pensar, corrigir o que não ta bom, manter o que funciona, sacudir a poeira e seguir adiante.
    Pessoas saem da nossa vida, outras entram, tem umas que voltam, outras não… não da pra saber. Sei lá, as vezes vale a pena pensar no que poderia ter levado essa pessoa que vc ama tanto a agir assim… as vezes ela está magoada com alguma coisa e pessoas magoadas agem com raiva.
    Não a culpe, não se culpe e continue na luta.
    Desculpa se eu disse alguma bobagem, mas estou tentando ajudar de coração…

  13. Aline July 24, 2012 at 20:58 - Reply

    Poxa, Letícia… Que foda… Nem sei o que dizer…
    Passei por quase tudo isso faz 2 anos, só sem ideações e término de namoro, pq eu nem tinha namo mesmo… Mas o abandono de um curso na graduação, os laços rompidos, a crueldade da família, tudo isso eu passei e não foi nada fácil. A minha grande sorte foi ser convocada pra uma vaga de um concurso que eu nem pensava mais a respeito, numa área que eu nunca me imaginei trabalhando… mas me adaptei bem, faço o q tenho que fazer, e consegui a independência que me deu segurança e poder pra me impor e ter respeito dos familiares. Depender não faz bem, uma hora o q foi dado é cobrado, infelizmente.

    Sei lá… Dei um mte de voltas e nem disse o que queria… Quer dizer, pra falta de grana a solução é menos difícil, de repente mudar um pouco de rumo, nem que seja por um tempo… já o afastamento é mesmo complicado. Fica difícil recuperar o q foi perdido, e também se abrir e confiar em novos relacionamentos.

  14. Sheila July 24, 2012 at 20:59 - Reply

    Oh I know the feeling…
    Força, as coisas ficarão bem.
    Sinta-se abraçada.

  15. Jana July 24, 2012 at 21:01 - Reply

    Não tenho nada material a te oferecer =/. Mas vc me ensinou a interpretar o Feminismo sob outro ponto de vista, o crível. Obrigada!

  16. MC July 24, 2012 at 21:09 - Reply

    Letícia, infelizmente às vezes é muito difícil para as pessoas próximas admitirem que temos um problema.
    Isso justifica a atitude? Não.
    Mas eu desisti sabe? Não sei se já comentei antes, mas eu tenho distimia, que é uma depressão crônica, desde a infância.
    E desde a mais tenra idade eu venho pedindo socorro àqueles mais próximos e tenho recebido um enorme e sonoro “não”.
    - Ah, é frescura, ah você é assim mesmo, ah isso nunca aconteceu!
    Pera aí??? Nunca aconteceu?
    Mas eu estava lá, eu senti, tenho marcas no pulso pra provar, tenho a receita de 250 mg de Zoloft pra provar. Tenho minha psiquiatra me pedindo pra sair de casa em prol da minha saúde.
    E essa pessoa ainda me liga me cobrando presença, ânimo, carinho. Mas de que jeito?
    Infelizmente alguns entes queridos que deveriam nos confortar viram as costas diante dessa nossa condição.

    Por que? Não sei, na verdade agora não me interessa mais. Mas pra mim parte do processo de cura está descobrir com quem eu posso contar, e por pior que seja, é melhor saber.
    Força para você.

  17. Flá July 24, 2012 at 21:09 - Reply

    Queria muito poder ajudar, mas não sei como…Como? Sei (mentira,não sei…mas imagino!) o quanto é difícil e mesmo na minha condição de desconhecida.longe.que.não.tem.como.ajudar eu queria dizer que estou enviando todos os meus pensamentos bons pra você,torcendo muito pra que tudo dê certo…e vai dar,viu? precisa dar, você merece!

    bjos

  18. C. July 24, 2012 at 21:49 - Reply

    Não há como apagar coisas horríveis que foram ditas, e não creio que haja um ser humano no mundo que nunca tenha dito ou feito algo de horrível pra alguém.
    Na sua história eu me sentiria assim se minha mãe me tivesse feito algo parecido. Ela já fez na verdade, me mandou embora de casa enquanto eu queria só ajudar, era uma situação mega complicada e eu estava desesperada para ajudar.
    O que eu não vi na época era o quanto ela estava desesperada tbm, o qto ela tbm estava machucada…
    Esse tipo de coisa não tem conforto. As pessoas, mesmo aquelas parecem mais totens de proteção vivos para nós, são tão falhas e frágeis como nos mesmos. Podem até não ter depressão, mas sabem assumir posição de defesa/ataque qdo se sentem ameaçadas, com medo, fragilizadas.
    No fim, considerando como conforto ou não, TUDO PASSA. Podem os laços serem ou não refeitos e a dor pode demorar a passar, mas passa.

    • Letícia F. July 25, 2012 at 01:40 - Reply

      Não acho que tudo passa, não.

  19. Camilla July 24, 2012 at 21:53 - Reply

    Oi Lê,

    fiquei super triste com esse post. Estou chateadíssima por mais essa rasteira que vc está levando. Essa semana parei pra pensar sobre isso. Sobre pra onde meu estilo de vida pode me levar, e se vale a pena, continuar vivendo dessa forma. Porque as pessoas são cruéis. Quando a gente não segue o que é correto aos olhos delas, elas tentam nos obrigar.
    Você não pode deixar ngm ditar as regras da sua vida. Até porque Lê, quando você tomar as rédeas da sua vida, e essa pessoa perceber que não pode mais te dizer o que fazer, ela vai te respeitar. E aí, com o tempo, vocês vão voltar a ter uma relação como a de antes. Vai levar um tempo, mas vai acontecer.

    EU SINTO MUITÍSSIMO que isso tudo esteja acontecendo, e gostaria muito de poder te ajudar de alguma forma. Estou na torcida pra que você mais uma vez dê a volta por cima. O que não mata fortalece. E eu tenho certeza que daqui a pouquinho você vai estar contando pra gente sobre como você venceu mais um capitulo difícil da sua vida!

    Beijos!

  20. rafaela July 24, 2012 at 21:56 - Reply

    Em 2005, eu, com 32 anos, larguei o pai da minha filha, larguei emprego e cidade onde eu tava morando e vim, grávida e deprimida, pra casa dos meus pais. Eu não queria mais estar ao lado do J., não queria mais aquele emprego… chegou a passar na minha cabeça se eu queria a filha(e eu tinha desejado tanto a gravidez!). Eu estava com depressão, na merda. A minha mãe não deixou eu trazer a minha cachorrinha – tive que dá-la. E a minha mãe sabia, eu acho, como aquele bichinho era, na época, uma das poucas coisas boas na minha vida.
    Ela falou que eu ia ficar na casa dela, e lá a cachorra não entrava.
    Eu me arrependo muito de não ter dado mais chilique pela minha cachorra, mas eu tava grávida, sem emprego,na merda. E botei o rabo entre as pernas.
    Ao longo da gravidez, houve momentos muito bons e muito ruins com a minha família. Eu admito que estava com raiva de ter me tornado dependente dos meus pais novamente.
    No nono mês, eu perdi a minha filha.
    Depois disso, a minha relação com meus pais mudou muito. Pra melhor,por incrível que pareça. Foi uma coisa horrível o que aconteceu com a gente, mas a minha mãe entrou comigo na sala de parto, já sabendo que ia ver a neta morta – ela tinha prometido que ia entrar comigo e falou que ia manter a promessa. Meu pai virou um palito e chorava escondido(a gente flagrava) mesmo já tendo, na época, outros 8 netos. Precisava acontecer uma coisa muito triste pra gente ver o quanto se amava? Talvez, não sei.
    Não sei como é a sua relação com a sua mãe.
    Mas a minha sempre teve mania (não foi só uma vez, e nem foi só comigo) de jogar na cara “na minha casa, é do jeito que eu quero”. É uma atitude feia, humilha. Mas eu acho que a única razão é que a minha mãe é um ser humano. Ela também faz e fala merda. Eu tenho certeza absoluta que ela me ama e que até é capaz de sofrer pra não me ver sofrendo.
    Por favor, não fica com raiva de mim, mais uma vez digo que não sei como é a relação com a sua mãe. Mas sei que o ser humano faz coisas escrotas. Das quais muitas vezes se arrepende. Às vezes não, por não perceber o quão escrotas foram as coisas que fez.
    Sei também que a minha tranquilidade agora, em relação à minha mãe, é porque não moro mais com ela. E, na MINHA casa, tenho uma cachorra- e sete gatos…
    Já estive desesperada. No momento não estou mais. Mas é como você falou: a vida dá rasteiras. E vamos recomeçando. CANSA. Mas vale a pena sim.

  21. Vanessa July 24, 2012 at 22:12 - Reply

    Oi Leticia,
    Eu acompanho seu blog ha muito tempo e fico triste em saber que uma pessoa tao importante na sua vida tenha feito isso.
    Eu passei por uma situacao muito parecida, e foi o que me deu forcas para mudar a minha vida para muito melhor.
    Ha sete anos atras, eu morava com a minha mae. Tinha brigas horriveis com ela quase todos os dias, tinha perdido meu emprego e namorado, e meus amigos se mostraram as pessoas mais egoistas do mundo. Eu estava sozinha, com depressao e no fundo do poco. Entao eu decidi vir para New York, e foi a melhor decisao que eu ja tomei na minha vida.
    O comeco foi dificil. Cheguei aqui com a cara e a coragem, mas felizmente conheci pessoas e lugares maravilhosos, que me ensinaram a ver a minha situacao por outro angulo. Me tornei independente, melhorei muito da depressa e hoje posso ate dizer que tenho um bom relacionamento com a minha mae.
    Eu acho que voce deveria fazer algo parecido. Aproveite essa oportunidade para mudar a sua vida. Va morar fora, amplie seus horizontes enquanto e nova. Sometimes you have to get lost to find yourself.
    Eu sei que doi muito ter que cortar lacos com alguem tao importante, mas nao deixe que isso te derrube.
    Tenha forca e bola pra frente.
    Estou torcendo por voce!

  22. Camila July 24, 2012 at 22:35 - Reply

    Letícia, tente ver a si mesma de fora. Você é inteligente, possui opinião sobre as coisas. Muitas pessoas te admiram. Pode não ser o bastante, pois quando a questão é dinheiro tudo complica.

    Mas pode acreditar, você vai conseguir superar isto tudo, mas tenha força. Eu sou uma que está aprendendo a lidar com os próprios medos.

    Abraços.

  23. Ma July 24, 2012 at 23:11 - Reply

    Letícia, dinheiro não precisa ser um problema pra você. Você pode colocar aqui o número da sua conta e nós, leitores, podemos depositar algum dinheiro. Fica como pagamento dos textos que lemos de graça. Quem quiser, pode te ajudar. Se cada leitor ajudar com 50 ou 100 reais, vc terá dinheiro pra segurar as despesas até achar um emprego. E acho que você consegue fácil um emprego como jornalista, escritora, livreira… talento e formação acadêmica não te faltam! Se joga, Leticia! Ah, conhece esse blog? Inspire-se: http://manualpraticodebonsmodosemlivrarias.blogspot.com.br/search?updated-max=2011-08-16T10:54:00-03:00&max-results=5&reverse-paginate=true

    • Letícia F. July 24, 2012 at 23:32 - Reply

      Ma, eu não acho que os leitores devem pagar minhas contas. Eu é que tenho que dar um jeito!

      E eu conheço o blog sim. É bem divertido.

      • anonimo July 25, 2012 at 18:41 - Reply

        mas se precisar…
        A Marjorie Rodrigues pediu ajuda pra galera pra fazer mestrado fora (infelizmente eu não pude ajudar na época) e foi.
        Dê repente rola.

        • Letícia F. July 25, 2012 at 19:19 -

          Ela não conseguiu a grana, eu acho.

  24. Quelzita July 24, 2012 at 23:37 - Reply

    Fiquei tão, mas tão triste com esse fato, q só posso te mandar um abraço bem forte e te desejar mais força, e acredito q você vai se reerguer, não importa o tempo, seja Fenix.

  25. Melina July 24, 2012 at 23:55 - Reply

    Oi, Letícia. Como outras pessoas, também entendi que vc estava falando da sua mãe. E me identifiquei, porque estou passando por algo parecido. Tenho 21 anos. Minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha 8 e desde então nossa relação foi complicada. Pra tentar amenizar as coisas, sempre abaixei a cabeça pra ela, sempre. Passamos por muitos problemas de convivência, inúmeros pra eu citar aqui, até que as coisas pioraram quando eu comecei a entrar em depressão, esse ano. Ela sempre me “educou” na base da ameaça, da humilhação, do autoritarismo, sempre jogando na cara tudo o que ela me deu e “fez por mim”. E nesse momento não foi diferente: disse que o que eu precisava era de objetivos na vida, porque nunca conquistei nada, tudo foi ela quem me deu de mão beijada. Um detalhe: fiz graduação e faço mestrado numa das melhores universidades federais do país, e eu tenho 21 anos. Mas pra ela, nada disso foi por meu próprio esforço. Durante uma discussão, depois de uma série de humilhações e de eu ter falado, pela primeira vez, algumas atitudes dela que eu não gostava, ela disse que me odiava, que não queria me ver nunca mais e me expulsou de casa.

    Essa semana faz um mês que estou morando com meu pai e em busca de um apartamento pra alugar. Vou me sustentar com a bolsa de mestrado que recebo do governo, a pensão que meu pai ainda me paga e um dinheiro que ganho com aulas particulares que ministro. Mas preciso de um emprego estável, porque minha renda principal em menos de dois anos acaba. Não tá fácil…To num turbilhão de sentimentos. Mas espero que as coisas melhorem daqui por diante.

    E tem mais um detalhe: eu sofro de vaginismo. Desde que descobri que era esse o nome do meu problema, ficava me perguntando por qual motivo desenvolvi isso. Afinal, não sofri nenhum abuso ou trauma, não tenho nenhuma crença religiosa radical que pinte o sexo como “demoníaco”…. Mas depois de uns meses de terapia, consegui entender: tendo a criação que eu tive, com uma mãe que sempre me atemorizou diante do sexo, que sempre o mostrou como algo negativo, perigoso, digno de culpa, ficou claro que estranho seria se eu NÃO tivesse nenhum problema com sexo. Ainda preciso de um bom tempo de terapia pra melhorar esse vaginismo, porque ele envolve muitas outras coisas.

    Se eu pudesse te contar as barbaridades que ela já fez comigo, que já me falou… você ficaria chocada. Mesmo sabendo que muito do que ela fez foi querendo o meu bem, ela errou feio. E se mães são capazes de trazer sentimentos terríveis aos seus filhos, imagine os outros, não é?

    • Letícia F. July 25, 2012 at 00:29 - Reply

      Entendo vc 100%.

  26. Ellien July 25, 2012 at 00:11 - Reply

    Oi Lê, muito triste tudo isso, mas no fundo vc já esperava isso dela né? Eu acho que sei mais ou menos como é.
    Não tem jeito, ou começa a trabalhar de garçonete/secretária ou procura algumas revistas, seus textos são tão legais, poxa! Colocar propaganda por aqui tbm não rola?
    Não Letícia, você não vai cair de novo nessa espiral do desespero. Estamos todas aqui com você.

    • Letícia F. July 25, 2012 at 01:35 - Reply

      Propaganda nao dá nada. E eu estou procurando trabalho já. Mas as coisas estão difíceis.

  27. kawai maria July 25, 2012 at 01:09 - Reply

    Ô minha linda! Que barra viu! Entendo como a doença te deixou completamente broken, e aposto que saber que do jeito dela tua mãe te apoiava te dava forças para continuar. Espero que quando a raiva dela passar, apesar que eu não sei como é a sua mãe ou intensidade da briga, ela volte a te apoiar. Mas enfim, aguenta firme e siga em frente.

  28. Ci July 25, 2012 at 01:09 - Reply

    Sabe, é muito bonito o que acontece nesse blog! Vc se abre e se doa, nos momentos bons e nos difíceis e quem acompanha o blog embarca junto!
    Eu venho aprendendo muito aqui, principalmente pq sou uma pessoa muito fechada.
    Mas sabe, eu não consegui deixar de relacionar o seu relato com outro que li hoje (http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/07/uma-mulher-nao-deve-vacilar/)!
    Será que é tão difícil apenas pq somos mulheres!? Eu nunca ouvi de homem ser descriminado quando tem depressão… mas já ouvi isso de várias mulheres!
    Quanto mais eu aprendo sobre o machismo mais eu me espanto! Uma mulher não deve vacilar! Poxa, mas nos somos humanas, certo?!

    • Letícia F. July 25, 2012 at 01:38 - Reply

      Ci, poucos homens assumem ter depressão.

      • Ci July 25, 2012 at 09:32 - Reply

        é, isso também é verdade…

  29. Alessandra July 25, 2012 at 01:37 - Reply

    Minha mãe me ajudou muito ,mas muito mesmo ,mas nunca amenizou nada pra cima de mim , a nossa última conversa tem uns 15 dias e ela me disse que sou frustrada , infeliz e amargurada ! Se a mãe da gente diz isso , como ter auto estima boa ?! Alguém pode me responder ?

    • Letícia F. July 25, 2012 at 01:39 - Reply

      É impossível.

  30. Bruxinha July 25, 2012 at 07:40 - Reply

    A minha relação com a minha mãe nunca foi das melhores enquanto eu morava na casa dela. Sempre pensamos mt diferente e isso gerava conflitos. No entanto, eu tinha que obedecer as regras impostas enquanto vivesse às expensas dela.
    As coisas melhoraram mt qdo eu fui pro meu canto e pude fazer do meu jeito. Ela me visita, me auxilia e, pelo jeito mandão, ainda tenta impor suas ideias, mas sabe que eu irei agir de acordo com o que penso agora. Pode me aconselhar como mãe. Não pode exigir que minhas atitudes reflitam o que ela crê ser o certo.
    Acredito que nesse primeiro momento vai ser mt complicado, Letícia. Mas qdo vc se firmar independente, vai se orgulhar de olhar pra trás e pensar: “eu consegui”. Há males que vem pro bem. É, acima de tudo, a sua oportunidade de crescimento! Força aí!

  31. Helen - SP July 25, 2012 at 08:52 - Reply

    Estou chocada com a quantidade de pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de humilhação da própria mãe!

    Sinto muito por vocês. Mãe seria aquela que cuida, acolhe, sofre junto com o filho, puxa orelha quando necessário, coloca o filho pra cima, apóia e etc…
    Chocada!

  32. MaryL July 25, 2012 at 09:23 - Reply

    Lê, já passei por situações parecidas em que parece que nada adianta fazer, então também não adianta nada que outra pessoa diga, é algo que a gente tem que tirar de dentro com força, a revolução vem daí… mas, já pensou em dar uma reviravolta na vida?? mudar de cidade, de ares, conhecer pessoas novas? então, o que eu ia dizer, vem pra Viçosa, Viciosa City, é uma cidade pequena na zona da mata mineira com ares de cidade grande, e acho que a sua área aqui é bem reconhecida, você pode tentar um mestrado aqui na UFV ou dar aulas enquanto se repõe… olha, sério mesmo, é o conselho (nem sei se tenho o direito de te dar um) mais prático que eu posso pensar agora, pois seria uma opção pra mim. É uma cidade meio mágica, fica no meio do mato e agora, no momento que estou escrevendo, tá um sol tão lindo lá fora, uma arzinho de cidade do interior, cafézim com queijo, mas por causa da universidade a cidade é meio moderna (pelo menos o centro) e tem oportunidades de emprego, além do custo de vida aqui ser baixíssimo (eu e muitos amigos sobrevivemos com bolsa de pesquisa da graduação). Não sei se é um comentário meio descabido, mas a mudança às vezes ajuda muito…

  33. Ana July 25, 2012 at 09:40 - Reply

    Leticia minha cara, quem não tem cão, caça com gato, não leve as coisas tão à serio, as vezes a pessoa em questão estava nervosa de saco cheio….
    Tente não tornar tudo tão apocaliptico, pra tudo tem jeito…. pra tudo mesmo!
    Se apega em Deus, nem sei se de fato existe, mas é mto bom lançar sua preocupações para Deus, Universo, ou o nome que quiser dar.
    Serene sua mente, procure força, para não ficar tão vulnerável, talvez essa pessoa, esteja exausta, e não tenha condições de oferecer mais o abrigo que voce precisa…
    Procure dentro de si essa força…
    Se precisar de mim, moro em SP, podemos conversar sem problemas, segue meu e mail apaulavp@yahoo.com.br, ja estive tão tão tão no fundo, e acredite, meditando, se concentrando, e com alguns bons amigos que ja estiveram lá depois do fundo….a gente sobrevive, até poder viver de novo, um beijo, fique com Deus

    • Letícia F. July 25, 2012 at 12:42 - Reply

      Ana, agradeço o comentário, mas não acredito em Deus.

  34. Fernanda July 25, 2012 at 11:02 - Reply

    Sem palavras, é difícil acreditar que a pessoa que supostamente deveria “proteger” tem uma atitude dessas. Sinto muito. Mesmo. Se eu puder ajudar em alguma coisa.

  35. Bia July 25, 2012 at 11:11 - Reply

    Nossa, não consigo entender essa situação… Somos todos humanos, erramos e acertamos a todo momento. Mães tb têm problemas e tb erram. O problema é que isso se reflete nos filhos… Letícia, acho que já está na hora de vc arrumar um emprego integral, desses de 8hs por dia mais 1h de almoço. Vc diz que está difícil, mas de repente está selecionando muito… Existem tantas opções: trabalho de garçonete, atendente de loja, telefonista, secretária, zeladora, faxineira e etc. Não é possível que não exista nenhuma opção!

    • Letícia F. July 25, 2012 at 12:40 - Reply

      Bia, você realmente acha que eu desistir do que eu lutei tanto pra conseguir é a melhor saída?

  36. lorena July 25, 2012 at 11:18 - Reply

    Incrível como há relatos de pessoas com problemas familiares semelhantes.
    Conheço muitas mães que fazem miséria com seus filhos. Deixam a boca escapar seu ódio e frustração que atinge quem tá mais próximo.
    Minha mãe faz isso também, sempre fui de responder à altura. Acredito que respeito tem que haver dos dois lados. Como uma criança vai aprender a respeitar uma mãe que só humilha o filho?
    Não se pode naturalizar esse autoritarismo, essa falta de respeito e de atenção dos pais. é muito dolorido pros filhos, é muita humilhação. E muitos abaixam a cabeça e sofrem calados diante dessa postura dos pais. Cortar relação familiar é muito difícil mas aguentar humilhações tb é. Vai ser muito difícil vc enxergar isso agora mas esse corte pode te ajudar muito. Vc pode dar um passo grande na sua vida, ser mais livre, ser mais forte. As decepções nos ensinam muitas coisas. É muito fácil eu, que tô de fora, falar esse tipo de coisa pra vc mas acredito que seja esse o caminho.
    Me solidarizo com vc, Letícia. Queria muito te ajudar mas me sinto impotente. Não sei como fazer isso!
    Se precisar de mais uma amiga é só se comunicar.
    Bjo e fica bem!

  37. Michelle July 25, 2012 at 11:33 - Reply

    Assista o filme “Valente”, tem uma mensagem bem linda…sobre essa relação tão complicada! Bjs

  38. Fátima July 25, 2012 at 11:34 - Reply

    Olá Letícia,
    Acompanhei seus textos no blog anterior e somente há uma semana soube deste novo projeto. Tb sou jornalista e admiro muito seus textos. Vc nasceu pra isso e tenho certeza de que seu futuro está nessa área. É a primeira vez que comento no blog e fico triste que seja por conta de um desabafo tão triste. Tive a sorte de ter uma mãe maravilhosa. Com defeitos, como todo mundo, mas maravilhosa. Talvez por isso não consiga entender que todas elas não sejam assim. Mas não vou falar de minha mãe. Tenho 48 anos e já levei muita rasteira da vida. Muitas vezes desanimei, chorei, esperneei, achei que o mundo fosse cruel e injusto comigo. Dar a volta por cima de qualquer questão não é nada fácil e, imagino, deve ser pior para quem tem a depressão como encosto. Não ficar aqui tentando te dizer o óbvio e vou focar no que penso. Se hoje sou uma mulher centrada, que sabe o que quer, que não tem vergonha de ser como é, que fala o que pensa e adora gozar, devo muito a meditação, ao auto conhecimento e a certeza de que posso mudar minha vida com meus pensamentos – algo parecido com O Segredo, sabe? Mude o foco de sua vida. Vc pode fazer isso porque vc é quem tem o controle. Acredite em vc, no seu talento, inteligência e poder. Acredite que vc – só vc – pode transformar sua vida. Letícia, vc merece o melhor porque vc é única, inigualável e inexplicável. Vou torcer muito por vc. De coração. Força!

  39. Neire July 25, 2012 at 12:58 - Reply

    O diálogo pertubador que te aconteceu agora, aconteceu pra mim há 2 anos atrás.
    Mães não tem que ser perfeitas em tudo o que fazem, não sou mãe ainda mas acredito que se o amor que dizem sentir por nós é tão grande, nessas hs elas deveriam peneirar mais e mais antes de atirar zilhões de coisas na nossa cara como: casa, comida e roupa lavada. Porque afinal eu nasci e eu existo através da vontade dela… então….

    Acredito que não existe conselhos pra essas hs, até hoje estou cercada de pessoas que dizem que mãe é sagrado e mimimi, mas eu tenho pra mim que pessoas que não nos acrescenta nada na vida, tampouco faz bem.

    Comigo, eu tive o amor da minha vida ao meu lado, que me acolheu e me ajudou quando mais precisei e nunca vou me esquecer disso.
    se existe algo que eu posso te dizer Letícia, é: Crie forças pra se estabelecer na vida conforme for sua vontade e não olhe pra trás, um dia você vai ter superado (as contas, pq a mágoa nem sempre é superada) e ver você bem e em paz (sem a ajuda dela) vai ser o maior veneno que sua mãe poderá engolir.

    Boa sorte.

  40. Ana July 25, 2012 at 15:26 - Reply

    Como te disse Leticia eu tb não tenho certeza da existencia dele, mas então acredite nos mistérios do universo, na natureza, em vc mesma, enfim minha cara, bola pra frente, e se precisar…estoy aqui

  41. Jeannette July 25, 2012 at 19:12 - Reply

    Voce já pensou que essa pessoa tao querida pode estar passando tambem por momentos difíceis?
    Se ,como parece, essa pessoa for a sua mãe , as coisas entre vocês podem melhorar,acredite. Para qualquer mãe deve ser muito, muito complicado mesmo ter que aceitar que a filha tentou suicídio… Pense nisso. E mais fácil negar. Ainda mais no caso dela que ja perdeu uma filha, nao e ?
    Leticia as nossas mães são pessoas comuns, tambem sao carentes ,frágeis,inseguras… Tambem precisam de apoio.
    Tambem sentem o mundo sumir debaixo dos pés ….
    Sera que a sua mãe nao esta precisando de voce ? Do seu abraço ? Tenha certeza que ela te ama muito…

    • Letícia F. July 25, 2012 at 19:19 - Reply

      Na boa, ela que vá procurar ajuda terapêutica.

  42. Mila July 25, 2012 at 19:14 - Reply

    Se quiser vir pra Floripa eu posso emprestar minha casa, tenho que pedir permissão a meus pais claro, mas pelo menos ganharia uma colega,ja que nao tenho ninguem. Beijo e nunca perca a FÉ

    • Letícia F. July 25, 2012 at 19:22 - Reply

      Oun! Brigada. Mas as coisas vão se resolver. De um jeito torto, mas vão.

  43. Ana Lu July 26, 2012 at 00:46 - Reply

    Lê,sei como as coisas podem ser difíceis.Acho que nesse mundo não há relação mais complicada do que mãe e filha.Sei que é foda,mas talvez essa seja a maneira(torta) que ela tem de dizer como está triste,insatisfeita.Não com você,mas por você ter tido aquela crise.Talvez ela ache que tenha falhado e se sinta incompetente.Digo isso porque minha mãe se torturava o tempo todo quando entrei em depressão(sim,ainda temos que aguentar isso!!).Ela dizia que foi uma péssima mãe,que errou em tudo,por isso eu estava daquele jeito,que ela queria morrer pra não me ver como eu estava.Só de lembrar já fico os olhos cheios d’água…Talvez essa seja a maneira da sua mãe.Não estou te falando pra ligar pra ela,não.Você não fez nada errado.Mas quem sabe as coisas se acalmem logo.Como sempre,torcendo por você.Beijos!

  44. Dayana Leal July 26, 2012 at 18:45 - Reply

    Eu curti por partilhar com a gente que te acompanha e gosta do seu trabalho algo tão pessoal. É dificil falar da gente e é dificil falar pra outras gentes. Desejo muito que saia dessa situação muito bem e por cima. Pq eu acho que mereça. E admiro mto o fato de vc ja ter forças pra ignorar a imprensa quando cai matando pro seu lado. Na vida quando não é uma coisa, é outra. A gente cansa de tanto batalhar e se desgasta. E sabendo que tem de continuar não sabendo o que vem pela frente, qual sera a próxima batalha. Força Lê, estamos ctg!

  45. Camilla July 26, 2012 at 20:07 - Reply

    As pessoas viajam muito aqui cara!!!

    Como é que podem achar que uma pessoa que estudou anos e tem duas faculdades, vai procurar emprego de garçonete????

    Cês viajam muito…

    Isso é desistir de tudo que foi construído durante uma vida inteira.

    • Letícia F. July 26, 2012 at 20:32 - Reply

      Ai, Camilla, me abraça. Não sei de onde tiram esses conselhos.

      • Bia July 27, 2012 at 13:47 - Reply

        Sinceramente, não acho que isso seja desistir, todos precisamos de dinheiro. Se no momento vc não tem, como vai conseguir se sustentar? Trabalho onesto é válido para arrumar dinheiro para continuar com os seus objetivos. O problema é q vcs vêem esses trabalhos como “mto simples” pra quem já estudou e fez faculdade, mas quem disse q será pra sempre? O trabalho nem precisa ser integral, vc pode se dividir em dois trabalhos, sei lá. Acho super válido e admiro as pessoas que fazem isso. A secretária aqui do trabalho faz jornada dupla, como secretária de manhã e como professora de cursinho a noite. Todo mundo precisa de $…

        • Letícia F. July 27, 2012 at 14:05 -

          Eu não estou dizendo que é feio ou vergonhoso ter um trabalho como esses que você mencionou. Mas sinceramente você acha que a saída é ir trabalhar para ganhar 600 reais, pegar sei lá quantos ônibus e conversar o dia inteiro com pessoas com quem não tenho afinidade?

          Sem hipocrisia, por favor.

  46. Bia July 27, 2012 at 14:06 - Reply

    Sim, eu acredito que trabalhar é super importante pra ocupar a cabeça, seja esse trabalho qual for. Me desculpe se não concordas, é somente minha opinião.

    • Letícia F. July 27, 2012 at 14:09 - Reply

      Bia, eu estudo e escrevo MUITO. Isso é trabalhar pra mim. Agora eu preciso de dinheiro.

      • Bia July 27, 2012 at 14:16 - Reply

        Poxa, então, vc se comunica mto bem!! Vc precisa arrumar $$$, pq não trabalhar com o público? Acredito q vc se sairia mto bem em qlqer trabalho q tivesse que usar qlqer linguagem, como por exemplo a fala. Realmente torço por vc, de verdade. Bjs!

  47. Anna Cardoso July 29, 2012 at 04:11 - Reply

    Liberdade financeira vem antes de liberdade sexual.

    • Letícia F. July 29, 2012 at 13:28 - Reply

      Hahahah claro! Vamos esperar ter vinte e tantos anos pra podermos transar!

      • Anna Cardoso July 31, 2012 at 00:04 - Reply

        Voce entendeu o que eu quis dizer, tenho certeza que entendeu, o que eu admiro muito em vc é a inteligencia, seu tivesse a metade amiga…

        Mas, claro que nao é pra transar depois dos 20 e sim ser livre sexualmente falando, porque vc é livre. faz o que quer. Transa, e sai contando, coisa que as mulheres nao estao autorizadas a fazerem. (lembra desta regra?, nao concordo claro)
        As pessoas só são livres pra fazerem o que quizerem quando pagam as proprias contas. Porque só assim não precisamos aceitar criticas nem da propria mae.
        Sabe aquelen frase famosa de mãe “enquanto vc morar na minha casa, enquanto eu pagar as contas.” Lembra?
        Uma coisa que aprendemos desdo os cinco anos, enquanto formos sustentadas nada de nada.
        Viu como é dificil ser livre é muito dificil.
        A gente sempre fala não ligo pra opinião das pessoas , mas no final tem sempre uma opinião que conta, falamos vou fazer só o que eu quero e quase nunca dá.
        Sou sua leitora ha uns seis meses e sou fã. Ja vi tudo seu por ai na Net.
        Não é uma critica é uma constação , é deste jeito.

        • Letícia F. July 31, 2012 at 02:20 -

          Anna, desculpa, mas eu não acho que um pai é DONO do filho só porque o sustenta…

        • Carolina Cruz July 31, 2012 at 11:53 -

          Penso como a Letícia. Sempre achei um absurdo que pais se julguem donos dos filhos porque os sustentam. Acho horrível ouvir um pai dizer “você vai fazer o que eu quero enquanto viver às minhas custas”. Quer dizer que respeito deveria se basear em dependência financeira? É isso que os pais estão tentando ensinar quando dizem esse tipo de coisa? Os filhos, até certa idade e até certo ponto, deveriam fazer o que os pais mandam porque os respeitam e confiam neles, e não por medo de ficarem desamparados. E os pais deveriam se autoanalisar com mais frequência. É muito comum ver pai e mãe que se utiliza do poder que tem (não só financeiro) para agir de forma ditatorial e arbitrária. O foco nem sempre é o que é melhor para o filho. Muitas vezes é só uma questão de ego mesmo.

        • Letícia F. July 31, 2012 at 12:05 -

          CLAP CLAP CLAP

  48. Ana July 29, 2012 at 11:56 - Reply

    É por isso que temos que ser autossuficientes. Seja lá qual for a profissão que escolhemos, não tem cabimento depender de alguém depois de certa idade. Pelo menos foi assim que meus pais me ensinaram. Pelo pouco que li dos seus textos sei que é inteligente, tem boa formação e não tem porque viver na aba da mãe até hoje.

    • Letícia F. July 29, 2012 at 13:27 - Reply

      Você realmente acha que isso é sobre dinheiro?

    • Ana July 29, 2012 at 14:43 - Reply

      Desculpe, mas é muito mais tranquilo ficar magoada com alguém sendo dona da própria vida, e principalmente não depender dessa pessoa que te magoou.
      Imagino que deve ser uma merda tem mais de 30 anos e ver a mãe ditar as regras de sua vida. Por isso que eu acho que autossuficiência é uma coisa básica na vida de alguém. Tendo saúde, o resto é só correr atrás e não esperar nada de ninguém. Nem da mãe.

      • Letícia F. July 29, 2012 at 15:28 - Reply

        Vou largar a análise e resolver minha vida com seus comentários, o que acha?

        Não sabe nada da minha vida e vem cagar regra.

  49. Jeannette July 31, 2012 at 00:53 - Reply

    ” liberdade financeira vem antes de liberdade sexual ”
    Nao acredito que alguém escreveu tamanha bobagem!
    Nossa ! ! !

  50. Anna Cardoso July 31, 2012 at 13:06 - Reply

    Tambem acho que principalmente pais não são donos dos filhos,e pior que isso eles pensam que são nossos donos pro resto de nossas vidas. Mas é dificil achar um que não aja desta maneira.
    Dai uma das funçoes de blogs como esse dar, instrução, noção, toque sei la pra mulherada e homens tb , de como criar seus filhos e o que esperar deles ao longo da vida.
    É deixar claro o mal que fazem na vida afetiva emocional na vida dos filhos.

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